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Andrei Rublev

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 Nota: Se procura o filme sobre este pintor, veja Andrey Rublev.
Andrei Rublev
Nascimentodécada de 1360
Grão-Principado de Moscou
Morte29 de janeiro de 1430
Moscou
SepultamentoMosteiro de Andronikov, Moscou
CidadaniaGrão-Principado de Moscou
Ocupaçãopintor, iconógrafo, iluminador
Obras destacadasÍcone da Trindade, Cristo Redentor, Arcanjo Miguel
Religiãocristianismo ortodoxo
Causa da mortepeste
Página oficial
http://andrey-rublev.ru

Andrei Rublev (em russo: Андре́й Рублёв; Grão-Principado de Moscou, 1360Moscou, 29 de janeiro de 1430) é considerado o maior pintor russo de ícones, afrescos e miniaturas para iluminuras. Há pouca informação sobre sua vida. A primeira menção de Rublev é em 1405, quando decorou os ícones e afrescos da Catedral da Anunciação no Kremlin em Moscou. Em 1988, ele foi canonizado pela Igreja Ortodoxa Russa.

Na arte de Rublev duas tradições se combinam: a mais alto ascetismo e a harmonia clássica das maneiras Bizantinas. As personagens em suas pinturas são sempre calmas e pacíficas. Mais tarde, sua arte se tornou o ideal quando se fala em pintura de igrejas e arte icônica.

Representação na mídia

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Em 1966, na União Soviética, o diretor Andrei Tarkovsky dirigiu um filme sobre a vida do iconografista Andrei Rublev. A película Andrei Rublev conta com o ator russo Anatoliy Solonitsyn no papel principal, a película em preto-e-branco traz representações da Rússia durante a Idade Média, bem como os conflitos existentes na época. Tem duração de 206 minutos.

O filme participou do Festival de Cannes de 1969 e é tido como uma das melhores películas de arte pelo jornal britânico The Guardian.[1]

Homilia do Cardeal Joseph Ratzinger

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A Trindade de Rublev (século XV), coleção da Galeria Tretiakov

Em 6 de junho de 2004, o Cardeal Joseph Ratzinger (futuro Papa Bento XVI) proferiu uma homilia na Catedral de Bayeux, por ocasião da Festa da Santíssima Trindade, onde representou o Papa João Paulo II por ocasião do 60.º aniversário do Dia D. Em seu discurso, Ratzinger explica a doutrina trinitária e, ao falar do mistério em torno da união das pessoas que a compõe, mencionou o famoso o ícone "Trindade" criado por Andrei Rublev:

Deus é Uno e Trino: não é uma solidão eterna; antes, é um amor eterno que se baseia na reciprocidade das Pessoas, um amor que é a causa primeira, a origem e o fundamento de todo o ser e de toda a forma de vida. A unidade engendrada pelo amor, a unidade trinitária, é uma unidade infinitamente mais profunda do que a unidade de uma pedra de construção, por mais indivisível que seja do ponto de vista material. Esta unidade suprema não é rigidamente estática; é amor. A mais bela representação artística deste mistério foi-nos deixada por Andrei Rublev no século XV: o ícone mundialmente renomado da Trindade. [...][2]

Após citar brevemente o contexto da aparição de Deus a Abraão junto ao carvalho de Mambré (cf. Gênesis 18:1–33), Ratzinger continuou:

No ícone de Rublev, o mistério deste acontecimento torna-se visível, apresentado como um acontecimento que pode ser contemplado nas suas múltiplas dimensões: assim, o mistério como tal é respeitado. A riqueza artística deste ícone permite-me sublinhar outra característica: o ambiente natural deste acontecimento, que exprime o mistério das Pessoas. [...][2]

Obras selecionadas

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Referências

  1. «Andrei Rublev: the best arthouse film of all time». Consultado em 24 de setembro de 2017 
  2. a b «A homily of Cardinal Joseph Ratzinger on the Holy Trinity and Rublev's icon» (em inglês). Museu Andrei Rublev. 19 de fevereiro de 2011. Consultado em 22 de agosto de 2025 

Ver também

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Ligações externas

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