Charles E. Curran

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Charles E. Curran nasceu em março de 1934, e foi ordenado padre na Diocese de Rochester (Nova Iorque). Embora ele tenha esperado exercer seu ministério na própria diocese, após a conclusão de sua educação no seminário, em 1955, foi enviado à Roma para estudos posteriores, na Pontifícia Universidade Gregoriana e na Academia Alfonsiana, onde ele ganhou um doutorado em Sagrada Teologia de cada instituição em 1961.

A partir de 1961, o Padre Curran começou a ensinar no seminário onde ele havia estudado em Nova Iorque. Ele ensinou teologia moral no Seminário de São Bernardo, entre 1961 e 1965; na Universidade Católica da América, entre 1965 e 1989; na Universidade de Cornell, como professor visitante, entre 1987 e 1988; na Universidade do Sul da Califórnia, entre 1988 e 1990; na Universidade de Auburn, no Alabama, entre 1990 e 1991. A partir de 1991, ele tem sido professor de valores humanos na Universidade Elizabeth Scurlock e na Universidade Metodista Sulista, em Dalas, (Texas). Ele foi presidente da Sociedade Teológica Católica da América, entre 1969 e 1970); da Sociedade de Ética Cristã, entre 1971 e 1972; e da Sociedade Teológica Americana, entre 1989 e 1990. Além disso, teve atuação nos conselhos editoriais de várias publicações teológicas, tais como: Église et théologie, ''Horizons'', Jornal de Ética Religiosa e Anuário da Sociedade de Ética Cristã.

A partir de 1966 ele passou a publicar regularmente livros e coleções de seus ensaios, que incluem: "Studies in Moral Theology" (1975), "Issues in Sexual and Medical Ethics" (1978), "Directions in Catholic Social Ethics" (1985), "The Living Tradition of Catholic Moral Theology" (1992), "Faithful Dissent" (1986), "History and Contemporary Issues: Studies in Moral Theology" (1996) e "The Origins of Moral Theology in the United States: Three Different Approaches" (1997). O presente ano vê a publicação de sua obra em co-autoria, a tradição católica Moral Hoje: A Synthesis (Washington: Georgetown University Press, 1999).

Em 1972 foi homenageado pelo New York Times, pela ABC News e pela Sociedade Teológica Católica da América com o Prêmio John Courtney Murray, além disso recebeu doutorados honorários da Universidade de Charleston (Virgínia Ocidental), e do Concordia College (Oregon)[1].

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em 1968, Charles Curran escreveu uma crítica à Encíclica Humanae Vitae, na qual defendeu o direito à utilização de métodos de contracepção artificial. Sua declaração recebeu o apoio de mais de 600 teólogos e outros acadêmicos, incluindo Bernard Haring, David Tracy, Richard McBrien, Walter Burghardt, Raymond Collins, Roland Murphy e Bernard McGinn[2].

Em 17 de setembro de 1985, o Cardeal Joseph Ratzinger, que futuramente seria o Papa Bento XVI, e, na época, era o Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, enviou uma carta para Charles Curran para informar-lhe que ele não poderia mais ensinar teologia católica em nome da Igreja a menos que ele se retratasse de certas posições relacionadas principalmente com a moralidade sexual[3] [4]. Em 18 de agosto de 1986, a Congregação para a Doutrina da Fé emitiu um documento afirmando que ele não poderia mais ensinar teologia católica[5].

Referências

  1. THE PÈRE MARQUETTE LECTURE IN THEOLOGY, em inglês, acesso e, 12 de julho de 2015.
  2. 'Humanae Vitae' 25 Years Later, em inglês, acesso em 12 de julho de 2015.
  3. The Charles Curran Case, em inglês, acesso em 13 de julho de 2015.
  4. FUTURE OF LIBERAL CLERIC IS DISCUSSED AT VATICAN, em inglês, acesso em 13 de julho de 2015.
  5. Catholic Dissenters Draw Blame for Church's Woes, em inglês, acesso em 13 de julho de 2015.