Água salobra

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Infografia mostrando os diversos tipos de água (quanto à salinidade).
A lagoa dos Patos, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul, é uma grande laguna de água salobra.

Água salobra é aquela que apresenta mais sais dissolvidos (cloretos) que a água doce e menos que a água do mar.[1][2] Pode resultar da mistura de ambas, como em estuários,[1] onde normalmente ocorrem, ou se originar de aquíferos. Certas atividades humanas podem induzir à produção de água salobra, como a criação de represas. Há ainda a água salobra de origem fóssil em certos aquíferos associados a rochas salinas.

Do ponto de vista técnico, considera-se «água salobra» a que contenha entre 0,5 e 30 gramas de sal por litro,[3] frequentemente expresso como 0,5 a 30 parte por milhar (ou ‰), a que corresponde um peso específico de 1,005 a 1,010. Tendo em conta a amplitude de salinidades considerada, o conceito de água salobra inclui um vasto conjunto de regimes de salinidade e não é considerado uma condição ecológica precisamente definida, tanto mais que tende a apresentar, em cada corpo de água, grandes variações espaciais e temporais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b André Cardoso (2007). «Glossário das Zonas Costeiras». Gestão Costeira Integrada. Consultado em 10 de abril de 2014. 
  2. INGLEZ SOUZA, Julio Seabra; et al. (1995). Enciclopédia agrícola brasileira: A-B EdUSP [S.l.] p. 508. ISBN 9788531401299. 
  3. FULGÊNCIO, Paulo César (2007). Glossario – Vade Mecum Mauad Editora Ltda. [S.l.] p. 678. ISBN 9788574782188. 
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