Coucieiro

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Portugal Portugal Coucieiro 
  Freguesia  
Igreja de Coucieiro
Igreja de Coucieiro
Símbolos
Brasão de armas de Coucieiro
Brasão de armas
Localização
Coucieiro está localizado em: Portugal Continental
Coucieiro
Localização de Coucieiro em Portugal
Coordenadas 41° 40' 33" N 8° 23' 46" O
Município Crest of Vila Verde municipality (Portugal).png Vila Verde
Administração
Tipo Junta de freguesia
Presidente Luís Paulo Azevedo Ferreira
Características geográficas
Área total 4,21 km²
População total (2011) 531 hab.
Densidade 126,1 hab./km²
Outras informações
Orago São João
Sítio Coucieiro

Coucieiro é uma freguesia portuguesa do concelho de Vila Verde, com 4,21 km² de área e 531 habitantes (2011)[1]. A sua densidade populacional é de 126,1 hab/km².

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Coucieiro [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
681 665 617 599 632 675 790 640 662 676 584 615 539 511 531

História[editar | editar código-fonte]

Pertencia ao concelho de Pico de Regalados. Após a extinção deste concelho, por decreto de 24 de Outubro de 1855, passou para o concelho de Vila Verde.[3]

Descrição de Coucieiro no Dicionário geográfico de 1751[editar | editar código-fonte]

"Freguesia na Provincia de Entre Douro e Minho, Arcebispado de Braga, Comarca de Viana Foz do Lima, Concelho de Regalados: tem cento e sete visinhos, Está situada parte em planicie, e parte em valles. A Igreja Paroquial, dedicada a S. João Bautista, tem tres Altares, o mayor com o Sacrario, o do Rosario, e o de S. Sebastião. Foy dos Templarios, e he sagrada. Pegada a esta Igreja ha huma Capellinha do Senhor com a Cruz às costas.  O Paroco he Reytor, apresentação do Ordinario: e tem de congrua quarenta mil reis. Na quinta do Paço, desta Freguesia, ha huma Ermida de N.S. do Rosario, e outra no Paço e Casa de Linhares, de N.S. da Luz. Os frutos de mayor abundancia são, milho grosso, centeyo, e milho alvo: tem vinho verde, pouco, e de má qualidade, logo ferve nas vazilhas, e depois de fervido, nem para vinagre presta. Passa por aqui o rio Homem".[4]

Lugares[editar | editar código-fonte]

  • Barreiros, Cachadas, Carcavelos, Carvalhal, Carvalho, Igreja, Feira, Figueirinha, Fundego, Fundo de Vila, Linhares, Mascate, Paços, Ponte, Quintas, Quintela, Seara, Souto, Tojal, Toural, Varges, Veiga e Vilar.

Património[editar | editar código-fonte]

Casa de Carcavelos

Lenda[editar | editar código-fonte]

Na freguesia de Couciero existe a lenda de D. Sapo, (há outra lenda de D. Sapo parecida na freguesia de Cardielos, Viana do Castelo), alcunha dada a Gonçalo d’Evreux ou Gonçalo Martins de Abreu[5], cavaleiro normando, que terá introduzido na suas terras o direito da primeira noite, ou da pernada muito praticado em França.

“Conta a lenda que há muitos anos viveu na freguesia de Coucieiro um fidalgo dominador das suas terras e daqueles que as trabalhavam. Representava o Rei. Encontrando-se o Rei tão afastado da povoação, o tal fidalgo (Dom Sapo) mandou anunciar que iria dormir com todas as noivas que fossem do seu domínio, depois dos respetivos casamentos. Se a noiva se recusasse a dormir com ele apanhava uma multa que durante a vida toda não a conseguiria pagar; era uma multa muito pesada!

Certo dia, um alfaiate encantou-se por uma dessas noivas … Quando foi avisado da ordem de Dom Sapo, pensou numa maneira de a evitar: apresentar-se ao fidalgo, vestido de noiva e liquidá-lo. Se bem o pensou, melhor o fez e com a sua arma – a tesoura – matou o Dom Sapo. Temendo a sua morte, como represália, foi à procura do Rei para lhe confessar o seu crime. Chegado ao Rei, o alfaiate disse:

– Venho pedir a Vossa Majestade que me absolva, pois lá para a região de Regalados... matei um sapo. O Rei pensou e olhando para tão modesta confissão, disse:

– Se mataste um sapo é menos um, estás perdoado … O alfaiate ganhou novo fôlego e continuou:

– Pois, mas esse sapo era o Fidalgo lá da nossa terra, que talvez abusando dos privilégios, queria dormir com a minha noiva … O Rei, olhou para ele, e disse:

– Estás perdoado! Palavra de Rei não volta atrás".[6]

Paço e quinta de D. Sapo em Coucieiro

Referências

  1. «População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano)». Informação no separador "Q601_Norte". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 7 de Março de 2014. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2013 
  2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  3. Paróquia de Coucieiro, ADMINISTRATIVA, ARCHEEVO, 27 de Abril de 2015
  4. Dicionário Géografico, Padre Luis Cardoso, Lisboa, 1751 tome 2 p.681 http://purl.pt/13938/4/98719/98719_item4/98719_PDF/98719_PDF_24-C-R0090/98719_0000_capa-capa_t24-C-R0090.pdf
  5. A quinta do Paço ou de D. Sapo, pertenceu até 1640 aos herdeiros de Gonçalo Martins de Abreu, o último proprietário descendente em linha direta foi Pedro Gomes de Abreu "que passou a Castella no tempo do Rey D. João IV onde o fizerão Conde de Regalados", Abreus: Nobiliário de Famílias de Portugal, Felgueiras Gayo, Braga p.45 site: http://purl.pt/12151. Ver também: A Torre do Paço, no site da junta de Freguesia em https://coucieiro.com/freguesia/patrimonio/
  6. site: http://www.faroldanossaterra.net/2014/10/03/lenda-de-dom-sapo-coucieiro-vila-verde/
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