Bagavadeguitá

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Arjuna and His Charioteer Krishna Confront Karna, crop.jpg

Bagavadeguitá[1] (em védico: भगवद्गीता; romaniz.: Bhagavad Gītā, "canção do bem-aventurado"; bhagavad-gītā em IAST; em IPA-sânscrito, ˈbʱaɡəʋəd̪ ɡiːˈt̪aː [2] ) é um texto religioso hindu. Faz parte do épico Maabárata, embora seja de composição mais recente que o restante do livro. A versão do Mahabharata que inclui o Bagavadeguitá é datada do século IV a.C..

O texto, escrito em sânscrito, relata o diálogo de Críxena, considerado como a suprema personalidade de Deus - verdade absoluta e inconcebível - com Arjuna (Seu discípulo guerreiro) em pleno campo de batalha. Arjuna representa o papel de uma alma confusa sobre seu dever e recebe iluminação diretamente do Senhor Críxena, que o instrui na ciência da autorrealização ao explicar-lhe o sustentáculo do Reto Agir (o darma, o carma-ioga, o serviço desinteressado). No desenrolar da conversa são colocados pontos importantes da filosofia divina, que incluía já na época elementos do bramanismo e do Sânquia.

A obra é uma das principais escrituras sagradas da cultura da Índia e compõe a principal obra do vixenuísmo, que envolve várias ramificações de fé em Vixenu ou Críxena, dentre as quais o popularmente conhecido movimento para consciência de Seri Críxena, que a difundiu, a partir de 1965, no ocidente, através de Bhaktivedanta Swami Prabhupada.

A obra foi traduzida e comentada sem adulteração, com bênção do Parampara (sucessão discipular), pelo erudito indiano, dando origem ao Bhagavad-Gita: Como Ele É, contendo os principais ensinamentos do Darma, religião Bagavata Purana e instruções a respeito do serviço devocional a Críxena, segundo os preceitos de inúmeros escritos sagrados védicos. Dentre esses preceitos, o livro apresenta a ciência da auto-realização e da consciência em Críxena através do serviço devocional da bacti-ioga.

O Bagavadeguitá é a essência do conhecimento védico da Índia e um dos maiores clássicos de filosofia e espiritualidade do mundo. A filosofia perene do texto tem intrigado a mente de grandes pensadores da humanidade, influenciando inúmeros movimentos espiritualistas.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rego, A. Silva (1953-1954). «Do conceito da trindade no hinduísmo». Estudos Coloniais: Revista da Escola Superior Colonial. 4: 77-175 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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