Deir el-Medina

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Ruínas de Deir el-Medina

Deir el-Medina (em árabe:دير المدينة) era uma aldeia do Antigo Egipto onde residiam os artesãos que construíram os templos e os túmulos dos faraós e de outros dignitários no Vale dos Reis durante as XVIII, XIX e XX dinastias, na época do Império Novo (ca. 1550–1080 a.C.).[1]

O actual nome da localidade é de origem árabe e significa "o convento da aldeia". As origens deste nome remontam ao tempo da conquista árabe do Egipto, altura em que na localidade existia um pequena igreja cristã. O seu nome antigo era Set Maat her imenty Ouaset, o que significa "O local de Maat, a ocidente de Tebas".[2] A aldeia está de facto situada na margem ocidental do Nilo, frente à actual cidade de Luxor.

A aldeia existiu durante cerca de quinhentos anos, entre o começo do Império Novo até cerca de 1050 a.C. Foi então abandonada e coberta pelas areias do deserto, tendo sido redescoberta no século XX.

A padroeira da cidade era a deusa Meretseguer, uma deusa-cobra que se acreditava viver numa montanha próxima. Outras divindades adoradas no local eram Maat e Khnum.

A romantização por Christian Jacq em "A Pedra da Luz" retrata parte da história de Deir el-Medina no período entre Ramsés II e Seti II.

Referências

  1. Oakes, p. 110
  2. Lesko, p. 7

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • "Ancient Egypt", Loarna Oakes and Lucia Gahlin, Anness Publishing, 2006
  • Leonard H. Lesko, ed. (1994). «Pharaoh's Workers: The Villagers of Deir El Medina». Cornell University Press. ISBN 0-8014-8143-0 

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