Alan Watts

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde Dezembro de 2008). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Alan Watts
Nome completo Alan Wilson Watts
Nascimento 6 de janeiro de 1915
Chislehurst, Inglaterra
Morte 16 de novembro de 1973 (58 anos)
Baía de São Francisco
Nacionalidade Reino Unido Inglês
Ocupação Filósofo, escritor, orador e estudante de religião comparada
Magnum opus The wisdom of insecurity

Alan Wilson Watts (Chislehurst, Inglaterra, 6 de Janeiro de 1915Baía de São Francisco, 16 de Novembro de 1973) foi um teólogo, filósofo e orador. Passou toda sua vida difundido as filosofias asiáticas para o mundo ocidental. Serviu de inspiração à personagem Arthur Whane de Os Vagabundos Iluminados (título no Brasil) ou Os Vagabundos do Dharma (2000) ou Os Vagabundos da verdade (1965) (título em Portugal), romance de Jack Kerouac.

Importância[editar | editar código-fonte]

Como é considerado um filósofo contemporâneo seus seminários tinham como principal objetivos rever conceitos frequentes nas sociedades urbanas e cidades grandes. Era conhecido por beber e usar drogas, porém com intuito filosófico, além de rever todo o conceito do uso destas e fazer uma obra sobre LSD.

Percebe-se uma influência bem niilista em Alan, pois sempre que revia conceitos levava para o lado da abstração. Via o mundo como apenas um sonho e uma aventura em que não há nada para se agarrar. Para ele toda essa realidade é descrita através de convenções sociais que mesmo parecendo bastante com a realidade, não são a realidade, tornando-a impossível de definir. A sua ideia de "eu" também era bem niilística, pois considerava o eu uma construção social e o homem nunca conhecia a si mesmo da mesma forma que uma faca não podia se cortar.

A insegurança também era um dos assuntos principais do filósofo. Porque o ser humano, por não se conhecer bem, vivia em constante insegurança com seus semelhantes e tenta se agarrar a esta realidade. Vida, consciência e materialismo eram sempre usados em seus seminários como uma forma de tornar a platéia menos insegura.

A vida como uma dança em que não há objetivo de se chegar a lugar algum, todos esses objetivos são criados por nós e com convenções baseadas em ideais materialistas. Então não se sabe o que é felicidade até que chegue em um estado de desapego total com a realidade.

O autor em questão também faz uma introdução muito boa da taoísmo asiático para o mundo ocidental. Onde explica o como prazer implica a dor e a felicidade implica miséria. Da mesma forma que o preto implica o branco e o "si mesmo" implica o outro.

O prazer implica dor por alguns motivos. Primeiro, para entender o que é prazer, precisamos saber o que é dor para comparar. Então se tivéssemos uma vida apenas de prazeres, não consideraríamos mais aquilo um prazer e sim uma rotina, porque o este precisa ser algo fora do comum e que nos faça bem. Logo quanto mais temos acesso a prazeres, mais temos medo da dor de perder o prazer. E querer mais prazer só demonstra o quanto temos falta de prazer, então no taoísmo para sair deste ciclo há a necessidade de não desejar apegadamente as coisas de forma a não forçar suas ações... Já que nunca algo externo lhe trará o nirvana e desejar o nirvana é a única forma de não alcançá-lo.

Alcançar o nirvana é como aqueles momentos de concentração em que não precisar lembrar a si mesmo que há concentração. Aceitação do presente e uma vida simples, sem apego ao externo para não entrar de novo no ciclo do sofrimento. Além do mais, se a felicidade for depositada em coisas, segundo a impermanência, estas passarão e assim a felicidade nunca será alcançada, apenas um looping constante de emoções que não levam a paz.

Alan, o prório diria... "nós fazemos o que fazemos, sem pressa, sem "goal" ou objetivo em mente. Fazer por fazer? Sim, por prazer."

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre a biografia de um(a) escritor(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.