Dentista-prático

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Os dentistas-práticos (Dp) ou empíricos compõem o setor informal da mão-de-obra odontológica, reunindo pessoas sem treinamento ou capacitação em cursos regulares.

O exercício de suas atividades é considerado ilegal no Brasil em muitos outros países, variando bastante o grau de aceitação ou tolerância por parte da profissão odontológica formal. Na América latina os "Teguas" colombianos e os "Empíricos" panamenhos ou mexicanos são exemplos de uma livre oferta de serviços. Singapura e Coreia estão entre os que dão pleno reconhecimento aos chamados "praticantes não-qualificados", que sob essa expressão condições inscrevem-se nas respetivas Associações Odontológicas nacionais.[1]

O aprendizado se faz com um cirurgião-dentista ou com um outro dentista-prático, numa relação de ensino pessoal na qual o "aluno" avança de forma gradativa de observador para ajudante e finalmente operador. Embora existam exceções, os Práticos têm seus consultórios instalados em localidades de pequeno porte ou em comunidades periurbanas de baixa renda cobrando preços bem abaixo do mercado pelos serviços que prestam.

Primeiro as extrações e em seguida a prótese compõem a fatia principal da atividade do Prático, mas as restaurações e o tratamento endodôntico fazem parte frequente do seu trabalho. Considerando-se que os Centros de Saúde e Ambulatoriais oficiais costumam oferecer apenas extrações dentárias, os demais serviços são executados pelos Empíricos.

Os processos evolutivos de muitas atividades ligadas às profissões sofrem significativas mudanças ao longo dos anos. Neste contexto em que o essencial é a sobrevivência humana, o trabalho é determinante para a evolução de uma sociedade capitalista, onde as normas que regem muitas profissões é determinadas por leis próprias de cada época.

A efetiva busca de soluções na sociedade brasileira para uma profissão Histórica como do Dentista Prático, foi o que determinou um resgate desta profissão que tinha em sua essência um conhecimento empírico. Porém foi no século XX, em que o licenciamento deste ofícios determinaria a extinção desta profissão, contudo não foi isto que ocorreu,sem uma política de extinção ficou na resistência e na exclusão até a atualidade.

Gerando conflitos entre duas classes, Formado e Prático, sendo o primeiro detentor do monopólio da odontologia, ficando o segundo na marginalidade e na exclusão do trabalho na sociedade, surgindo vários movimentos associativos que buscavam uma solução social e uma legalização, Mas foi com a presença do dentista prático no Brasil, historicamente, teve início com Joaquim José da Silva Xavier - patrono dos dentistas-práticos por ser este da mesma profissão, que conforme regist(r)o na história, arrancava e colocava dentes feitos por ele mesmo, com tanta arte que foi cognominado de Tiradentes. Em rigor, o dentista-prático no Brasil sempre se constituiu elemento integrante da vida social e profissional Brasileira desde 1786, com o protomártir da independência. Os dentistas práticos nasciam da necessidade e da carência do povo no cuidado dos dentes, e em locais carentes. Em vilas que depois se tornaram cidades ajudando na construção da odontologia moderna.

O nome da odontologia venerado com o símbolo do início da odontologia foi Greene Vardiman Black, que iniciou sua carreira como Dentista Prático.e depois se especializou, desenvolvendo vários estudos na área.

O Dr. Greene V Black. é sem duvida um exemplo que o Dentista Prático pode evoluir na sua sociedade.

Black, nasceu no Condado de Scott (Illinois) em 1836; foi um dos oito filhos de um granjeiro e entalhador. Desde jovem, demonstrava aversão pelo estudo, e raramente frequentava a escola. Aos 17 anos, enviaram-no a Clauton, no Illinois, onde seu irmão mais velho, Thomasm exercia a medicina. Durante quatro anos, leu e estudou com seu irmão, aprendendo tudo o que lhe foi possível. Aos 21 anos se mudou para Mount Sterling, Illinois, associando-se ao dentista prático J. C. Speer, depois de ter descoberto que a odontologia melhor se ajustava às suas aptidões mecânicas, em comparação com a medicina. Aprendeu com Speer fazendo pequenos trabalhos, então, transcorridos apenas quatro meses, foi para Winchester, Illinois, onde abriu seu próprio consultório de dentista.(dentista Pratico). Ali tornou-se amigo do relojoeiro e do armeiro, aprendendo com este profissionais muitas das técnicas que mais tarde utilizaria para projetar e construir instrumentos para sua prática e pesquisa, ajudando a melhorar a odontologia e se tornando um símbolo nesta área. O Dentista Prático, faz parte também da história da odontologia, como Tiradentes, Ambrosie Pare, Grene V Black, Tia Sofia(americana) e outro pioneiros da odontologia que exerceram a profissão de Dentistas Práticos, e contribuíram para a evolução da odontologia que temos atualmente. Alguns livros na antiguidade foram direcionados para os Práticos como em 1530, viu surgir a publicação, em Leipzig, do primeiro livro dedicado exclusivamente à odontologia; estava, além disto, escrito em alemão e não em latim, e era dirigido aos Barbeiros e cirurgiões (como eram chamados os práticos na idade média)que tratavam a boca, e não aos médicos com educação universitária que ignoravam tudo sobre as enfermidades dos dentes(…) o autor do Artzney Buchelein provavelmente permanecerá para sempre no anonimato. O Barbeiro o que faz barba (antigo)"sangrador", cirurgião pouco instruído que sangrava, deitava ventuosas, sarjas, punha cáusticos e fazia operações cirúrgicas pouco importantes. (edição do Novo dicionário da língua Portuguesa de Edmundo Faria.) uns dos nomes evolutivo do Dentista Prático por ter ambos o conhecimento empírico.

A não produz, ao longo da maior parte de sua história, dentistas bem preparados com conhecimento teóricos, durante anos, podiam ser encontrados especialistas, ambulantes em cada esquina dos povoados e cidades. Estes dentistas práticos itinerantes atraíam seus clientes tocando um tambor ou montando pequenos espetáculos.

Referências

  1. Asian, 1983.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Vitor Gomes Pinto, Saúde Bucal Coletiva, 2000.
  • CARNEIRO, João de Castro. Dentista Prático-A luta a legalização. Editora Bandeirantes-Goiânia-Goiás, 1982.
  • Carvalho, Cristina Leite, Dentistas práticos no Brasil, História de exclusão e resistência na profissionalização da odontologia Brasileira. Uma Tese no curso de doutorado em saúde pública da escola nacional de saúde pública da fundação Osvaldo Cruz, 2003. Rio de Janeiro-RJ.
  • Dickson, Murray. Onde não há dentista. São Paulo: edições paulinas, 1985.
  • Palmério, Mário, Chapadão do Bugre; 8 edição, Rio de Janeiro, J.Olympio, 1976.
  • CARNEIRO, João de Castro. Dentista Prático-A luta a legalização.Editora Bandeirantes-Goiânia-Goiás, 1982.