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Disfunção temporomandibular e dor orofacial

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Disfunção temporomandibular e dor orofacial é uma área da odontologia, que trata das alterações patológicas da articulação temporomandibular (ATM), e das dores do processo estomatognático e faciais.

Disfunções temporomandibulares

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As disfunções temporomandibulares(DTM) são modificações patológicas relacionadas à articulação temporomandibular (ATM), que articula o crânio e a mandíbula podendo ser tanto da parte muscular mastigatória, ligamentar e nervosa, na região buco-facial ou cervical. Estas articulações funcionam em dupla.

Pode ter como consequência dores de cabeça ou pescoço, ruídos articulares (estalos), zumbidos no ouvido, limitação de abertura bucal, desgaste nos dentes e dificuldades na mastigação. De etiologia ainda não definida, acredita-se que o stress seja o principal desencadeante, além de hábitos deletérios de bruxismo, trauma na região da cabeça e pescoço, má postura e má oclusão. O fisioterapeuta é o parceiro do dentista no tratamento desses problemas realizando um processo terapêutico.

A prevalência das DTM na população mundial foi de 34%. O grupo etário mais afetado corresponde às pessoas entre 18 e 60 anos. Observou-se que a prevalência das DTM foi significativamente maior na América do Sul (47%) em comparação com a Ásia (33%) e a Europa (29%), sendo a mais baixa na América do Norte (26%). As crianças apresentaram uma prevalência consideravelmente menor. Os dados sugerem que a região geográfica influencia a ocorrência das DTM[1]. Até 2050, a prevalência global da DTM pode chegar a 44%[2]

Quanto à proporção entre mulheres e homens (M:H), o índice mais alto foi registrado na América do Sul (1,56) e o mais baixo na Europa (1,09), o que sugere uma distribuição quase equitativa entre os sexos[1]. Vale destacar que isso pode estar relacionado à coexistência do bruxismo e às diferenças geográficas na sua prevalência[3].

Os estudos demonstraram que a prevalência média de DTM entre pacientes com bruxismo foi de 63,5%, com a taxa mais alta observada na América do Norte (98,3%) e a mais baixa na Ásia (53,9%)[3]. Também neste caso foi identificado um fator geográfico.

Tipos de DTMs

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Dores orofaciais

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Dores orofaciais musculares

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Dores orofaciais inflamatórias

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Dores orofaciais neuropáticas

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Dor orofacial psicogênica

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  • Somatização
  • Percepção da dor sem alteração clínica detectável dos tecidos orofaciais

Entidades científicas dessa área

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Ver também

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  1. a b Zieliński, Grzegorz; Pająk-Zielińska, Beata; Ginszt, Michał (28 de fevereiro de 2024). «A Meta-Analysis of the Global Prevalence of Temporomandibular Disorders». Journal of Clinical Medicine (em inglês) (5). 1365 páginas. ISSN 2077-0383. PMC 10931584Acessível livremente. PMID 38592227. doi:10.3390/jcm13051365. Consultado em 21 de maio de 2025 
  2. Zieliński, Grzegorz (20 de junho de 2025). «Quo Vadis Temporomandibular Disorders? By 2050, the Global Prevalence of TMD May Approach 44%». Journal of Clinical Medicine (em inglês) (13). 4414 páginas. ISSN 2077-0383. doi:10.3390/jcm14134414. Consultado em 25 de junho de 2025 
  3. a b Zieliński, Grzegorz; Pająk-Zielińska, Beata; Pająk, Agnieszka; Wójcicki, Marcin; Litko-Rola, Monika; Ginszt, Michał (18 de março de 2025). «Global co-occurrence of bruxism and temporomandibular disorders: A meta-regression analysis». Dental and Medical Problems (2): 309–321. ISSN 1644-387X. doi:10.17219/dmp/201376. Consultado em 21 de maio de 2025