Base Aérea de Belém

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A ALA 9 (antiga Base Aérea de Belém - BABe) é uma base da Força Aérea Brasileira localizada no município do Belém do Pará. Estão sob sua jurisdição os estados do Amapá, Maranhão e Pará, estando subordinadas à Ala 9 todas as organizações militares antes pertencentes ao I Comando Aéreo Regional (I COMAR).

Unidades aéreas FAB[editar | editar código-fonte]

Atualmente operam na Base Aérea de Belém as seguintes unidades da FAB:

Babe

Unidades aéreas da Marinha[editar | editar código-fonte]

EsqdHU-41 - 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Norte, com 3 aeronaves UH-15 Super Cougar União Europeia /  Brasil

Empregado em ações de salvamentos, resgates, inspeções navais, em apoio à Capitania dos Portos, aos Navios do Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte e ao 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas.

História da Base[editar | editar código-fonte]

Para entendermos melhor a história da Base Aérea de Belém, é necessário voltarmos no tempo, até a década de 30. Naquele época, quase todas as atividades aéreas se concentravam ao redor do Campo dos Afonsos, berço da Aviação Militar Brasileira. Em 1931, criou-se o Correio Aéreo Militar, cuja missão principal era descobrir "aeronauticamente" o Brasil interior. As primeiras linhas tinham como ponto de partida o Rio de Janeiro, e se dirigiam para os quatro cantos do país, realizando, agora pelo ar, o caminho das Entradas e Bandeiras. Assim, em 14 de julho de 1936, é organizado em Belém o Núcleo do 7º Regimento de Aviação, tendo sido designado para comandá-lo o Capitão Ruy Presser Bello. Ainda em 1936, em 10 de setembro, é instalado o Conselho Administrativo do Núcleo do 7º Regimento de Aviação, proporcionando autonomia administrativa àquela Unidade. Em virtude desse fato essa data é considerada como a origem da Base Aérea de Belém. Em 1937 é iniciada a linha Belém a Santo Antonio do Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, alargando ainda mais os horizontes da Aviação Militar.

Posteriormente, em 27 de novembro de 1939, o Ministério da Guerra estabeleceu que o Núcleo do 7º Regimento de Aviação passaria a constituir o 7º Corpo de Base. Logo após, em dezembro de 1939, três meses após o início da Segunda Guerra Mundial, Belém já recebia aviões Corsários, para realizar voos de patrulhamento ao longo do litoral. Com a criação do Ministério da Aeronáutica, em 20 de janeiro de 1941, são assinados vários decretos. Um deles, autorizava as obras necessárias para construir, melhorar e ampliar o Aeroporto de Belém, dotando-o com capacidade de receber aviões de grande porte. Neste mesmo ano, o Correio Aéreo Militar foi fundido com o Correio Aéreo Naval. Nascia assim o Correio Aéreo Nacional, conhecido nacionalmente como CAN, que seria o responsável pela integração da imensa floresta com o centro do país. A 17 de agosto de 1944, com sede em Belém, é criado o 1º Grupo de Patrulha, equipado com hidroaviões anfíbios PBY-5 CATALINA.

Logo a seguir, em 21 de agosto de 1944, é criada, oriunda do 7º Corpo de Base, na estrutura do Ministério da Aeronáutica, a Base Aérea de Belém, com a finalidade de prover os meios e o apoio necessário às Unidades Aéreas e Unidades de Aeronáutica que nele viessem a operar, permanente ou deslocadas. Com a extinção dos Regimentos de Aviação, em 24 de março de 1947, o 1º Grupo de Patrulha deixa de existir, nascendo em seu lugar o 2º Grupo de Aviação, equipados com os mesmos CATALINAS. As aeronaves do 2º Grupo de Aviação, partindo de Belém, começaram a escrever a história da Amazônia, levando o nome da Força Aérea ao mais variados pontos do Território Nacional, inicialmente com os aviões CATALINA e depois com os C-47 DOUGLAS.

Em 12 de maio de 1969, é criado o 1º Esquadrão de Transporte Aéreo, subordinado ao Comando de Transporte Aéreo, recebendo todo o acervo do 2º Grupo de Aviação.

Os CATALINAS, inicialmente denominados PBY-5A , depois PA-10 e finalmente CA-10, voaram, de 1944 até 1982, em um total de 51.119:30 horas, em 38 anos de serviço. Os C-47 Douglas voaram por 29 anos em Belém, perfazendo um total de 85.159:30 horas. A Base Aérea de Belém também sediou, a partir de 1972, o 1º Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque - 1º EMRA, oriundo da 1º Esquadrilha de Reconhecimento e Ataque, da Base Aérea de Canoas, RS.

Mais tarde, em 1980, o 1º EMRA tem sua denominação alterada para 1º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação, voando, na época, as aeronaves T25, L19 e UH-1H.

No ano seguinte, em janeiro de 1981, o 1º /8º Grupo de Aviação é transferido para Manaus, onde continuou realizando suas missões, enquanto que a Base Aérea de Belém continuava apoiando o 1º ETA. Em 28 de dezembro de 1987, é criada a 1º Esquadrilha do 7º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação, uma fração do 7º /8º Grupo de Aviação de Manaus, que passa a operar nesta Base. Em 10 de novembro de 1992, é reativado em Belém o 1º /8º Grupo de Aviação, operando agora com aeronaves CH-55 ESQUILO, que assume todos os encargos e acervo da 1A /7º /8º GAV. Enquanto isto, através de Portaria Ministerial, é ativado em 24 de setembro de 1990, o 3º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação, operando com aeronaves P-95 BANDEIRANTE PATRULHA, na Base Aérea de Belém.

Em 1997, visando aumentar a operacionalidade do 1º /8º Grupo de Aviação, esse Esquadrão recebeu helicópteros UH-1H, em substituição aos CH-55 existentes. Assim, em um breve relato, foi exposto parte da história da Base Aérea de Belém, uma história repleta de abnegados guerreiros que, vencendo todos os desafios da imensa floresta, ajudaram a desbravar e conhecer melhor este nosso BRASIL continente.

Após uma grande reestruturação da FAB, em 2017 foram extintos o I Comando Aéreo Regional e a Base Aérea de Belém e em seu lugar foi criada a ALA 9 que herdou todas as organizações militares do antigo I COMAR.

Em 2018 a FAB por intermédio da Ala 9 e a Marinha do Brasil por intermédio do 4° Distrito Naval assinaram um termo de cooperação para que a Marinha instalasse um grupamento de helicóptero na base aérea, sendo esse, um projeto piloto para compartimento de bases militares pela forças armadas.O Grupamento foi ativado em outubro de 2019.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • [1] - Galeria com fotos de C-95B e C-98 do 1º ETA, Esquadrão Tracajá.
  • [2] - Galeria com fotos de H-1H do 1º/8º GAv, Esquadrão Falcão.
  • [3] - Galeria com fotos de P-95A do 3º/7º GAv, Esquadrão Netuno.