Depilação a laser

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A depilação a laser consiste em retirar os pêlos em um aparelho que os remove através da exposição a um laser. Contudo, os métodos são conhecidos como um tanto doloridos.[1]

A depilação definitiva é uma das possíveis técnicas para realizar a eliminação de pelos e a única entendida pelos dermatologistas como tratamento, pois sua realização se dá em fases e os resultados tendem a ser definitivos (como diz seu próprio nome) – diferente dos procedimentos de depilação realizados com lâmina, cera, pinça ou linha.

Os diversos métodos de depilação definitiva que podem ser confundidos ou mesmo entendidos como iguais se diferenciam pelo tipo de tecnologia empregado no procedimento. Entre eles podemos destacar o Laser Nd-Yag, Laser Alexandrita, Luz Intensa Pulsada e o Laser de Diodo, este último é mais o utilizado no mundo. Todas essas tecnologias, quando empregadas na remoção dos pelos, realizam o processo chamado, cientificamente, de “epilação”. Epilação significa eliminar toda a haste do pelo, desde sua raiz.

Para que estas tecnologias de depilação definitiva produzam resultados, o paciente precisa adotar alguns cuidados antes de iniciar cada procedimento, tal como paralisar por duas semanas o uso de qualquer método de depilação que remova o pelo pela raiz (como a depilação com cera e aparelhos depilatórios, por exemplo). Algumas tecnologias também requerem que o paciente não esteja bronzeado e não tome sol entre 15 a 30 dias antes do procedimento. Sendo o Laser de Diodo o padrão ouro para a depilação a laser – segundo diversas pesquisas científicas -, podemos destacar que esta tecnologia possui dois métodos distintos de aplicação: o modo HR (estacionário) e o modo SHR (em movimento).

A tecnologia HR (abreviação para o termo em inglês Hair Removal) foi a primeira a surgir com a finalidade de eliminar os pelos definitivamente. Essa tecnologia é aplicada pontualmente, ou seja, de forma estacionária e utiliza disparos de alta potência sobre cada folículo piloso. Esse procedimento se resume a um único disparo super potente que provoca a necrose do folículo piloso e consequentemente a sua eliminação. Entretanto, este método provoca elevada sensação de dor a cada disparo do raio laser emitido sobre a pele do paciente. Por conta dessa conseqüência, alguns médicos recomendam a aplicação de creme anestésico, uma hora antes do procedimento, para amenizar a sensação de dor. Pelo fato do método de aplicação HR (estacionário) utilizar altas energias na sua aplicação, pacientes com peles mais escuras (que apresentam os fototipos 4, 5 e 6) e pacientes com a pele bronzeada não devem realizar o tratamento, pois há risco de queimaduras. Indica-se em torno de 8 sessões para realização do tratamento completo.

Já o modo SHR (abreviatura para o termo em inglês Super Hair Removal) funciona a partir da aplicação através de um movimento contínuo da ponteira do laser sobre a área em tratamento, onde se utiliza pulsos de baixa potência ajustados a uma alta freqüência de disparos (o inverso do modo HR). Essa particularidade do modo SHR (em movimento) permite que pacientes com pele escuras (fototipos 4, 5 e 6) e pacientes com a pele bronzeada – que antes possuíam contra-indicação para depilação a laser – possam realizar o tratamento sem risco de queimaduras. Além disso, os equipamentos mais modernos contam com uma ponteira de safira (parte do equipamento que encosta na pele do paciente) refrigerada que garante uma proteção adicional e maior conforto ao paciente, sendo o procedimento praticamente indolor e sem necessidade de uso de anestésico. Aliado a isso, o modo SHR de depilação a laser permite uma elevação gradual da temperatura do folículo piloso, diferentemente do HR ou ainda de outras tecnologias como a Luz Intensa Pulsada, que carbonizam o pelo e provocam extremo desconforto para o paciente. Essa tecnologia é eficiente em todos os fototipos de pele e também em pelos claros. Indica-se de 6 a 8 sessões para realização do tratamento completo.

A Depilação por Luz Intensa Pulsada pode ser aplicado em áreas extensas. Essa técnica é entendida como um sistema que utiliza um flash policromático de luz pulsada de alta potência (o que pode causar dor), provocando o aquecimento da raiz do pelo e a coagulação das proteínas do bulbo, atrofiando e destruindo o pelo. Esta técnica é aplicada no modo HR (Hair Removal) e por isso também possui risco de queimaduras. Em razão disso, é contra-indicada para pacientes com pele escura (fototipos 4, 5 e 6) e pacientes com a pele bronzeada. Indica-se em torno de 10 sessões para realização do tratamento completo.


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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Folha: Depilação a laser sem dor gera disputa entre equipamentos
  2. LOPES, Renata. Falando sobre eletrólise de pelos indesejáveis. Disponível em <http://relopes.gendercare.com/depilacao.html>. Acesso em 12 de março de 2013. SANTOS, Anelise Cruz; BESSANI, Josistela; MACHADO, Marli; PAGANINI, Tatiane. Diferentes tipos de depilação: uma revisão bibliográfica. Disponível em <http://siaibib01.univali.br/pdf/Anelise%20Cruz%20dos%20Santos%20e%20Josistela%20Bessani.pdf> Acesso em 12 de março de 2013. BRAUN, Martin. “Comparison of High-fluence, Single-pass Diode Laser to Low-fluence, Multiple-pass Diode Laser for Laser Hair Reduction With 18 Months of Follow Up” in Journal of Drugs Dermatology, Volume 10, 2011.