Bené Fonteles

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Bené Fonteles (Bragança-Pará, 21 de março de 1953) é um artivista, artista plástico, escritor, curador de arte, poeta, xamã e compositor brasileiro.


Bené Fonteles
Ministério da Cultura - Lançamento do Livro de Bené Fonteles (19).jpg
Nome completo José Benedito Fonteles
Nascimento 21 de março de 1953 (68 anos)
Bragança, Pará, Brasil

Com uma longa e consolidada trajetória artística nas artes plásticas, música e poesia, Bené tem álbuns e livros publicados e obras expostas em acervos dos museus de arte moderna de São Paulo, Rio, Nova Iorque, Paris e Bahia, além de ter participado de cinco Bienais Internacionais de São Paulo e diversas mostras individuais e coletivas ligadas à arte postal e a pesquisas de novas expressões artísticas.[1][2] A militância ecológica é um traço marcante em sua obra, sendo criador do "Movimento Artista pela Natureza", que desde 1986 promove a consciência ecológica e da educação ambiental por meio da arte.[3] Grande parte do seu trabalho dialoga com as estéticas e poéticas das culturas indígenas.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua atuação artística nos anos 1970 em Fortaleza, onde morou até 1975 e atuou como artista plástico, compositor e ainda como jornalista e editor. Aos 18 anos, expôs no 3º Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará em 1971.[4] Em 1974, conheceu o compositor Gilberto Gil, com quem mantém uma consolidada amizade e parceria no ativismo ambiental e também na música.[5] Entre 1983 e 1986, foi diretor do Museu de Arte e de Cultura Popular (MACP) da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Nessa época, começou a unir suas criações artísticas a projetos e movimentos voltados à preservação ecológica. Em 1991 mudou-se para Brasília, onde manteve base por quase 30 anos, organizando eventos artísticos e produzindo suas obras. Em 1997, ele organizou a montagem da sala especial do artista baiano Rubem Valentim (1922-2001), no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM/BA). Em 2003, Fonteles foi contemplado com a comenda Ordem do Mérito Cultural, que recebeu da Presidência da República.[6] Em 2016 apresentou-se na 32º Bienal de São Paulo com a obra de instalação “Conversas para adiar o fim do mundo”, com a colaboração do líder indígena Ailton Krenak. A instalação “Oca Tapera Terreiro” montada como ágora dentro do Pavilhão da Bineal, recebeu artistas, ativistas, ecologistas, antropólogos, educadores e curadores para uma série de debates.[7][8]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

Bendito (1983), com participação de Luiz Gonzaga, Tetê Espíndola, Belchior, Egberto Gismonti, Luli e Lucina.

Silencioso (1989)

(1991). com participação de Egberto Gismonti, Tetê Espíndola, Duofel e Ney Matogrosso.

Benditos (2003), que agrupa os três trabalhos anteriores. [9]

Canções para Pescar Almas (2019), lançado por Bené Fonteles e Lucina, o álbum traz canções compostas em parcerias com a compositora. Conta com participação DE Egberto Gismonti, Gilberto Gil, João Arruda, Ney Marques, Marco Bosco, Paulinho Oliveira, Décio Gioielli, Chica Brother, Saulo Battesini, Adriana Sanchez, Bosco Fonseca, Márcia Nascimento, Julia Borges e Regina Machado.[10]

Livros Publicados[editar | editar código-fonte]

O Livro do Ser (1994)

Giluminoso - A Po.Ética do Ser (1999), livro sobre Gilberto Gil, que conta com ensaio fotográfico de Mário Cravo Neto, e fotos de Pierre Verger, textos de Caetano Veloso e ilustração de Arnaldo Antunes. A obra se divide em quatro partes: "Ao Compositor", um ensaio de Fonteles sobre a obra de Gil; "O Compositor Disse", antologia com 50 letras escolhidas por Fonteles e Gil; "O Compositor Me Disse", depoimento de Gil e "O Compositor Canta", com CD inédito homônimo com 15 canções cantadas e compostas por Gil. O livro e o CD foram lançados com shows no teatro do Sesc-Pompéia, em São Paulo.

O Artista da Luz (2001), sobre Rubem Valentim. [5]

Referências

  1. «MidiaNews | Fotógrafo expõe registros de festas de santos em Mato Grosso». MidiaNews. 21 de agosto de 2018. Consultado em 22 de junho de 2021 
  2. Cordovil, Daniela (2020). «Representações e discursos sobre Amazônia na arte contemporânea: análise da cobertura jornalística sobre o trabalho dos artistas-xamãs». Civitas - Revista de Ciências Sociais (2): 210–220. Consultado em 22 de junho de 2021 
  3. Ribeiro, Marília. «Bené Fonteles, um artista em defesa do inteiro ambiente». Universidade Federal de Minas Gerais. Revista UFMG: 165 
  4. Cultural, Instituto Itaú. «Bené Fonteles». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 22 de junho de 2021 
  5. a b Silva, Carlos Eduardo Lins da. «"Giluminoso - A Po.Ética do Ser", de Bené Fonteles, vem com um CD e traz textos de Caetano Veloso». Folha de S. Paulo. Ilustrada 
  6. Cultural, Instituto Itaú. «Bené Fonteles». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 22 de junho de 2021 
  7. Paulo, Bienal São. «Bené Fonteles • Conversas para adiar o fim do mundo - Bienal de São Paulo». www.bienal.org.br. Consultado em 22 de junho de 2021 
  8. «Artista plástico Bené Fonteles traz Conversas Para Adiar o Fim do Mundo ao CIC - Governo do Estado de Santa Catarina». www.sc.gov.br. Consultado em 22 de junho de 2021 
  9. «Eu recomendo: Benedito - Bené Fonteles». tratore.com.br. Consultado em 23 de junho de 2021 
  10. «26/10/2019 - Lucina e Bené Fonteles lançamento do cd "Canções para Pescar Almas"». Centro da Música Carioca Artur da Távola. Consultado em 23 de junho de 2021