Apeadeiro de Gatão

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Gatão
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Antigo apeadeiro de Gatão, em 2016
Linha(s): Linha do Tâmega (PK 17,538)
Coordenadas: 41° 17′ 42,52″ N, 8° 03′ 53,9″ O
Concelho: Amarante
Inauguração: 22 de Novembro de 1926
Encerramento: 1 de Janeiro de 1990

O Apeadeiro de Gatão foi uma gare da Linha do Tâmega, que servia a localidade de Gatão, no concelho de Amarante, em Portugal.

Gare do apeadeiro, em 2016

História[editar | editar código-fonte]

Inauguração[editar | editar código-fonte]

Esta interface entrou ao serviço como parte do troço entre Amarante e Chapa, em 22 de Novembro de 1926,[1] possuindo inicialmente a categoria de estação.[2] Este lanço foi construído pela Administração dos Caminhos de Ferro do Estado.[3] O edifício foi construído no estilo tradicional português.[4]

Vista geral do apeadeiro, em 2016

Transição para a Companhia do Norte[editar | editar código-fonte]

Em 1927, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses recebeu a gestão das linhas do estado, tendo subarrendado a Linha do Tâmega à Companhia dos Caminhos de Ferro do Norte de Portugal.[5] Entre 1931 e 1932, foi preparado o plano para a estrada de acesso à estação de Gatão.[6]

Em 20 de Março de 1932, foi inaugurado o troço de Chapa a Celorico de Basto; o comboio inaugural parou em Gatão, onde o ministro do comércio foi homenageado, e recebido pelo prior da freguesia, que pediu a construção da estrada desde a estação à sede da freguesia.[7]

Um diploma do Ministério das Obras Públicas e Comunicações de 25 de Novembro de 1936 adjudicou a João Monteiro Peixoto a empreitada n.º 4 da Linha do Vale do Tâmega, correspondente à pavimentação da estrada de acesso à estação de Gatão, no valor de 23.400$00.[8] O auto de recepção definitiva desta empreitada foi aprovado por um diploma publicado no Diário do Governo n.º 118, II Série, de 24 de Maio de 1938.[9]

Vista geral do apeadeiro, em 2016

Transição para a CP[editar | editar código-fonte]

Em 1947, a Companhia do Norte foi integrada na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, regressando a Linha do Tâmega à exploração directa daquela empresa.[5]

Vista de rua do apeadeiro, em 2016

Encerramento e transformação em ecopista[editar | editar código-fonte]

O lanço entre Arco de Baúlhe e Amarante foi encerrado pela empresa Caminhos de Ferro Portugueses em 2 de Janeiro de 1990,[10] devido ao reduzido movimento.[11]

O antigo canal ferroviário foi adaptado para servir como ecopista, que foi inaugurada em 30 de Abril de 2011 no troço até Amarante.[12]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 21 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  2. SOUSA, José Fernando de (16 de Agosto de 1939). «Os Caminhos de Ferro da Companhia do Norte de Portugal» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 51 (1240). p. 391-392. Consultado em 21 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  3. TORRES, Carlos Manitto (16 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1684). p. 91-95. Consultado em 19 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  4. NUNES, José de Sousa (16 de Junho de 1949). «A Via e Obras nos Caminhos de Ferro em Portugal» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 62 (1476). p. 418-422. Consultado em 21 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  5. a b REIS et al, 2006:62
  6. SOUSA, José Fernando de (1 de Março de 1934). «Direcção Geral de Caminhos de Ferro: Relatório de 1931-1932» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1109). p. 127-130. Consultado em 21 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  7. ORNELLAS, Carlos de (1 de Abril de 1932). «Um Novo Melhoramento Ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 45 (1063). p. 161-165. Consultado em 21 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  8. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 49 (1177). 1 de Janeiro de 1937. p. 29-31. Consultado em 21 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  9. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 50 (1212). 16 de Junho de 1938. p. 298-300. Consultado em 21 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  10. «CP encerra nove troços ferroviários». Diário de Lisboa. Ano 69 (23150). Lisboa: Renascença Gráfica. 3 de Janeiro de 1990. p. 17. Consultado em 5 de Janeiro de 2021 – via Casa Comum / Fundação Mário Soares 
  11. «Linha do Tâmega: Crónica de uma ferrovia de "vida estreita"». O Basto. 3 de Março de 2014. Consultado em 21 de Novembro de 2014. Arquivado do original em 28 de Fevereiro de 2017 
  12. «Ecopista do Tâmega». Rede Ferroviária Nacional. Consultado em 31 de Janeiro de 2017. Arquivado do original em 29 de novembro de 2014 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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