Arterite de Takayasu

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Arterite de Takayasu
Angiografia anterior de aorta e grandes vasos com estenose.
Classificação e recursos externos
CID-10 M31.4
CID-9 446.7
OMIM 207600
MedlinePlus 001250
eMedicine med/2232

A arterite de Takayasu, doença sem pulso ou síndrome do arco aórtico é uma doença inflamatória rara de causa desconhecida que afeta a aorta e seus ramos. Embora já tenha sido relatada em todo o mundo, ela mostra uma predileção por mulheres asiáticas jovens. Afeta oito vezes mais mulheres que homens. A idade de surgimento geralmente está entre os 15 e 30 anos.[1]

Causas[editar | editar código-fonte]

A arterite de Takayasu (AT) é uma vasculite crônica de grandes vasos cuja causa é desconhecida.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Acomete principalmente a aorta e seus ramos principais, as artérias mais grandes do corpo, levando ao espessamento inflamatório e ao dano da parede dos vasos, com subsequente estenose ou formação de aneurisma[2].

Na primeira fase, pode durar anos e é caracterizada por[3]:

  • Fadiga
  • Perda de peso não intencional
  • Dores generalizadas
  • Febre baixa

A segunda fase começa quando a obstrução das artérias impede a oxigenação e nutrição adequada dos tecidos e pode incluir[3]:

  • Fraqueza ou dor em seus membros após esforço
  • Vertigens, tonturas ou desmaios
  • Dores de cabeça ou no peito
  • Problemas de memória e dificuldade para raciocinar
  • Falta de ar
  • Alterações visuais
  • Hipertensão arterial
  • Diferença na pressão arterial entre os braços
  • Ausência de um ou ambos pulsos radiais
  • Poucas células vermelhas do sangue (anemia)
  • Ruído arterial (sopro) no foco aórtico (auscultado com estetoscópio)

Tratamento[editar | editar código-fonte]

A primeira linha de medicamentos é um corticoesteroide, como prednisona, para inibir a resposta inflamatória. A dose é reduzida gradualmente até o mínimo necessário para reduzir os sintomas. Se não for bem tolerado pode-se usar imunossupressores como o metotrexato (Trexall) ou azatioprina (Azasan, Imuran) como alternativa. Cirurgias para reparar aneurismas (bypass), para reparar válvulas (valvuloplastia) ou melhor o fluxo inserindo um cateter com balão nos vasos afetados (Angioplastia percutânea) também podem ser necessários nas fases mais avançadas. [4]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]