Arterite temporal

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Arterite Temporal
Artérias da face e do couro cabeludo.
Especialidade imunologia, reumatologia
Classificação e recursos externos
CID-10 M31.5
CID-9 446.5
OMIM 187360
DiseasesDB 12938
MedlinePlus 000448
eMedicine neuro/592
MeSH D013700
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A arterite temporal, também chamada de arterite de células gigantes (GCA) é uma doença inflamatória nos vasos sanguíneos (comumente artérias grandes e médias da cabeça). É, então, uma forma de vasculite. O nome vem do vaso freqüentemente mais envolvido (artéria temporal que se ramifica da artéria carótida externa do pescoço). O nome alternativo (arterite de célula gigante) reflete o tipo de célulala inflamatória que é envolvida (como visto na biópsia).

A desordem pode coexistir (em um quarto dos casos) com polimialgia reumática (PMR) que é caracterizado por dores súbitas e dureza nos músculos (pélvis, ombro) do corpo, como visto nos idosos. Outras doenças relacionadas com arterite temporal são Lupus eritematoso sistêmico, artrite reumática e infecções severas.

Sintomas[editar | editar código-fonte]

É mais comum em mulheres que homens por uma relação de 3:1.

Pacientes apresentam:

A inflamação pode afetar a distribuição de sangue ao olho e visão borrada ou cegueira súbita podem acontecer. Em 76% de casos que envolvem o olho, a artéria oftálmica é envolvida causando neuropatia ótica isquêmica. Perda de visão em ambos olhos pode acontecer muito abruptamente e esta doença é, portanto, uma emergência médica.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Exame Físico[editar | editar código-fonte]

A palpação da cabeça revela artérias sensíveis e grossas com ou sem pulsação arterial.

Testes de Laboratório[editar | editar código-fonte]

Taxa de sedimentação é muito alta na maioria dos pacientes, mas pode ser normal em aproximadamente 20% dos casos.

Biópsia[editar | editar código-fonte]

O padrão de ouro para diagnosticar arterite temporal é a biópsia, pois envolve a remoção de uma parte pequena do vaso sanguíneo e o seu exame microscópico à procura de células gigantes que infiltram o tecido. Considerando que os vasos sanguíneos são envolvidos em um padrão remendado, pode haver áreas não afetadas e a biópsia pode ter sido feita com uma destas partes. Assim, um resultado negativo definitivamente não rege uma diagnose.

Radiologia[editar | editar código-fonte]

Exame radiológico da artéria temporal com ultra-som rende um sinal de halo. Na ressonância magnética e tomografia o contraste cerebral aumentado é geralmente negativo nesta desordem.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O uso de corticosteróides deve ser iniciado assim que a diagnose for suspeitada (até mesmo antes da diagnose ser confirmada através de biópsia). Esteróides não previnem a diagnose, que depois deve ser confirmada através da biópsia, pois mesmo que possam ser observadas certas mudanças na histologia até o fim da primeira semana de tratamento, é mais difícil de identificá-la depois de dois meses.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Medicine Department, Federal University of Santa Maria, RS, Brazil Federal University of Santa Maria Health Sciences Center; Rissardo, Jamir Pitton; Caprara, Ana Letícia Fornari; Medicine Department, Federal University of Santa Maria, RS, Brazil Federal University of Santa Maria Health Sciences Center (31 de dezembro de 2018). «Stroke and poor therapeutic adherence in giant cell arteritis: a case report» (PDF). Romanian Journal of Neurology (4): 217–219. doi:10.37897/RJN.2018.4.9. Consultado em 20 de outubro de 2021