Aceleradora

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Aceleradoras de startups são um tipo moderno de incubadoras de empresas. As aceleradoras, no entanto tem uma metodologia mais complexa e estruturada.

O processo para participar das aceleradoras é aberto, e estas geralmente procuram por startups consistindo de um team para apoiá-los financeiramente, oferecer consultoria, treinamento e participação em eventos durante um período específico, que pode ser de três a oito meses. Em troca, as aceleradoras recebem participação acionária na empresa.

O principal valor para o empresário que é escolhido para participar do programa da aceleradora, além do investimento e do treinamento, é a oportunidade de poder estar inserido num ambiente com outras startups, empresários e investidores, facilitando assim a criação de um networking e eventualmente criando novas oportunidades para a startup.

O modelo de negócio das startups que participam de aceleradoras é baseado na geração de capital de risco.

Processo[editar | editar código-fonte]

O processo que as startups passam na aceleradora pode ser dividido em cinco fases distintas:[1]

Consciência[editar | editar código-fonte]

A fase de consciência refere-se ao momento em que a equipe toma conhecimento da existência das aceleradoras. O sucesso da aceleradora nesta fase depende da força de sua marca e como ela se promove. Como muitas aceleradoras estão numa fase inicial, não podem ainda bancar caras campanhas de marketing. Portanto, é comum as aceleradoras usarem mídias sociais, como Facebook e Twitter, para aumentar o conhecimento sobre elas. Outra maneira é a utilização de eventos tais como Startup Weekends e Circuito Startup para divulgar a aceleradora e conhecer potenciais startups. Uma aceleradora com conexões em uma universidade por exemplo, também podem se beneficiar da rede acadêmica. Talvez a forma mais eficiente para a aceleradora se tornar conhecida é recrutar mentores experientes e conhecidos e utilizar a sua redes de relacionamento para atrair novos empresários.

Aplicação[editar | editar código-fonte]

Nesta fase as startups submetem geralmente uma apresentação em vídeo para a avaliação das aceleradoras. O vídeo permite uma apresentação mais completa da equipe e ajudar a aceleradora avaliar a composição da startup. A segunda parte do processo de aplicação consiste em entrevistas com o representantes da aceleradora. O número de inscrições é frequentemente bastante elevada, por vezes tão elevada quanto dois mil candidatos para sessenta vagas, no caso da Y Combinator. A aceitação de empresários sozinhos é rara, pois uma startup é demasiado trabalho para apenas uma pessoa. Geralmente é um requisito que pelo menos um membro da equipe deve possuir habilidades técnicas, caso contrário seria difícil desenvolver um produto em apenas três meses. Um fator comum na maioria das aceleradoras é que quando elas selecionam suas equipes, elas não valorizam suas ideias tanto quanto a própria equipe. Isto acontece porque a ideia vai mudar consideravelmente devido a diversas iterações, mas a equipe tem que ser forte para se adaptar às mudanças. As características que são valorizadas em uma equipe são paixão, dedicação, diversificação e adaptabilidade.

Programa[editar | editar código-fonte]

Durante esta fase, as startups se concentram no desenvolvimento de seus produtos, de forma contínua, auxiliados pelos mentores. Os programas são limitados geralmente a cerca de três meses ou menos. O período de tempo curto incentiva os participantes a manter o ritmo rápido e lhes proporciona um conjunto claro de metas, algo que é considerado uma vantagem por muitas startups. O primeiro mês é dedicado à formação da ideia e a interagir com os mentores. Os mentores ajudam as equipes a refinar suas ideias e fornece orientação sobre como construir negócios escaláveis. Quando a startup decide como proceder, a etapa de construção é iniciada e o foco está no desenvolvimento do produto. Neste momento também é refinado o pitch, ou discurso (veja também: Elevator pitch) e as habilidades de apresentação a fim de interessar os investidores. Muitas aceleradoras exigem que as equipes morem na cidade onde o programa é realizado. Isso permite uma participação mais ativa e aumenta as oportunidades das equipes de interagirem uns com os outros. A maioria das aceleradoras não adere a um programa rigoroso porque as startups têm necessidades diferentes. Portanto, é difícil fornecer um programa que consiste inteiramente de palestras, uma vez que não irá beneficiar todas as equipes simultaneamente. Muitos das aceleradoras, contudo, dispõe de diferentes tipos de eventos ou dias temáticos onde palestrantes experientes são convidados para palestrar sobre assuntos comuns relativos a todas as equipes.

Demo Day[editar | editar código-fonte]

O programa geralmente termina com o Demo Day, ou dia de demonstração, que dá às equipes a oportunidade de se reunir com os investidores. Este evento pode atrair centenas de investidores, principalmente consistindo de VCs e investidores anjo. É uma grande oportunidade para as empresas e para os investidores conhecerem as startups e decidirem se são dignas de investimento. Um modelo comum é que cada equipe recebe um intervalo de tempo de 10 minutos para falar sobre o seu produto. Partes do Demo Day são frequentemente fechadas ao público em geral a menos que você seja convidado. O objetivo do dia de demonstração é exclusivamente para as startups receberem financiamento adicional.

Pós Demo Day[editar | editar código-fonte]

A última fase começa logo após o dia de demonstração. A startup terminou o programa e agora está por conta própria. Esta é uma diferença importante entre uma aceleradora e uma incubadora, especialmente no que diz respeito aos incentivos da organização. Algumas incubadoras têm essencialmente se transformado em serviços de locação de espaço de escritório, e o objetivo é manter a empresa na incubadora. O engajamento da aceleradora em uma startup após o fim programa depende principalmente de quanta participação esta tiver. Se a aceleradora retém participação acionária na empresa, é do interesse da aceleradora ajudar a levantar investimento e portanto, melhorar o valor de sua participação.

Aceleradoras x Incubadoras[editar | editar código-fonte]

As principais diferenças entre as aceleradoras e incubadoras são:[2]

  • O processo de aplicação é aberto a qualquer pessoa, mas altamente competitivo. Y Combinator e TechStars por exemplo têm taxas de aceitação entre 1% e 3%.
  • O investimento é feito geralmente em troca de participação acionária. Os valores são tipicamente entre US$ 35.000 e US$ 50.000 ou € 10.000 e € 50.000 na Europa. No Brasil o investimento gira em torno de R$ 10.000 e R$ 50.000.
  • O foco está em pequenas equipes, e não em fundadores individuais. Aceleradoras consideram que uma pessoa não é suficiente para lidar com todo o trabalho associado a uma startup.
  • O período do programa é curto, geralmente três meses, podendo ser extenso, dependendo da aceleradora.
  • As startups são aceitas e tutoradas em classes, a aceleradora não é um recurso sob demanda [3].

História[editar | editar código-fonte]

A primeira empresa aceleradora foi a Y Combinator, que começou no Vale do Silício em 2005, fundada por Paul Graham. Ele foi seguido em 2006 pela TechStars.

Com a crescente popularidade nos Estados Unidos, as aceleradoras se espalharam pela Europa, sendo a pioneira a Seedcamp em 2007, seguida pela Startupbootcamp em 2010.

Em julho de 2011, havia mais de 200 aceleradoras em atividade nos Estados Unidos e na Europa.

A Forbes publicou a primeira análise quantitativa de aceleradoras em abril de 2012 [4].

Hoje em dia, já podemos ver o crescimento das aceleradoras de startups no Brasil.

Aceleradoras Conhecidas Mundo Afora[editar | editar código-fonte]

Y Combinator[editar | editar código-fonte]

Fornece capital semente, consultoria e conexões programas semestrais de três meses em troca de em média 6% de participação acionária na empresa. Em 2013 a Y Combinator já tinha financiado mais de 500 empresas em 30 diferentes mercados. Algumas das empresas financiadas são: Scribd, reddit, Airbnb, Dropbox, Disqus e Posterous.

TechStars[editar | editar código-fonte]

É uma aceleradora de inicialização e fundada por David Cohen, Brad Feld, David Brown, e Jared Polis. Menos de 1% das empresas que se inscrevem na TechStars são aceitas. Das 114 empresas que concluíram o programa da TechStars, 92% são ativas e rentáveis. Mentores da TechStars incluem: Dennis Crowley CEO do Foursquare, David Karp CEO do tumblr, Dharmesh Shah co-foundador e CTO do HubSpot e Fred Wilson da Union Square Ventures. Algumas das empresas financiadas: Graphic.ly, Next Big Sound, OnSwipe e Lore.

Seedcamp[editar | editar código-fonte]

Criada em maio de 2007 por um grupo de 30 investidores europeus, a Seedcamp é um aceleradora pan-europeia sediada em Londres. O fundo agora tem um portfólio de mais de 70 empresas e é apoiado por mais de 30 empresas de capital e investidores anjo. Globalmente já arrecadou mais de 50 milhões de Euros de investidores externos.

Aceleradoras Brasileiras[editar | editar código-fonte]

21212[editar | editar código-fonte]

A aceleradora 21212 tem escritórios em Nova York e no Rio de Janeiro e busca startups em estágio de validação de hipóteses e desenvolvimento do produto. O investimento por startup é de 50 mil reais em capital e até 350 mil reais em serviços oferecidos por parceiros. Dependendo do estágio da startup, a aceleradora pega entre 10% e 20% de equity. Fabio Seixas, fundador da Camiseteria, e Christopher Meyn. São realizados três programas de aceleração por ano, com duração de quatro meses cada. Queremos, PagPop, ResolveAí, EasyAula, Bidcorp e ZeroPaper são algumas startups que participaram do programa [5].

Aceleradora[editar | editar código-fonte]

Fundada em 2008 por Yuri Gitahy e situada em Belo Horizonte, a Aceleradora busca por startups de tecnologia, mobile e serviços. O investimento por startup é de até 50 mil reais, podendo chegar a valores maiores. O equity por empresa é de até 15%, dependendo do estágio da startup. No time de mentores estão nomes como Gustavo Caetano, da SambaTech, Simon Olson, do Google, e Felipe Matos, da Startup Brasil. O processo de aceleração dura de três a seis meses e a seleção é feita a cada nove meses. Sympla, Crowdtest, Emotion.me e Ledface participaram do programa.[5]

Aceleratech[editar | editar código-fonte]

Fundada em agosto de 2012, por Mike Ajnsztajn e Pedro Waengertner, dois empreendedores seriais após a venda de sua última empreitada (Zuppa) para o Peixe Urbano. A Aceleratech tem parceria com a pós-graduação da ESPM, em São Paulo, onde fica situada, e busca por startups com pelo menos um protótipo ou um MVP. Há uma ajuda de custo de até 45 mil reais por startup durante o programa. A aceleradora pega de 10% a 15% de equity por startup, dependendo do estágio da empresa. A aceleradora também é uma das escolhidas pela iniciativa de fomento ao empreendedorismo do Governo Federal, Start Up Brasil. O processo de aceleração dura 4 meses e tem em sua programação pontos como validação de modelo de negócio, definição de modelo de receita, e foco específico em marketing e vendas. e e na equipe de 100+ mentores estão grandes nomes como Julio Vasconcelos, CEO do Peixe Urbano, e Malte Huffmann, co-fundador da Dafiti,Claudio Gora, fundador da Locaweb, Paulo Humberg da A5 investimentos, entre outros.[5] Wiki4FIT, Profes, CargoBR, Tem Erro?, MotoNow, Love Mondays, VaiVolta são algumas de suas Startups aceleradas.

Artemisia[editar | editar código-fonte]

Fundada em 2004 pela Potencia Ventures e tem sua sede em São Paulo. O programa de aceleração tem como foco, não exclusivo, acelerar negócios nas áreas de saúde, educação, serviços financeiros e habitação. A aceleradora não investe diretamente nas startups e não exige participação nas selecionadas. Marcelo Nakagawa, do Centro de Empreendedorismo do Insper, Fernando Costa, da EasyComp e Ewaldo Russo, do São Paulo Anjos e Grupo Fleury, são alguns mentores. O programa tem duração de três meses e Saútil, HandTalk, Geekie, Konkero e QMágico são algumas startups que passaram pelo processo.[5]

Baita Aceleradora[editar | editar código-fonte]

A Baita é uma aceleradora com sede em Campinas, São Paulo fundada em junho de 2013[6]. Atualmente também possui uma unidade em Teresina, no Piauí[7].

CESAR.labs[editar | editar código-fonte]

O CESAR.labs é a aceleradora do Instituto CESAR com sede em Recife[8]. A aceleradora é uma das parceiras do programa do governo federal Start-up Brasil[9], tendo acelerado através desse programa 12 empresas[10]. A aceleradora abre chamadas anualmente investindo até R$ 200 mil por startup[11].

JUMP Brasil[editar | editar código-fonte]

A JUMP Brasil é a aceleradora do parque tecnológico Porto Digital[12]. Fundada em 2015 com sede no Recife, a JUMP tem como foco de atuação os setores de tecnologia da informação e economia criativa[13][14]. A acelaradora projeta investir R$ 20 milhões nos seus primeiros cinco anos de operação[15].

Papaya Ventures[editar | editar código-fonte]

Fundada em 2012 com sede no Rio de Janeiro, a Papaya Ventures é uma aceleradora multitemática, ou seja, cada programa tem um tema diferente. O investimento é de 30 mil reais por startup e a aceleradora pega 10% de equity por empresa. Amure Pinho, diretor executivo na Sync Mobile, Paul Papadimitriou, da Inteligência Digital, entre outros. A cada seis meses são selecionadas cinco startups para serem aceleradas.[5]

Start You Up[editar | editar código-fonte]

A Start You Up busca por empresas de cunho tecnológico, principalmente nas áreas de mobile, e-commerce e mídia digital, com potencial de escala global. Fundada no ano passado, sua sede fica em Vitória, no Espírito Santo. A aceleradora investe 30 mil reais na startup e pega um equity de até 15% por empresa acelerada. Jesper Rhode, head de Inovação da Ericson, e João Kepler Braga, fundador e CEO do Show de Ingressos, são alguns mentores.[5]

Startup Farm[editar | editar código-fonte]

A Startup Farm nasceu em 2011 e sua sede fica na capital paulista. A aceleradora acolhe desde startups que estejam iniciando até mais maduras e não pega participação nas empresas. Tem um time com 150 mentores, com nomes como Edson Mackeenzy, do Videolog, Peter Fernandez, da Google, Nicolas Galtier, da Mountain do Brasil, entre outros. O Entregador, Easy Taxi, Listus, Qual Canal e Overmedia Cast são algumas startups que passaram pela Startup Farm.[5]

Sýndreams[editar | editar código-fonte]

Localizada em Santa Bárbara d´Oeste, São Paulo, a aceleradora Sýndreams busca empreendedores que estejam utilizando algum tipo de inovação nos setores de Economia Criativa,inovação Industrial e Agronegócio. Fundada em 2012, a aceleradora não fica com percentual da startup. O retorno é com base nem percentual do faturamento ou captação de investimento. www.syndreams.com.br[5]

Techmall[editar | editar código-fonte]

O Techmall é uma aceleradora de negócios e startups de alto impacto localizada em Belo Horizonte. Fornecemos por meio do nosso programa de aceleração de 12 meses infraestrutura, metodologias, investimento financeiro, mentorias e workshops, benefícios de parceiros, eventos e conexões para as startups. Estamos em busca de startups que já tenham seus produtos lançados e uma base de usuários desenvolvida com uma equipe de empreendedores que pense grande. Aceleramos empresas de software e hardware de todos os setores. www.techmallsa.com.br

Tree Labs[editar | editar código-fonte]

A Tree Labs foi fundada e, 2012 e participa das empresas em um estado muito embrionário. A aceleradora pega 9% de equity por startup e há uma ajuda de custo de 11 mil reais. O processo de aceleração tem duração de um semestre e é dividido em três módulos: produto, negócios e investimento. Glenn Marcus, fundador e CEO da AppExtras, e Humberto Matsuda, sócio responsável pelos fundos de Venture Capital da Performa Investimentos, são alguns mentores. No semestre passado cinco empresas participaram do programa: Agendor, AssinaMe, ClickARQ, Logovia e Recruto.[5]

Wave Accelerator[editar | editar código-fonte]

A Wave é uma aceleradora com sede em Fortaleza, inicialmente chamada 85Labs[16]. A Wave faz parte do programa Start-up Brasil[17], é parceiro do Instituto do Câncer do Ceará na criação do BIOLABS, um núcleo de inovação na área da saúde pioneiro da região[18], e também é parceira do Microsoft Innovation Center de Fortaleza[19].

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Lisa Barrehag, Alexander Fornell, Gustav Larsson, Viktor Mårdström, Victor Westergård, Samuel Wrackefeldt (2012). Accelerating Success: A Study of Seed Accelerators and Their Defining Characteristics (em inglês). Gotemburgo, Suécia: Chalmers University of Technology. Consultado em 14 de setembro de 2012 
  2. Paul Miller e Kirsten Bound (2011). The Startup Factories - The rise of accelerator programmes to support new technology ventures (PDF) (em inglês). London, UK: NESTA. p. 3 
  3. Jed Christiansen. «Seed Accelerator Definition» (em inglês). Consultado em 14 de setembro de 2012 
  4. Geron Tomio e Ryan Mac (30 de abril de 2012). «Top Startup Incubators And Accelerators Y Combinator Tops With $7.8 Billion In Value» (em inglês). Forbes. Consultado em 17 de abril de 2017 
  5. a b c d e f g h i «Como funcionam 9 aceleradoras brasileiras». Info [ligação inativa] 
  6. «Baita, de Campinas, uma aceleradora de startups com propósito». Projeto Draft 
  7. «Baita Nordeste». www.baitanordeste.ac. Consultado em 14 de maio de 2017 
  8. «Cesar abre seleção para aceleradora CESAR.Labs - MundoBit». MundoBit. 8 de junho de 2016 
  9. «Conheça o C.E.S.A.R Labs, nova aceleradora do Startup Brasil». Startupi. 27 de fevereiro de 2014 
  10. «StartupBrasil  » Blog Archive  » C.E.S.A.R Labs». StartupBrasil 
  11. «CESAR abre inscrições para atrair startups». Convergência Digital 
  12. «Porto Digital inaugura aceleradora de negócios e lança chamada para empresas - MundoBit». MundoBit. 29 de abril de 2015 
  13. «Aceleradora Jump, do Porto Digital, completa um ano». BitBlog. 20 de abril de 2016 
  14. «Jump Brasil». jumpbrasil.com. Consultado em 14 de maio de 2017 
  15. «Jump Brasil, aceleradora do Porto Digital, abre chamada para cinco startups - Tecnosense». Tecnosense. 29 de abril de 2015 
  16. «85 Labs Transição — Wave Accelerator» 
  17. «StartupBrasil  » Blog Archive  » 85 Labs». StartupBrasil 
  18. «ICC BioLabs Archives - Investe CE». Investe CE. Consultado em 19 de junho de 2017 
  19. «Microsoft firma parceria com a Organização Educacional Farias Brito em Fortaleza | Windows Team». Windows Team - Tudo em windows para você!. 16 de maio de 2017