Basílica de São Vital

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Disambig grey.svg Nota: Para a igreja homônima em Roma, veja Basílica de São Vital (Roma).
Basílica de São Vital
Vista da catedral
Estilo dominante Bizantino / Romano
Início da construção 526
Fim da construção 547 (1 471 anos)
Religião Católica
Diocese Diocese de Ravena
Ano de consagração 547 (1 471 anos)
Geografia
País  Itália
Cidade Ravena
Endereço Website oficial

A Basílica de São Vital (em italiano: Basilica di San Vitale) e o monumento mais famoso de Ravena, Itália e um dos exemplos mais importantes de arte bizantina (e arquitetura) na Europa Ocidental. A basílica é uma das oito construções dos monumentos paleocristãos de Ravena, consideradas Património Cultural da Humanidade pela UNESCO.[1] É dedicada a Vital de Milão.

A Basílica começou a ser construída em 526 d.C., sob ordem do bispo Eclésio, ainda no reinado do ostrogodo Teodorico, o Grande[2] e foi concluída por Maximiniano em 548 d.C., durante o Exarcado de Ravena, já há sete anos sob domínio do Império Bizantino. Não se sabe quem foi o arquiteto da obra.

A igreja tem um plano octogonal em mármore e combina elementos de arquitetura romana (cúpula, forma dos vãos das portas) com elementos bizantinos (abside poligonal, capiteis, tijolos estreitos).[2] Contudo, a basílica é mais famosa por sua riqueza de mosaicos bizantinos, os maiores e mais bem preservados fora de Constantinopla. A Basílica é de extrema importância para a arte bizantina, visto que é a única grande igreja do período do imperador Justiniano que sobreviveu virtualmente intacta até hoje.

A construção foi patrocinada pelo banqueiro grego Juliano Argentário,[3] de quem pouco se sabe, exceto que também tinha patrocinado a construção da Basílica de Santo Apolinário em Classe na mesma época. O imperador bizantino Justiniano deve também ter patrocinado a obra como propaganda de seu governo, a fim de acelerar a incorporação de novos territórios ao império. O banqueiro Juliano Argentário é representado nos mosaicos na corte de dignitários de Justiniano, entre o imperador e o bispo.

As séries de mosaicos representam sacrifícios do Antigo Testamento: a história de Abraão e Melquisedeque, o sacrifício de Isaac, a história de Moisés, Jeremias e Isaías, representações das 12 tribos de Israel, Abel, Caim e o Cordeiro de Deus. Há também mosaicos dos quatro Evangelistas, sob seus símbolos e todos vestidos de branco. Todos os mosaicos foram executados na tradição helenístico-romana: vívidos e imaginativos, com ricas cores e uma certa perspectiva, com vívidas representações da paisagem, plantas e pássaros.

Ao pé da abside estão os dois mosaicos mais famosos, executados em 548, com o Imperador Justiniano, vestido com um manto de cor púrpura e com um halo dourado, ao lado do clero.[4] A semelhança da corte do imperador com Jesus e seus apóstolos marca a simbologia de que o Império Romano tinha se transformado no teocrático Império Bizantino. Do outro lado está a imperatriz Teodora, solene e formal, também com um halo dourado, joias e sua corte. Esses mosaicos são praticamente os únicos exemplos que ainda existem de mosaicos seculares do Império Bizantino.

A basílica foi a inspiração para que Filippo Brunelleschi projetasse a cúpula da Santa Maria del Fiore, em Florença.

Mosaicos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Early Christian Monuments of Ravenna Unesco.
  2. a b The Editors of Encyclopædia Britannica. «Church of San Vitale». Britannica. Consultado em 18 de julho de 2018. 
  3. Basilica of San Vitale. famouswonders.com(em inglês)
  4. Farber, Allen. «Justinian Mosaic, San Vitale». khanacademy.org. Consultado em 18 de julho de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]