Caio Túlio Costa

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Caio Túlio Costa (Alfenas, 1954) é um jornalista, professor, doutor em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da USP, executivo na área de comunicação digital e Visiting Research Fellow (no outono de 2013) na Columbia University Graduate School of Journalism, em Nova York. É também fundador do Torabit, um sistema de monitoramento digital que começou a operar comercialmente no final de 2015.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Caio Túlio trabalhou durante 21 anos na empresa que edita o jornal Folha de S. Paulo onde foi editor, secretário de redação, correspondente na Europa (baseado em Paris), diretor de revistas e pioneiro nos investimentos da empresa em internet.

Foi ainda escolhido o primeiro ombudsman da imprensa brasileira, cargo que exerceu neste mesmo jornal onde polemizou com o colunista Paulo Francis.

Em seguida, Caio Túlio criou a Revista da Folha e, em 1995, começou a trabalhar na criação do que seria depois o Universo Online, o UOL, do qual, além de fundador, foi o diretor geral até 2002.

Ao se desligar do grupo Folha, no final de 2002, Caio Túlio passou a presidir a Fundação Semco, onde ajudou a criar o Instituto DNA Brasil, centro de estudos voltado para as questões estratégicas do Brasil.

Deu aulas de Ética Jornalística de 2003 a 2012 na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, cujo curso foi a base de seu doutorado na Escola de Comunicações e Artes na Universidade de São Paulo (USP).

Em maio de 2006 assumiu o cargo de presidente do Internet Group, braço de internet da Brasil Telecom, que reunia os portais e provedores iG, iBest e BrTurbo. Deixou o iG em janeiro de 2009 depois que a empresa foi adquirida pela Oi. Em 2009, trabalhou como consultor para a elaboração da estratégia de plataforma para a convergência da Oi.

Em junho de 2008 Caio Túlio defendeu sua tese na USP e tornou-se doutor em Comunicação. O trabalho trata da ética no jornalismo, tanto na sua forma impressa tradicional quanto na nova mídia. Intitula-se "Moral Provisória - Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia".

De 2010 a 2014 foi sócio da MVL Comunicação, onde foi responsável pela unidade de mídia digital.

Em 2010 e, de novo, em 2014, foi o responsável pela comunicação digital das campanhas de Marina Silva (no Partido Verde-PV e no PSB) à Presidência da República.

Caio Túlio também foi "chairman" da Phorm no Brasil (em 2011), empresa especializada em "behavior targeted advertising" e precursora da mídia programática.

Desde 2011 é professor de jornalismo digital no curso de pós-graduação em jornalismo da ESPM, em São Paulo.

Em 2012, tornou-se um dos curadores do concurso cultural Movimento HotSpot[1].

Em 2013, tendo como escola mãe a ESPM-SP, Caio Túlio aceitou convite da Columbia University para a função de Visiting Research Fellow na Graduate School of Journalism, de setembro a dezembro, a fim de realizar pesquisa sobre os modelos de negócio da indústria da comunicação na era digital que resultou num paper no qual analisa um modelo de negócio possível para o jornalismo na era digital.

Caio Túlio é conselheiro da Transparência Brasil e participa dos conselhos editoriais da Revista de Jornalismo da ESPM e da Revista Pesquisa Fapesp. Também foi conselheiro da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura de São Paulo

Obra[editar | editar código-fonte]

Publicou quatro livros, Ética, jornalismo e nova mídia - uma moral provisória (Zahar, 2009), O que é Anarquismo (Brasiliense, 1981), Cale-se (A Girafa, 2003) e Ombudsman - O Relógio de Pascal (Geração Editorial, 2006). Também ministrou aulas de Jornal Laboratório no departamento de Jornalismo da PUC de São Paulo e ministrou curso na pós-graduação da ECAUSP.

É co-autor da primeira versão do Manual Geral de Redação da Folha (1984), tem artigos em livros sobre comunicação e organizou livros do Instituto DNA Brasil tais como 50 Brasileiros param para pensar o país (Instituto DNA Brasil, 2005) e Somos ou estamos corruptos? (Instituto DNA Brasil: 2006). Além disso, foi o diretor geral dos primeiros eventos anuais do Instituto DNA Brasil que reúnem personalidades notáveis das diversas áreas do conhecimento para pensar o futuro do país.

Em 2014 teve publicada pela Revista de Jornalismo da ESPM o seu paper desenvolvido na Universidade Columbia: Um modelo de negócio para o jornalismo digital, disponível online em seu site.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]