Alan Kurdi

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Alan Kurdi (Kobane, Síria, 2012 - Turquia, 2 de setembro de 2015), foi um menino sírio de três anos que apareceu afogado numa praia da Turquia e as fotos em que aparece o seu corpo falecido na costa turca e a foto na que se vê um agente da polícia turca transportando seu cadáver têm dado a volta ao mundo e põe de manifesto a grande problemática da crise humanitária síria.[1] Junto ao pequeno faleceram também o seu irmão de cinco anos Galip e a sua mãe, Rehan, além de ao menos outros doze sírios que viajavam desde a Turquia em dois barcos com destino à Grécia. O único membro da família Kurdi que se embarcou e sobreviveu foi o pai, Abdullah. A fotógrafa turca Nilüfer Demir é a autora desta imagem.

Origem[editar | editar código-fonte]

Alan Kurdi nasceu em Kobane, cidade curda do norte da Síria, lugar onde se viveu a dura Batalha de Kobane.[1] Após se mover entre várias cidades da Síria para escapar do Estado Islâmico, a sua família estabeleceu-se na Turquia em 2014 (O pai de Alan, Abdullah vivia na Turquia desde 2012, em busca de trabalho e visitava sua família em Kobane de vez em quando). A família regressou a Kobane a princípios de 2015, mas voltou para a Turquia em junho de 2015, quando o Estado Islâmico atacou  novamente Kobane (massacre de Kobane). Após tentativa frustrada de levar a família para a ilha grega de Kos, o pai de Kurdi tomou a decisão de transladar-se para a Europa de maneira ilegal num barco pneumático, mas a viagem terminou em tragédia com o naufrágio da embarcação.

Enterro[editar | editar código-fonte]

Alan Kurdi, sua mãe e irmão foram enterrados em Kobane pelo seu pai numa triste cerimônia, em 4 de setembro de 2015.[2]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

As homenagens ao menino falecido sucedem-se por todo mundo: o artista indiano Sudarasan Pattaki fez uma escultura na areia com a imagem; o grupo de rock U2 rendeu homenagem a Alan Kurdi e aos refugiados modificando uma canção num concerto na Itália[3][4]; centenas de marroquinos fizeram um protesto e uma homenagem ao menino curdo falecido numa praia do Marrocos.[5] Em Gaza fez-se uma homenagem fazendo uma escultura de areia numas das suas praias.[6] Na Internet e outras redes sociais ilustradas e pessoas de diferentes lugares do mundo têm homenageado a Alan Kurdi pondo imagens, modificadas com Photoshop, como meio de protesto pela crise migratória.[7][8]

Polêmica[editar | editar código-fonte]

Em 13 de janeiro de 2016, o jornal francês Charlie Hebdo, conhecido por suas publicações satíricas, publicou uma charge sugerindo que se Alan Kurdi não tivesse morrido durante a travessia no mar, teria se transformado num "apalpador de bundas na Alemanha"[9], numa alusão aos graves atos de abuso sexual cometidos por imigrantes, relatados durante as comemorações de Ano-Novo, principalmente na cidade de Colônia (Alemanha) em 1º de janeiro de 2016[10]. Pela publicação, o jornal está sendo duramente criticado e acusado de racismo no mundo todo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências