Alan Watts

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Alan Watts
Nome completo Alan Wilson Watts
Data de nascimento 6 de janeiro de 1915
Local de nascimento Chislehurst, Inglaterra
Nacionalidade Reino Unido Inglês
Data de morte 16 de novembro de 1973 (58 anos)
Local de morte Baía de São Francisco
Ocupação Filósofo, escritor, orador e estudante de religião comparada
Magnum opus The wisdom of insecurity

Alan Wilson Watts (Chislehurst, Inglaterra, 6 de Janeiro de 1915Baía de São Francisco, 16 de Novembro de 1973) foi um teólogo, filósofo e orador. Passou toda sua vida difundido as filosofias asiáticas para o mundo ocidental. Serviu de inspiração à personagem Arthur Whane de Os Vagabundos Iluminados (título no Brasil) ou Os Vagabundos do Dharma (2000) ou Os Vagabundos da verdade (1965) (título em Portugal), romance de Jack Kerouac.

Importância[editar | editar código-fonte]

Como é considerado um filósofo contemporâneo seus seminários tinham como principal objetivos rever conceitos frequentes nas sociedades urbanas e cidades grandes. Era conhecido por beber e usar drogas, porém com intuito filosófico, além de rever todo o conceito do uso destas e fazer uma obra sobre LSD.

Percebe-se uma influência bem niilista em Alan, pois sempre que revia conceitos levava para o lado da abstração. Via o mundo como apenas um sonho e uma aventura em que não há nada para se agarrar. Para ele toda essa realidade é descrita através de convenções sociais que mesmo parecendo bastante com a realidade, não são a realidade, tornando-a impossível de definir. A sua ideia de "eu" também era bem niilística, pois considerava o eu uma construção social e o homem nunca conhecia a si mesmo da mesma forma que uma faca não podia se cortar.

A insegurança também era um dos assuntos principais do filósofo. Porque o ser humano, por não se conhecer bem, vivia em constante insegurança com seus semelhantes e tenta se agarrar a esta realidade. Vida, consciência e materialismo eram sempre usados em seus seminários como uma forma de tornar a platéia menos insegura.

A vida como uma dança em que não há objetivo de se chegar a lugar algum, todos esses objetivos são criados por nós e com convenções baseadas em ideais materialistas. Então não se sabe o que é felicidade até que chegue em um estado de desapego total com a realidade.

O autor em questão também faz uma introdução muito boa da taoísmo asiático para o mundo ocidental. Onde explica o como prazer implica a dor e a felicidade implica miséria. Da mesma forma que o preto implica o branco e o "si mesmo" implica o outro.

O prazer implica dor por alguns motivos. Primeiro, para entender o que é prazer, precisamos saber o que é dor para comparar. Então se tivéssemos uma vida apenas de prazeres, não consideraríamos mais aquilo um prazer e sim uma rotina, porque o este precisa ser algo fora do comum e que nos faça bem. Logo quanto mais temos acesso a prazeres, mais temos medo da dor de perder o prazer. E querer mais prazer só demonstra o quanto temos falta de prazer, então no taoísmo para sair deste ciclo há a necessidade de não desejar apegadamente as coisas de forma a não forçar suas ações... Já que nunca algo externo lhe trará o nirvana e desejar o nirvana é a única forma de não alcançá-lo.

Alcançar o nirvana é como aqueles momentos de concentração em que não precisar lembrar a si mesmo que há concentração. Aceitação do presente e uma vida simples, sem apego ao externo para não entrar de novo no ciclo do sofrimento. Além do mais, se a felicidade for depositada em coisas, segundo a impermanência, estas passarão e assim a felicidade nunca será alcançada, apenas um looping constante de emoções que não levam a paz.

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