Capanga

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O orixá Omolu portando uma capanga (no seu lado esquerdo) no terreiro de candomblé Ile Ase Ijino Ilu Orossi

Capanga, bocó ou mocó[1] é uma espécie de bolsa feita de couro de boi ou de búfalo, metais de variadas tonalidades como flandres, latão prateado e dourado e cobre e tecidos ornados de búzios e fio de contas. É utilizada para se guardar pequenas provisões. Também é um apetrecho típico da cultura afro-brasileira, sendo utilizada por vários orixás. Em sentido figurado, a palavra significa cúmplice.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Capanga" é proveniente do termo quimbundo kappanga.[2] "Bocó" e "mocó" são provenientes do termo tupi mo'kó.[3]

Utilidades e finalidades[editar | editar código-fonte]

Hoje em dia, a capanga deixou de ser um objeto do candomblé utilizado para se guardar pós mágicos: é utilizada por homens modernos que não gostam de carteiras pequenas ou porta-documentos. Normalmente, elas são fabricadas em couro; as mais modernas e atuais são feitas com lona, material sintético e tecido ecológico. São usadas atualmente para se guardar cartões, talões de cheques e objetos grandes, como agendas eletrônicas, celulares, tablets entre outros. Algumas marcas famosas, como Tommy Hilfiger, Louis Vuitton, Prada, Gucci, Nitty Couros, entre outras, produzem capangas.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 340.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 340.
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 145.