Alimento de origem animal

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Churrasco; típico banquete à base de alimentos de origem animal, rico em proteína e vitamina B12.

Alimentos de origem animal são todos os alimentos de origem direta ou indireta dos animais. Inclui nesse grupo alimentos como mel, leite, ovos, carnes, Queijo entre outros. Atualmente, muitas pessoas que são adeptas as atividades de vegetarianismo, i-tal, veganismo, entre outros, não consomem esse tipo de alimento, seja por questões ideológicas, pessoais ou de saúde.[1]

Nutrição[editar | editar código-fonte]

Queijo, alimento de origem animal fonte de vitamina K2, que aumenta a absorção do cálcio pelo organismo.

Salvo a vitamina A, vitamina B12, vitamina K2, a vitamina D, e os ácidos graxos do tipo ômega 3, ácido docosa-hexaenoico (DHA) e ácido eicosapentaenoico (EPA), todas vitaminas encontrada em alimentos de origem animal, podem ser encontradas e substituídas por fontes derivadas dos vegetais. Exemplo do tofu para substituir a carne (ambos contém proteínas em quantidades suficientes), e algas e vegetais, respectivamente Kombi e o kale podem substituir o leite (ambos contém cálcio em quantidades suficientes). Contudo, alimentos de origem vegetal não possuem menaquinona (vitamina K2), que é a substância responsável por dar o direcionamento correto para o cálcio no organismo. Sendo assim, o cálcio proveniente dos alimentos de origem vegetal pode não ir para os ossos e dentes, mas para artérias, o que pode causar problemas cardiovasculares.[2][3]

Há alguns nutrientes que são raro encontra em quantidade suficiente em alimentos baseados em plantas. Um exemplo pode ser o zinco, encontrado na semente de abóbora, que possui excelentes propriedades digestivas. O crescimento das fibras nesta alimentação pode trazer certas dificuldades de absorção. Algumas deficiências são possíveis se o vegetarianos não tomar cuidado na disposição de ingerir quantidades suficientes dessas plantas. Uma boa maneira de encontrar esses alimento e efetuar suas substituições para um bom equilíbrio dos nutrientes, são as tabelas de análises efetuadas por algumas organização, a exemplo de nutritiondata.com.

Masai, exemplo de povo que vive à base de alimentos de origem animal.

A maior parte dos humanos são onívoros, ainda que algumas civilizações possuem dieta estritamente animal, como é o caso dos povos Inuítes e Masai[4]. Embora uma dieta saudável seja formada por absorção de todos nutrientes essenciais, é possível conseguir esse quadro consumindo apenas plantas (com a devida suplementação das vitaminas citadas), algumas populações são incapazes de consumir quantidades adequadas dessa variedades de plantas que contenha quantidade significativa dos nutriente com concentração adequada.[1][5] Frequentemente, a maior parte da população vulnerável para consumo de macro e micronutriente são mulheres grávidas, criança e adolescente de países em desenvolvimento. No anos 80 a organização Nutrition Collaborative Research Support Program (NCRSP) notou que seis micronutrientes estavam muito baixo na maior parte da dieta de crianças em áreas do Egito, México, e Venia.[1] Esses seis nutrientes são vitamina A, vitamina B12, riboflavina, cálcio, ferro e zinco.[1] Alimentos de origem animal são as únicas fontes de Vitamina B12.[6]

Fontes alimentares[editar | editar código-fonte]

Salmão, rico em ômega 3 do tipo DHA e EPA e em vitamina D.
Bacon, rico em colina e selênio[7] e ovos, o alimento completo.[8]

Abaixo as fontes de substâncias e vitaminas essenciais à saúde humana que são encontradas exclusivamente em alimentos de origem animal:

Vitamina A: também chamada de retinol, esta substância se encontra em qualquer alimento de origem animal, sendo o fígado a maior de suas fontes.[9] Alimentos de origem vegetal contém betacaroteno, que é convertido em vitamina A pelo organismo. Contudo, estudos indicam que 45% da população mundial possui problema genético na conversão.[10][11]

Vitamina B12: também chamada de cobalamina, esta substância se encontra em qualquer alimento de origem animal, sobretudo em fígado, leite, ovos, camarões frescos, carne de porco e de galinha.[12]

Vitamina D: a vitamina D é produzida naturalmente pelo corpo através da exposição ao sol, mas no que tange a fontes alimentares, é encontrada em peixes, crustáceos, ovos e leite.[13]

Vitamina K2: também chamada de menaquinona, é encontrada em qualquer alimento de origem animal, sobretudo em partes lípido concentradas, boas fontes são carne, gema de ovo, e laticínios (integrais) em geral.[14]

Ômega 3 DHA e EPA: os ácidos graxos ácido docosa-hexaenoico (DHA) e ácido eicosapentaenoico (EPA) são encontrados em peixes e frutos do mar.[15] Em alimentos de origem vegetal, mais especificamente as sementes de linhaça e chia e algumas algas, encontra-se o ácido alfalinolênico (ALA), mas cuja conversão não se dá de maneira satisfatória no organismo.[16]

Biodisponibilidade[editar | editar código-fonte]

Além de ser uma fonte mais completa de nutrientes necessários ao organismo humano, os alimentos de origem animal possuem maior biodisponibilidade dos mesmos, uma vez que os alimentos de origem vegetal possuem substâncias de auto-defesa da planta[17], devido à sua incapacidade física de fugir de seus predadores, como o ácido fítico[18][19] e a lecitina[20].

Impactos na saúde por deficiência de micronutrientes[editar | editar código-fonte]

Estes seis micronutriente encontrado em abundâncias em alimentos de origem animal possuem um papel fundamental no desenvolvimento e crescimento de crianças.[1][21] A reposição inadequada desses micronutrientes, resultam em inadequada absorção de outras fontes de nutriente para o organismo humano, e está associado a deficiências no crescimento, anemias, disenteria, raquitismo, nictalopia (cegueira noturna), cognição prejudicada, deficiências neuro-muscular, redução na capacidade de trabalho, desordem psiquiátricas e em alguns casos, leva a morte.[1] Alguns desses efeitos, como desenvolvimento cognitivo prejudicado pela deficiência de ferro, são irreversíveis.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f Murphy SP, Allen LH. (2003) Nutritional Importance of Animal Source Foods. J. Nutr. 133: 3932S-3935S. (em inglês)
  2. Spronk, HM; Soute, BA; Schurgers, LJ; Thijssen, HH; De Mey, JG; Vermeer, C. (2003). «Tissue-specific utilization of menaquinone-4 results in the prevention of arterial calcification in warfarin-treated rats.». Journal of Vascular Research. PMID 14654717. doi:75344 Verifique |doi= (ajuda) 
  3. Gast, GC; de Roos, NM; Sluijs, I; Bots, ML; Beulens, JW; Geleijnse, JM; Witteman, YT; Grobbeen, DE; Peeters, PH; van der Schouw (2009). «A high menaquinone intake reduces the incidence of coronary heart disease.». Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Diseases. PMID 19179058. doi:10.1016/j.numecd.2008.10.004 
  4. Masai and Inuit High-Protein Diets: A Closer Look - Center for Nutrition Studies
  5. Dwyer JT. (1994) Vegetarian eating patterns: science, values, and food choices- where do we go from here? Am. J. Clin. Nutr. 59:1255S-1262S. (em inglês)
  6. Stabler SP, Allen RH. (2004) Vitamin B12 Deficiency as a Worldwide Problem. Annu. Rev. Nutr. 24: 299-326. (em inglês)
  7. [http://nutritiondata.self.com/facts/pork-products/7676/2 Pork, cured, bacon, cooked, broiled, pan-fried or roasted, reduced sodium Read More http://nutritiondata.self.com/facts/pork-products/7676/2#ixzz4ooQo76PZ] - Nutrition Data
  8. [ http://www.healthline.com/nutrition/6-reasons-why-eggs-are-the-healthiest-food-on-the-planet 6 Reasons Why Eggs Are The Healthiest Food on The Planet] - Authority Nutrition
  9. Vitamin A - (Retinol) - University of Maryland (em inglês)
  10. Lietz, G; Oxley, A; Leung, W; Hesketh, J (2012). «Single nucleotide polymorphisms upstream from the β-carotene 15,15'-monoxygenase gene influence provitamin A conversion efficiency in female volunteers.». The Journal of Nutrition. 142: 161S-165S. PMID 22113863. doi:10.3945/jn.111.140756 
  11. Leung, WC; Hessel, S; Méplan, C; Flint, J; Oberhauser, V; Tourniaire, F; Hesket, J.E.; Von Lintig, J; Lietz, G (2012). «Two common single nucleotide polymorphisms in the gene encoding beta-carotene 15,15'-monoxygenase alter beta-carotene metabolism in female volunteers.». FASEB Journal. 23: 1041-1053. PMID 19103647. doi:10.1096/fj.08-121962 
  12. Vitaminas hidrossolúveis no metabolismo - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  13. Vitamina D milagrosa? - Universidade Federal do Rio de Janeiro
  14. Schurgers, LJ; Vermeer, C. (2000). «Determination of phylloquinone and menaquinones in food. Effect of food matrix on circulating vitamin K concentrations.». 30: 298-307. PMID 11356998. doi:54147 Verifique |doi= (ajuda) 
  15. Oliveira, Julicristie M. Luzia, Liania A. Rondó, Patrícia H. C. Ácidos Graxos Poli-insaturados Ômega-3: saúde cardiovascular e sustentabilidade ambiental - Universidade Estadual de Campinas. Campinas: Revista Segurança Alimentar e Nutricional. 2012.
  16. Domenichiello, AF; Kitson, AP; Bazinet, RP (2015). «Is docosahexaenoic acid synthesis from α-linolenic acid sufficient to supply the adult brain?». Progress in lipid research. 59: 54-66. PMID 25920364 
  17. Mecanismo de defesa das plantas contra o ataque de insetos sugadores - Portal da Secretaria da Agricultura de São Paulo
  18. Hurrel, RF (2003). «Influence of vegetable protein sources on trace element and mineral bioavailability.». The Journal of Nutrition. PMID 12949395 
  19. Petry, N.; Egli, I.; Zeder, C; Walczyk, T; Hurrell, R. (2010). «Polyphenols and phytic acid contribute to the low iron bioavailability from common beans in young women.». The Journal of Nutrition. PMID 20861210. doi:10.3945/jn.110.125369 
  20. Vojdani, A (2015). «Lectins, agglutinins, and their roles in autoimmune reactivities.». Alternative therapies in health and medicine. 21: 46-51. PMID 25599185 
  21. Black, MM. (2003) Micronutrient Deficiencies and Cognitive Functioning. J. Nutr. 133: 3927S-3931S. (em inglês)