Animal aquático

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Um animal aquático (ou animal marinho, referido assim quando relacionado ao mar) é um animal que vive na água.[1] A maioria dos peixes, crustáceos, celenterados e esponjas, são animais aquáticos.[2]

O termo "animal aquático" pode ser aplicado a mamíferos aquáticos ou marinhos tal como os da ordem Cetacea (baleias), que não podem sobreviver em terra. Alguns mamíferos de quatro patas como a lontra (subfamília Lutrinae, da família dos Mustelídeos) e os castores (família Castoridae), têm adaptações para a vida aquática, mas vivem habitualmente em terra.

Existem também aves aquáticas que nadam ou mergulham na água, como as gaivotas (família Laridae), pelicanos (família Pelecanidae) e albatrozes (família Diomedeidae), e a maioria dos Anseriformes (patos, cisnes e gansos).

Os animais aquáticos (especialmente os animais de água doce) são muitas vezes de especial interesse para os conservacionistas devido à fragilidade de seus ambientes. Os animais aquáticos estão sujeitos à pressão de sobrepesca, pesca destrutiva, poluição marinha e alterações climáticas.

A vida aquática é muito rica e diversificada. Os animais aquáticos não se resumem apenas aos peixes. Podemos encontrar uma grande variedade de insetos, moluscos, anfíbios, répteis e muitos outros tipos de animais vivendo em ambientes aquáticos.

Essa riqueza de espécies é possível graças ao ecossistema aquático, que se mostra como um ambiente extremamente rico e complexo, que supre as necessidades alimentares, de respiração e reprodução de muitos animais. Um exemplo disso é que os ambientes aquáticos são repletos de fitoplancton (microalgas) e zooplancton (micro animais), que são alimentos potenciais para diversos peixes, que, por sua vez, são a base da alimentação de mamíferos aquáticos, cobras e aves.[3]

Entre os animais aquáticos que vivem no mar, podemos destacar os cavalos-marinhos, arraias, tartarugas, tubarões, moreias, golfinhos e baleias. Cada espécie aquática passou por adaptações ao longo de séculos de evolução, a fim de sobreviver, se alimentar e se reproduzir na água.

Muitos animais vivem na água-doce também, por exemplo outras espécies de tartarugas, carpas, tralhotos, botos e peixes em geral.

Existem animais que vivem principalmente na água, preferem a água e ficam quase o tempo todo na água, mas também conseguem viver fora dela. É o caso do castor, da ariranha e da lontra.[4]

Poluição sonora nos oceanos[editar | editar código-fonte]

Cientistas da Universidade de Newcastle mediram os níveis de estresse do robalo europeu enquanto replicavam os tipos de sons emitidos por perfurações para exploração de petróleo e construção de outros projetos marinhos, como estações de salva-vidas. Eles descobriram que o peixe ficava extremamente ansioso e perturbado com a poluição sonora.

Não bastasse perder a “paz” no oceano, os peixes também tornaram-se mais vulneráveis ao ataque de predadores. Ao combinarem os sons de perfuração com a simulação de um predador que se aproximava, os cientistas descobriram que os animais tinham dificuldade de fugir diante do perigo.

Os resultados publicados na revista Marine Pollution Bulletin, sugerem que os peixes ficam menos atentos ao que se passa ao seu redor quando ruídos altos invadem seu ambiente.

“Ao longo das últimas décadas, o mar tornou-se um lugar muito ruidoso”, disse a pesquisadora Ilaria Spiga em um  comunicado de imprensa. “Os efeitos que vimos foram mudanças sutis, que podem muito bem ter o potencial de interromper a capacidade dos peixes de permanecer em sintonia com seu meio ambiente.”

Além de tornar os peixes mais vulneráveis ​​aos predadores, os pesquisadores também desconfiam que a poluição sonora possa interferir com a capacidade dos peixes de encontrar comida e companheiros para reprodução. “Se os peixes evitam ativamente as áreas onde esses sons estão presentes, isso pode impedir que eles entrem nas áreas de desova, ou afetar a comunicação entre os indivíduos”, disse Spiga.

Os ruídos utilizados em experimentos de laboratório foram registrados a partir de projetos reais de construção marítima. Os cientistas dizem que os projetos de infraestrutura offshore, o transporte marítimo e até mesmo as atividades em terra (onshore) podem contribuir para a poluição sonora nos oceanos.

Estudos anteriores já destacaram como a poluição sonora pode perturbar as habilidades de comunicação e navegação de baleias e golfinhos, mas o último estudo serve como um lembrete de que o ruído marinho gerado por atividades humanas pode ser perturbador para uma variedade de outras espécies marinhas.[5]

Animais marinhos em extinção[editar | editar código-fonte]

Algumas espécies de baleias, golfinhos, tubarões, peixes bois, botos do mar. Criaturas marinhas facilmente encontradas nos oceanos. Mas talvez não por muito tempo. A ameaça de extinção há muito saiu das superfícies terrestres, hoje os seres vivos que habitam nas águas também têm que conviver com esse risco. Ameaçadas pela poluição casa vez maior dos oceanos e pela perseguição implacável do ser humano, elas seguem nadando na luta pela sobrevivência.[6]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Biology Online Dictionary: "Aquatic"
  2. "Annelids." Nonindigenous Aquatic Species. Web. 02 May 2012. <http://nas.er.usgs.gov/taxgroup/Annelids/>
  3. «Trabalho Escolar, Pesquisas Escolares, Educação - Grupo Escolar». www.grupoescolar.com. Consultado em 19 de janeiro de 2018 
  4. (anamaria.ninha@gmail.com), Ana Maria. «Animais Aquáticos». www.ninha.bio.br. Consultado em 19 de janeiro de 2018 
  5. «Poluição sonora nos oceanos tira a paz (e segurança) dos peixes». Superinteressante 
  6. «greenMe.com.br - greenMe.com.br». www.greenme.com.br. Consultado em 19 de janeiro de 2018 
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