Caibalion

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The Kybalion
O Caibalion / O Kybalion (BR)
Kybalion Book Cover.jpg
Capa da 1ª edição francesa do Kybalion
Autor(es) Os Três Iniciados
Idioma Inglês
Assunto Hermetismo
Editora Yogi Publication Society
Lançamento 1908
Edição brasileira
Tradução Rosabis Camaysar (Pensamento)
Hugo Ramírez (Arcanum Editora)
Editora Pensamento
Isis
Arcanum Editora
Lançamento Década de 1920 (Pensamento)
2014 (Isis)
2017 (Arcanum Editora)
Páginas 128 (Pensamento)
148 (Isis)
160 (Arcanum Editora)
ISBN 9788593699061

O Caibalion (Kybalion), publicado em 1908 pela Yogi Publication Society sob o pseudônimo de "os Três Iniciados", afirma conter a essência dos ensinamentos de Hermes Trismegisto, tal como ensinado nas escolas herméticas do Antigo Egito e da Antiga Grécia. Seu material tornou-se um dos pilares do Movimento Novo Pensamento da década de 1910. Muitas das ideias apresentadas neste livro anteciparam conceitos popularizados no século XXI, como por exemplo, a Lei da Atração.

Segundo os autores, a versão moderna do Caibalion seria apenas uma recompilação de um antigo livro iniciático de mesmo nome e que teria sido transmitido oralmente por gerações, de mestre a discípulo.[1] O título se refere a uma palavra hebraica que significa "Tradição ou preceito manifestado por um ente de cima" [2] e compartilha a mesma raiz da palavra cabala.

Sete princípios[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Caibalion, todo o Hermetismo se basearia em Sete Princípios Herméticos.[3]

O Princípio de Mentalismo[editar | editar código-fonte]

"O Todo é mente, o Universo é mental."

De acordo com este princípio, o Universo é uma criação mental do Todo, existindo em sua mente.

O Princípio de Correspondência[editar | editar código-fonte]

"O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima."

Existe uma correspondência entre as leis e fenômenos de todos os planos de existência e de vida. O microcosmo humano é governado pelas mesmas regras que o macrocosmo universal e vice-versa.

O Princípio de Vibração[editar | editar código-fonte]

"Nada está parado, tudo se movimenta, tudo vibra."

A diferença entre as várias manifestações de matéria, energia, mente e espírito resulta principalmente de taxas variáveis de vibração. Quanto maior a vibração, mais elevada a posição na escala. Tudo, desde o átomo e a molécula até mundos e universos, está em movimento vibratório.

O Princípio de Polaridade[editar | editar código-fonte]

"Tudo é duplo; tudo tem polos; tudo tem seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em graus; extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados."

Os opostos são apenas extremos de uma mesma escala, apenas diferenciados por graus distintos de vibração. É possível realizar a "alquimia mental" dos sentimentos e dos pensamentos, avançando gradativamente na escala.

O Princípio de Ritmo[editar | editar código-fonte]

"Tudo flui, para fora e para dentro; tudo tem suas marés; todas as coisas se levantam e caem; a oscilação do pêndulo se manifesta em tudo; a medida da oscilação à direita é a medida da oscilação à esquerda; o ritmo compensa.”

Existe uma oscilação natural, não apenas nos fenômenos da natureza, mas na vida humana. O ruim sucede o bom, a alegria segue-se à tristeza, períodos de animação são precedidos e sucedidos por períodos de retração.

O Princípio de Causa e Efeito[editar | editar código-fonte]

"Toda causa tem seu efeito, todo efeito tem sua causa; tudo acontece de acordo com a lei; o acaso é simplesmente o nome dado a uma lei desconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à lei.”

Existe uma causa para tudo o que acontece; nada ocorre aleatoriamente. É possível aprender a trabalhar sobre as causas para obter os efeitos desejados.

O Princípio de Gênero[editar | editar código-fonte]

"O gênero está em tudo; tudo tem seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos da existência.”

Tudo e toda pessoa contém os dois elementos, masculino e feminino. Este princípio não tem relação com incentivos à luxúria ou à libertinagem.

Autoria[editar | editar código-fonte]

Como o livro é atribuído a "três Iniciados", que decidiram se manter anônimos, há muita especulação sobre quem escreveu o Caibalion. A teoria mais comum é que o livro teria sido escrito por William Walker Atkinson, tomando como evidências principais o fato do escritor ter sido dono da Yogi Publication Society, ser conhecido por publicar livros sob diversos pseudônimos, a estrutura dos Sete Princípios Herméticos ser similar às Sete Leis Arcanas de The Arcane Teaching, e, finalmente, a edição de 1912 de Who's Who in America atribuir Atkinson como o autor, enquanto a tradução francesa de 1917 indicar a autoria como sendo do "mestre psíquico estadunidense W. W. Atkinson".

Outras teorias incluem como coautores: Paul Foster Case, fundador dos Builders of the Adytum; Michael Witty e Charles Atkins, chefes da Loja Thoth-Hermes da Ordem Alpha et Omega em Chicago; Claude Alexander, mágico e escritor de Novo Pensamento; Claude Bragdon, teósofo e arquiteto; Harriet Case, esposa de Paul Foster Case; Mabel Collins, escritora teósofa; e Marie Corelli, escritora de romances metafísicos.[4]

Publicação em português[editar | editar código-fonte]

Na década de 1920, a editora Pensamento publicou a tradução feita por Rosabis Camaysar. Após a entrada do original em domínio público, ocorreram três novas edições na década de 2010, incluindo duas versões em e-book.[5]

Referências

  1. «A Filosofia Hermética». O Kybalion. Rio de Janeiro: Arcanum Editora. 2017. pp. 19–24 
  2. SCHURÉ, Édouard (1986). Os Grandes Iniciados. Hermes. São Paulo: Martin Claret Editores 
  3. «Os Sete Princípios Herméticos». O Kybalion. Rio de Janeiro: Arcanum Editora. 2017. pp. 27–37 
  4. «Três Iniciados». O Kybalion. Rio de Janeiro: Arcanum Editora. 2017. pp. 153–154 
  5. «O Caibalion Ebook». www.ebookyes.com.br 

Ver também[editar | editar código-fonte]