Patologia bucal

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O termo patologia vem do grego pathos (doença) e logia (estudo, ciência). Assim, podemos definir patologia como a ciência que estuda as doenças. Em sentido mais amplo, a Patologia estuda a etiologia, os mecanismos e alterações morfológicas e funcionais das doenças. No estudo destas alterações são analisadas as modificações teciduais, celulares e moleculares que ocorrem como manifestação de determinada doença.

A Patologia Oral e Maxilofacial é a especialidade da odontologia que tem como objetivo o estudo dos aspectos histopatológicos das alterações do complexo bucomaxilofacial e estruturas anexas, visando ao diagnóstico final e ao prognóstico dessas alterações, por meio de recursos técnicos e laboratoriais[1].

Histórico[editar | editar código-fonte]

A Patologia Oral e Maxilofacial foi reconhecida como especialidade em 1971, com a carga horária de 500 horas aluno. Em 1990 ela passou a incluir Estomatologia, separada novamente em 1992 na 1ª edição da Assembleia Nacional de Especialidades Odontológicas – I ANEO. Após a Resolução nº 161, de 2 de Outubro de 2015[2], a nomenclatura da especialidade Patologia Bucal passou a ser chamada Patologia Oral e Maxilofacial.

Área de atuação[editar | editar código-fonte]

As áreas de competência para atuação do especialista em Patologia Bucal incluem a execução de exames laboratoriais microscópicos, bioquímicos e outros bem como a interpretação de seus resultados, além da requisição de exames complementares como meio auxiliar no diagnóstico de patologias do complexo bucomaxilofacial e estruturas anexas.

Para o melhor exercício de sua atividade, o especialista deverá se valer de dados clínicos e exames complementares.

A carreira de patologista bucal pode ser trilhada por meio de especialização ou, academicamente, por meio de mestrado e doutorado. Os títulos acadêmicos permitem ao profissional lecionar sobre o conteúdo da patologia bucal e patologia geral, além de desenvolvimento de pesquisas relevantes à área.

Diagnóstico e tratamento[editar | editar código-fonte]

Por meio de técnicas de histoquímica e imunoistoquímica, principalmente, as doenças são diagnosticadas em ambiente laboratorial.[3]

  • Manifestações bucais de doenças sistêmicas, suas características epidemiológicas, clínico-laboratoriais e radiográficas;
  • Biopsias de lesões bucomaxilofaciais: Define conceitualmente a biópsia, seus tipos e os critérios a serem seguidos para determinar a melhor técnica para cada situação específica;
  • Alterações de mucosa e diagnóstico de câncer oral: Apresentar as características da lesão, as lesões cancerizáveis e analisar a diferença com outras lesões;
  • Descrever os aspectos clínicos das principais lesões que acometem a mucosa oral.

Inúmeras são as doenças que se manifestam na cavidade bucal. A etiologia das doenças do complexo bucomaxilofacial pode ser[4]:

  • Por injúrias teciduais (físicas, químicas),

O tratamento cirúrgico adequado pode ser conduzido por equipe de cirurgia bucomaxilofacial e/ou cirurgia de cabeça e pescoço, dependendo de cada caso.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  1. CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA. Aprova a Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia. Resolução nº 63, de 08 de Abril de 2005.
  2. CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA. Altera artigos, incisos e parágrafos da Resolução CFO-63/2005. Resolução nº 161, de 2 de Outubro de 2015.
  3. «Arquivos Patologia Oral e Maxilo Facial». Biblioteca Virtual - Teleodontologia. Consultado em 23 de outubro de 2020 
  4. «patologia oral e maxilofacial». secoam.com.br. Consultado em 23 de outubro de 2020