Estomatologia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Portal A Wikipédia possui o
Portal da Odontologia

Estomatologia, palavra derivada do grego "estoma" (que significa "boca"), portanto seu significado é estudo da boca.

O cirurgião dentista especialista em estomatologia, é um profissional que previne, diagnostica e trata as enfermidades relacionadas com a boca (e todo aparelho estomatognático). O aparelho estomatognático é constituído pelos lábios, dentes, mucosa oral, glândulas salivares, tonsilas palatinas e faringeas e demais estruturas da orofaringe.

O estomatologista está apto a diagnosticar lesões dentro e fora da cavidade bucal, podendo tratá-las ou encaminhá-las a outras especialidades cirúrgicas e médicas.

Índice

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

A estomatologia em Portugal é um campo de actuação por Licenciados em Medicina. Os Médicos estomatologistas são profissionais licenciados em Medicina que se especializam posteriormente em Estomatologia, exercendo em hospitais públicos/privados e clínicas.

Ambos os Estomatologistas e Dentistas, têm formação para identificar, diagnosticar patologia dentária. As patologias orais e maxilares, bem como as estruturas anexas a estas, são tratadas por estomatologia, quer de forma médica ou cirúrgica. A grande diferença entre Estomatologistas e Dentistas reside na sua classificação profissional - Os Médicos Estomatologistas são licenciados em Medicina e estão contemplados na carreira médica hospitalar, enquanto que os Médicos Dentistas não têm, actualmente, qualquer carreira associada e têm o curso de Medicina Dentária.

Em Portugal, as sub-especialidades estomatológicas ainda não estão completamente definidas.

Programa de Formação Específica do Internato da Especialidade de Estomatologia

1 – Duração – 48 meses. 2 – Estágios, por sequência e duração: 2.1 – 1.º ano – estágio em Clínica Estomatológica (primeira parte: 12 meses). Inclui um mês de estágio em Anatomia Patológica 2.2 – 2.º ano – estágio em Clínica Estomatológica (segunda parte: 12 meses). Inclui um mês de estágio em Anestesiologia. 2.3 – 3.º ano – estágio em Clínica Estomatológica (terceira parte: 12 meses). Inclui um mês de estágio em Dermatologia. 2.4 – 4.º ano – estágio em áreas cirúrgicas da cabeça e pescoço (12 meses, num único Serviço ou dois períodos de 6 meses em Serviços diferentes). 3 – Locais de formação: 3.1 – 1.º, 2.º e 3.º anos: a) Serviços de Estomatologia b) Serviços de Estomatologia e Cirurgia Maxilofacial c) Serviços de Anatomia Patológica d) Serviços de Anestesiologia e) Serviços de Dermatologia 3.2 – 4.º ano: a) Serviços de Estomatologia e Cirurgia Maxilofacial b) Serviços de Cirurgia da Cabeça e do Pescoço c) Serviços de Oncologia Oral d) Serviços de Cirurgia Maxilofacial e) Serviços de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva f) Serviços de Cirurgia Pediátrica 4 – Desenvolvimento do Internato: 4.1 – Frequência da Consulta externa, Urgência (obrigatoriamente sob a tutela de um Estomatologista), Enfermaria e Laboratório de Prótese. 4.2 – Colaboração e progressiva responsabilização nas actividades clínicas de rotina. 4.3 – Participação nas reuniões do Serviço e nas suas actividades científico-pedagógicas (nomeadamente reuniões clínicas, discussão de casos clínicos, conferências, investigação clínica ou laboratorial). O acesso à investigação clínica pelo Médico Interno, deverá integrar-se no âmbito de legislação própria criada para o efeito. 4.4 – Apresentação de casos clínicos, temas relacionados com a Estomatologia e revisões bibliográficas. 4.5 – Manuseamento do Arquivo e Biblioteca. 4.6 – Participação em cursos e simpósios de pós-graduação. 5 – Objectivos dos estágios: 5.1 – Estágio em Clínica Estomatológica: 5.1.1 – 1.º ano: 5.1.1.1 – Objectivos de desempenho: a) Colheita de histórias clínicas, com realce para os aspectos da semiologia estomatológica: anamnese e exame objectivo; b) Execução de técnicas de instrumentação estomatológica com manuseamento do material e equipamento de Estomatologia; c) Realização de métodos semiológicos e terapêuticos próprios em: c 1) Medicina e patologia oral c 2) Exodôncia c 3) Dentisteria operatória c 4) Endodôncia c 5) Odontopediatria c 6) Imagiologia estomatológica 5.1.1.2 – Objectivos de conhecimento: a) Conhecimentos básicos relacionados com a prática estomatológica de: a 1) Anatomia a 2) Fisiologia a 3) Embriologia a 4) Patologia geral (incluindo bacteriologia, imunologia e genética) a 5) Anatomia patológica a 6) Fisiopatologia a 7) Farmacologia a 8) Semiologia clínica e terapêutica a 9) Psicologia e ciências afins (v. g.: Biofísica, Bioquímica, Biomatemática, Estatística, Informática) b) Doenças gerais com manifestações orais c) Semiologia estomatológica, nomeadamente da história clínica e meios complementares de diagnóstico d) Patologia geral do aparelho estomatognático e anexos e) Medicina, terapêutica estomatológica, oclusão, dentisteria operatória, exodôncia, endodôncia, odontopediatria, imagiologia, anestesia, instrumental e materiais em Estomatologia f) Fundamentos da investigação clínica e laboratorial em Estomatologia 5.1.2 – 2.º ano: 5.1.2.1 – Objectivos de desempenho: a) Elaboração de histórias clínicas, incluindo exame físico b) Discussão de casos clínicos c) Realização de estudos pré e pós-operatórios e evolução pós-operatória d) Diagnóstico, profilaxia e tratamento das infecções em meio hospitalar e) Realização de pensos seguindo a evolução da ferida operatória e das drenagens e remoção de pontos de sutura f) Aplicação de técnicas de reanimação e de suporte básico de vida g) Comportamento no bloco operatório de acordo com as técnicas gerais e especiais de assepsia, desinfecção e esterilização h) Instrumentação cirúrgica, mesas para cirurgia geral e especial i) Domínio das técnicas cirúrgicas relativas à cirurgia oral e dentomaxilar: pensos, drenagem de abcessos, tratamento de feridas, queimaduras, fracturas e traumatismos dento-alvéolo-maxilares, biópsias de tecidos moles 5.1.2.2 – Objectivos de conhecimento – patologia cirúrgica oral e dentomaxilar e técnicas cirúrgicas aplicáveis: a) Biologia dos ferimentos e cicatrização b) Controlo da dor e anestesia c) Infecção d) Choque e) Equilíbrio ácido-base e hidroelectrolítico f) Nutrição g) Preparação pré-operatória h) Aspectos psicológicos e emocionais da cirurgia i) Influência de outras doenças e estados na cirurgia (insuficiência respiratória, doenças cardiovasculares, insuficiência renal, insuficiência hepática, doenças infecciosas, doenças endócrinas, hemopatias, doentes transplantados, desidratação, má nutrição e gravidez) j) Influência de agentes farmacológicos na cirurgia (analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos, anticoagulantes, cardiotónicos e digitálicos, diuréticos, drogas de acção neurovegetativa, antidiabéticos, drogas imunossupressoras, etc.) k) Influência de agentes físicos na cirurgia (radioterapia, terapêutica hiperbárica, laser, crioterapia, etc.) l) Cuidados e complicações pós-operatórias m) Técnicas de reanimação. 5.1.3 – 3.º ano: 5.1.3.1 – Objectivos de desempenho – domínio das técnicas semiológicas e terapêuticas em: 5.1.3.1.1 – Ortodôncia-ortopedia dentomaxilofacial: Diagnóstico (incluindo estudos cefalométricos, fotográfico e de modelos) e tratamento (tratamento interceptivo e tratamento preventivo e funcional ortodônticos). 5.1.3.1.2 – Reabilitação dento-oromaxilar. a) Diagnóstico e tratamento da edentação total e parcial com uso de prótese móvel (muco e ou muco-dento suportadas) e ou fixa b) Diagnóstico (incluindo uso de articuladores e arco facial) e tratamento das afecções temporomandibulares 5.1.3.1.3 – Periodontologia: Diagnóstico das periodontopatias e terapêutica médica e cirúrgica. 5.1.3.1.4 – Implantologia: Diagnóstico e tratamento de endentulismo com o recurso a implantes. 5.1.3.2 – Objectivos de conhecimento: a) Aprofundamento dos conhecimentos básicos e de patologia geral e especial do aparelho estomatognático e anexos e da semiologia e clínica estomatológica b) Estudo da ortodôncia, ortopedia dentomaxilofacial, reabilitação dento-promaxilar, periodontologia c) Estudo de anatomia patológica e de estomatologia forense 5.2 – Estágio em áreas cirúrgicas da cabeça e pescoço. 5.2.1 – Objectivos de desempenho: Aprofundamento e aperfeiçoamento das técnicas de diagnóstico e terapêutica cirúrgicas da área da cabeça e do pescoço necessárias ao exercício da Estomatologia. 5.2.2 – Objectivos de conhecimento: Aprofundamento dos conhecimentos de semiologia, patologia e clínica das doenças craniocervicofaciais oncológicas, traumatológicas e dismórficas e seu tratamento cirúrgico, isolado ou integrado em terapêuticas multidisciplinares. 5.3 – Níveis mínimos de desempenho globais: 5.3.1 – Restaurações dentárias – 100. 5.3.2 – Endodôncias – 30. 5.3.3 – Exodôncias – 100. 5.3.4 – Cirurgias dentomaxilares (total – 70). 5.3.4.1 – Subtotais em inclusões dentárias – 30. 5.3.4.2 – Subtotais em traumatologia dento-alveolar – 30. 5.3.4.3 – Subtotais em traumatologia maxilar – 20. 5.3.5 – Cirurgia dos tecidos moles (total – 30). 5.3.5.1 – Subtotais em glândulas salivares – 10. 5.3.6 – Cirurgia pré-protética – 10. 5.3.7 – Cirurgia periodontal – 20. 5.3.8 – Implantes – 10. 5.3.9 – Prótese total – 5. 5.3.10 – Prótese parcial removível – 10. 5.3.11 – Prótese fixa – 6. 5.3.12 – Ortodôncia – 20. 5.3.12.1 – Diagnóstico e plano de tratamento e colocação de aparatologia – 20. 5.3.13 – Seguimento de casos até à fase final – 6. 5.3.14 – Publicação anual de no mínimo um artigo em Revista Científica da Especialidade. 6 – Avaliação: 6.1 –A avaliação do aproveitamento no Internato de Estomatologia compreende uma avaliação contínua, realizada ao longo de todo o Internato e uma avaliação final que precederá o Exame Nacional As avaliações incidem sobre os níveis de desempenho e de conhecimento e serão feitas pelo Director de Serviço, pelo Orientador de Formação e pelo Orientador do Estágio que o Médico Interno esteja a realizar. 6.2 – Avaliação de desempenho A avaliação do desempenho é feita de forma contínua no decorrer de cada estágio e na avaliação final, sendo o Interno avaliado, na escala de 0 a 20 valores, levando em conta os seguintes parâmetros e respectiva ponderação: a) Capacidade de execução técnica – 3 b) Interesse pela valorização profissional – 3 c) Responsabilidade profissional – 2 d) Relações humanas no trabalho – 2 6.3 – Avaliação de conhecimentos 6.3.1 – A avaliação de conhecimentos é feita de forma contínua no decorrer de cada estágio e na avaliação final de acordo com os seguintes parâmetros: 6.3.1.1 – Apreciação e discussão do relatório de actividades. 6.3.1.2 – Prova teórica de interrogatório sobre os objectivos de conhecimento. 6.3.1.3 – Prova prática, que incluirá: a) Entrevista e observação de um doente b) Elaboração de relatório escrito onde conste o diagnóstico, pedido de exames, discussão dos mesmos, prognóstico e terapêutica. 7 – Disposições finais: 7.1 – O presente programa entra em vigor em 1 de Janeiro de 2008 e aplica-se aos Internos que iniciarem o Internato a partir dessa data. 7.2 – Pode, facultativamente, abranger os Internos já em formação e nesse caso os interessados deverão entregar na Direcção do Internato do seu Hospital, no prazo de dois meses a partir da publicação deste programa, uma declaração em que conste a sua pretensão com concordância averbada dos respectivos Director de Serviço e Orientador de Formação.

13 de Maio de 2007

Dentista estomatologista[editar | editar código-fonte]

O cirurgião dentista que atua na especialidade de estomatologia "Estomatologistas" tem o objetivo de tratar não apenas a cavidade oral, e sim de estruturas como a pele, pois existem diversas patologias que apresentam repercussões tanto no sistema estomatognático como nas superfícies cutâneas.

O especialista está apto a diagnosticar lesões dentro e fora da cavidade bucal, podendo tratá-las individualmente, ou trabalhar conjuntamente/ encaminhar a outras especialidades médicas "dermatologia, cirurgia plástica, oncologia, cirurgia de cabeça e pescoço entre outros".

O especialista em estomatologia atua na prevenção, diagnóstico e tratamento de todas enfermidades "patologias" na cavidade bucal (aparelho estomatognático).

Aparelho estomatognático[editar | editar código-fonte]

É todo complexo bucal constituído pelos lábios, elementos dentários, língua, palato mole/ duro, mucosa mastigatória (oral), glândulas salivares maiores/ menores, tonsilas "palatinas e faríngeas" e orofafinge.

Lesões fundamentais[editar | editar código-fonte]

Os processos patológicos básicos aparecem, clinicamente, por variadas alterações morfológicas, na pele ou mucosa bucal, e são denominadas lesões fundamentais ou elementares.

Quando se sabe que determinado grupo de doenças manifesta-se sistematicamente por meio de lesões ulcerativas, em princípio, já se excluem outros tipos de alterações, quando se defronta com tal lesão. Assim, por exemplo, sabe-se que a ulceração aftosa recorrente (como o próprio nome já diz) pode surgir em diversas regiões. da mucosa bucal, sem que ocorram outras manifestações clínicas importantes, além da destruição do epitélio e conseqüentemente. Nesse caso pode se pensar em tratar-se de uma leucoplasia, por exemplo, que é lesão branca representada por placa elevada. Dessa maneira, com o conhecimento das lesões fundamentais e, mais tarde, ao estudar os processos patológicos que as produzem, processo de elaboração do diagnóstico será facilitado.

Manchas ou máculas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Mancha

Manchas ou máculas são modificações das coloração normal da mucosa bucal, sem que ocorra elevação ou depressão tecidual.

Placas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Placa

As placas constituem lesões bem características, fundamentalmente elevadas em relação ao tecido normal, sua altura é pequena em em relação à extensão, consistentes à palpação e a superfície pode ser rugosa, verrucosa, ondulada, lisa ou apresentar diversas combinações desses aspectos.

Erosão[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Erosão

A erosão representa perda parcial do epitélio, sem exposição do tecido conjuntivo subjacente. Surge em decorrência de variados processos patológicos, predominantemente de origem sistêmica, que produzem atrofia da mucosa bucal, que se torna fina, plana e com aparência frágil.

Úlcera e ulceração[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Úlcera, Ulceração

Úlcera e ulceração são lesões em que ocorre solução de continuidade do epitélio com exposição do tecido conjuntivo subjacente.

Ulcerações correspondem a lesões de curta duração, geralmente conseqüentes a doenças autolimitantes, como afta vulgar, herpes recorrente, lesões traumáticas e outras. Grispan (1970) classifica as úlceras e ulcerações como lesões secundárias, decorrentes de evolução de lesões primitivas como bolhas, vesículas, nódulos etc. Em realidade, essa divisão se justifica se pudermos detectar a lesão primária, acompanhar sua evolução ou obter do paciente informação absolutamente segura desse comportamento. A afta vulgar (ou ulceração aftosa recorrente) é um exemplo típico de ulceração primitiva em função de não ser possível clinicamente, observar-se previamente em sua instalação o desenvolvimento de nenhuma outra lesão.

As úlceras e ulcerações apresentam uma série de aspectos semiológicos que devem ser minuciosamente considerado em relação à formulação de hipóteses diagnósticas. Assim, localização, forma, tamanho, cor, conformação das bordas, aspeto do fundo da lesão (presença de exsudato, sangramento, pseudomembrana etc.), profundidade, consistência à palpação, sensibilidade dolorosa, aderência a planos profundos, números de lesões, fenômenos associados (lesões concomitantes e linfadenopatia) duração, ocorrência de fenômenos prévios à sua instalação e história de episódios anteriores semelhantes poderão ser de grande importância na elaboração do diagnóstico.

Vesícula e bolha[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Vesícula, Bolha

Seu estudo em conjunto justifica-se por diferirem, praticamente, apenas no tamanho da lesão. São elevações do epitélio contendo líquido no seu interior. A membrana de revestimento pode ser fina ou espessa, conforme a lesão esteja localizada de maneira sub ou intra-epitelial.

Pápulas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Pápula

Pápulas são pequenas lesões sólidas, circunscritas, elevadas, cujo diâmetro não ultrapassa 5 mm.

Nódulos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Nódulo

Nódulos são lesões sólidas, circunscritas, com localização superficial ou profundas e formadas por tecido epitelial, conjuntivo ou misto. Podem ser pediculado, quando seu maior diâmetro é superior ao da base de implantação, ou séssil, quando o da base é maior. Quando a origem é conjuntiva, a superfície da lesão é recoberta por epitélio com aspecto normal, a não ser em áreas de irritação ou trauma.

Alterações morfológicas descritas das lesões fundamentais[editar | editar código-fonte]

Certas denominações são utilizadas na descrição morfológica das lesões fundamentais, de maneira a particularizar determinados aspectos. Assim, as manchas podem ser chamadas púrpura, quando de coloração vermelha-arrocheadas, resultante de extravasamento sangüíneo, que não desaparece sob pressão. Já o aspecto cianótico revela um eritema venoso ou hiperemia passiva, e desaparece por vitropressão. As crostas, aparecem apenas sobre superfícies relativamente secas, como lábios e pele na evolução de lesões ulcerativas, e podem ser melicélicas, quando resultam da dessecação de exsudato serofibrinoso purulentas ou hemorrágicas. As púrpuras, quando pequenas e múltiplas, descritas como petéquias.

As ulceras podem assumir aspectos variados e são descritas como exulcerações quando envolvem grandes regiões da mucosa; são superficiais sem limites nítidos, como na paracoccidioidomicose (PCM).

Podem, ainda, aparecer como fissuras nas regiões de pregas e dobras da mucosa e pele.

As vesículas podem conter pus em seu interior e são chamadas pústulas. As fístulas são orifícios na superfície cutânea ou mucosa, terminais de trajetos sinuosos que põem em contato com o exterior focos ou cavidades supurativas internas; em fases crônicas, aparecem, clinicamente, como pequenas pústulas.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Dente[editar | editar código-fonte]

Periodonto[editar | editar código-fonte]

Lesões ulcerativas e vesicobolhosas[editar | editar código-fonte]

Constituem um grupo variado de doenças que podem ocorrer na mucosa bucal e de grande importância clínica pela freqüência e variedade de entidades que podem representar.

Lesões brancas[editar | editar código-fonte]

Dentre as lesões elementares da mucosa bucal descrita por Grinspan (1970), encontram-se as escamas e queratoses e, como subgrupo, as chamadas "lesões brancas". Sob essa denominação, utilizada pela primeira vez provavelmente por James Ewing, é descrita uma serie heterogênea de processos localizados exclusivamente na boca, ou de origem sistêmica e caracterizados clinicamente por sua coloração esbranquiçada , e aspecto leucoplasiforme, ou liquenóide.

Uma divisão bastante interessante das lesões brancas da mucosa bucal é a proposta por Grinspan (1970), que as separa segundo a presença de hiperqueratose. Assim, temos, com ligeiras modificações:

Grupo A[editar | editar código-fonte]

Lesões com queratinização histológica anormal

Comuns[editar | editar código-fonte]
Menos comuns[editar | editar código-fonte]
Raras[editar | editar código-fonte]

Grupo B[editar | editar código-fonte]

Lesão negra[editar | editar código-fonte]

São manchas ou placas de coloração escura (negras, pardas, violáceas ou "cafe-com-leite") que manifestam na mucosa oral. Dois grupos fundamentais de lesões podem ser distinguidos:

  1. algumas aparecem em decorrência da intensificação da pigmentação melânica e,
  2. coloração decorrente de outras causas.

Doenças infecciosas[editar | editar código-fonte]

Processos proliferativos[editar | editar código-fonte]

A denominação processos proliferativos, atribuída a um grupo de lesões que ocorre na boca e no complexo maxilomandibular, é consideravelmente discutida e discutível. Esse grupo é representado por lesões proliferativas, basicamente de natureza inflamatória e sem característica histológica neoplásica.

A denominação adotada, de processos proliferativos, sugerem que sejam lesões representadas por um aumento de volume tecidual, bem como ausência de característica neoplásica.

Tecido normal de origem

Processos Proliferativos
Tecido de origem o mesmo ou maior número de células + componentes inflamatórios (células e/ou edema)

Tumor Benigno
Células iguais às dos tecidos de origem, mas em número extremamente maior, com ou sem componentes inflamatórios

Tumor Maligno
Células diferenciadas do tecido de origem. População tumoral constituída por células em proliferação, em diferenciação e diferenciação proliferativa. Pode ou não apresentar componentes inflamatórios

Apesar do quadro, alguns PP podem não evidenciar a presença a presença de inflamação, como ocorre nas fibromatoses anatômicas e hereditárias. Esse fato é uma exceção ao quadro histológico apresentado pelas lesões que constituem este grupo. Por outro lado, apesar de alguns autores incluírem entre PP os cistos da boca e complexo maxilomandibular, não se encontrou justificativa clínica para tal inclusão.

Com a finalidade de facilitar a compreensão de cada entidade será utilizada a seguinte denominação para os processos proliferativos não-neoplásicos, baseados, principalmente, na composição histológica de cada lesão.

Alterações vasculares[editar | editar código-fonte]

Benignos[editar | editar código-fonte]

Malignos[editar | editar código-fonte]

Manifestações bucais de patologia nasais e de seios de face[editar | editar código-fonte]

Glândulas salivares[editar | editar código-fonte]

Sialoadenite[editar | editar código-fonte]

Alterações obstrutivas[editar | editar código-fonte]

Retenção de muco[editar | editar código-fonte]

Lesões de natureza imunológica[editar | editar código-fonte]

Crescimentos teciduais de origem traumática[editar | editar código-fonte]

Granulomas gengivais[editar | editar código-fonte]

Tumores benignos dos tecidos moles[editar | editar código-fonte]

Cistos não-odontogênicos[editar | editar código-fonte]

Osteomielites e Lesões fibro-ósseas benignas[editar | editar código-fonte]

Cementomas[editar | editar código-fonte]

São lesões fibro-ósseas benignas de origem odontogênica.

A Organização Mundial de Saúde conceitua os cementomas como um grupo complexo de lesões que apresentam em comum um tecido semelhante a cemento.

Displasia Fibrosas[editar | editar código-fonte]

Outras[editar | editar código-fonte]

Cistos não-odontogênicos[editar | editar código-fonte]

Cistos fissurais[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

Cistos e tumores odontogênicos[editar | editar código-fonte]

Cistos[editar | editar código-fonte]

Cisto de desenvolvimento[editar | editar código-fonte]
Cistos inflamatórios[editar | editar código-fonte]

Tumores odontogênicos[editar | editar código-fonte]

Tumores odontogênicos Epiteliais[editar | editar código-fonte]
Benignos[editar | editar código-fonte]
Malignos[editar | editar código-fonte]
Tumores odontogênicos Mesenquimais[editar | editar código-fonte]
Benignos[editar | editar código-fonte]
Tumores odontogênicos Mistos[editar | editar código-fonte]
Benignos[editar | editar código-fonte]
Malignos[editar | editar código-fonte]

Tumores ósseo[editar | editar código-fonte]

Formadores de tecido ósseo[editar | editar código-fonte]

Benigno[editar | editar código-fonte]
Maligno[editar | editar código-fonte]

Formadores de tecido cartilagenoso[editar | editar código-fonte]

Benignos[editar | editar código-fonte]
Malignos[editar | editar código-fonte]

Tumor de células gigantes[editar | editar código-fonte]

Da medula óssea[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

Disfunções de ATM e dos músculo da mastigação[editar | editar código-fonte]


Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]