Destruidor de tanques

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Um destruidor de tanques é um tipo de veículo blindado de combate, equipado com um canhão anti-tanque ou um lançador de mísseis, com limitações operacionais, especializado em destruir outros veículos de combate.[1]

Carros de combate são veículos de combate usados na linha de frente que combinam capacidades ofensivas e defensivas de mobilidade operacional e tática, atuando em guerra mecanizada. Os destruidores de tanques são especializados em destruir outros veículos blindados. Durante a Segunda Guerra Mundial, eram são construídos sob chassis de carros de combate comuns com lagartas, mas com o passar dos anos, foram sendo equipados com rodas normais.[2]

Desde a Segunda Guerra Mundial, os destruidores de tanques tem caído em desuso devido aos novos blindados multi-uso utilizado pelos países, equipados com canhões mais potentes e já embutidos com lança-mísseis.[3]

Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Veículos anti-tanques fizeram sua primeira aparição importante na Segunda Guerra Mundial, como veículos combatentes desenvolvidos e táticas de blindados eficazes. Alguns eram pouco mais do que soluções paliativas, como montar uma arma anti-tanque em um veículo sobre lagartas para dar mobilidade, enquanto outros eram modelos mais sofisticado. Exemplos desse tipo de blindado durante a guerra são os alemães Marder III e Jagdpanzer 38(t) Hetzer.

Linha de produção do Sturmgechütz III, em 1943.

Exceto para a maioria dos modelos americanos, destruidores de tanques eram em sua maioria veículos blindados sem torres, e tinha seu canhão fixado em casamatas ou superestruturas. Quando um destruidor tanque foi utilizado contra os tanques inimigos a partir de uma posição defensiva, como por emboscada, a falta comum de uma torre rotativa não foi particularmente crítica, enquanto a silhueta menor era altamente favorável. Outra vantagem é que, sem a necessidade de uma torre, era permitido o alojamento de uma arma mais poderosa, tipicamente uma arma anti-tanque.

A eliminação da torre permitiu também que o veículo poderia ter uma blindagem melhor. Às vezes não havia um teto blindado (apenas uma cobertura impermeável), para manter o peso total até o limite que o chassi pudesse suportar. Outra vantagem era que, com a ausência de uma torre, sua fabricação era significativamente mais barata, mais rápida e mais fácil que as dos tanques comuns. Nisso destaca-se o Sturmgechütz III, que foi um dos blindados mais produzidos durante a guerra, com cerca de 10.000 unidades produzidas.

Após duras lições no início da guerra, metralhadoras foram montados para uso contra a infantaria, mas, com um angulo de rotação limitado, significava que elas ainda eram menos eficazes do que aquelas utilizadas ​​em tanques com torres.

Soviéticos[editar | editar código-fonte]

ISU-152.

A maioria dos modelos de destruidores de tanques soviéticos eram semelhantes Jagdpanzers (em alemão: caça-tanque) alemães. Os resultados foram menores, mais leves e mais simples em fabricação, com canhões equivalentes ao Tiger II. Os soviéticos produziram altas unidades dos canhões autopropulsados ​​baseado no chassi do tanque médio T-34: O SU-122, de 122 milímetros, o SU-85, de 85 milímetros e o SU-100, de 100 milímetros.

Os destruidores de tanques mais pesados foram construídos com o chassi do tanque pesado IS-2, criando assim o ISU-122, de 122 milímetros, e o ISU-152, de 152 milímetros, sendo que ambos tinham capacidades de destruição impressionantes, ganhando assim o apelido russo Zveroboy ("besta assassina"), por sua capacidade de destruir os tanques alemães TigerPanther e Elefant, geralmente, com um único disparo. O ISU-152 era equipado com um obus pesado soviético M-1937-1943.

O antecessor do ISU-152 foi o SU-152, construído sobre o chassi do KV1S e compartilhou muitas semelhanças (incluindo o calibre do seu canhão) com o ISU-152. Em 1943, os soviéticos também mudaram toda a produção de tanques leves, como o T-70, para o destruidor de tanques SU-76, que era muito mais simples e mais bem armado, utilizando o mesmo chassi do T-70. O SU-76 foi originalmente concebido como um veículo anti-tanque, mas logo foi relegado ao papel de apoio à infantaria.

Americanos[editar | editar código-fonte]

M10 Wolverine.

Os americanos produziam seus destruidores de tanques a partir dos chassis da família do M4 Sherman, que era um tanque de fácil produção e estava disponível em um número grande. Os americanos optaram também por blindados com torres rotativas sem teto, como o M18 Hellcat e o M10 Wolverine (oque os tornavam alvos fáceis para granadas de mão, explosões de artilharia ou metralhadoras disparadas a partir de aeronaves). Optaram também por canhões de calibres médios, como canhões de 76 e 90 milímetros.

Os primeiros destruidores de tanques americanos eram canhões anti-tanques montados sobre caminhões semi-lagartas, como o M3, dando origem ao M3 GMC, que era equipado com um canhão de 75 milímetros.

Britânicos[editar | editar código-fonte]

Archer.

Assim como os tanques britânicos nos primeiros anos da guerra, tanto os de infantaria, como os cruzadores, foram (com exceção do Matilda), eram equipados com o canhão de 40 milímetros Ordnance QF 2-pounder, capaz de ser utilizado contra os tanques alemães, sendo mais tarde substituído pelo Ordnance QF 6-pounder, de o 57 milímetros. Houve um impulso adicional dada ao desenvolvimento de canhões anti-tanque, que culminou com o Ordnance QF 17-pounder, de 76 milímetros, amplamente considerado um dos melhores canhões anti-tanque da guerra.

Nisso, surgiu o Archer, que utilizava o Ordnance QF 17-pounder montado em cima do chassi do Valentine,[4] com uma super-estrutura blindada para dar alguma proteção a tripulação, que lembrava um pouco a alemã Marder III. O Archer tinha uma característica que o diferenciava de outros destruidores de tanques comuns: ele era conduzido a partir da parte traseira, ou seja, andava de ré.[5] Esta característica foi feita para que o veículo atirasse e abandonasse o local, sem a necessidade de o condutor manobrar o veículo. Para isso dar certo, toda a tripulação foi alocada na parte "traseira" do chassi do Valentine, e o motor foi alocado na parte "dianteira" do chassi.[6][7][8]

O Ordnance QF 17-pounder foi equipado também nas unidades do M10 fornecidas pelos Estados Unidos, criado assim a sua variante britânica, o Achilles.[9]

Referências

  1. Harry Yeide, (2005) The Tank Killers: A History of America's World War II Tank Destroyer Force. Havertown, PA: Casemate. ISBN 1-932033-26-2
  2. von Senger and Etterlin (1960), The World's Armored Fighting Vehicles, p.9.
  3. Gelbart, Marsh (1996). Tanks: Main battle and light tanks. London: Brassey's. ISBN 1-85753-168-X 
  4. «Archer (Self-Propelled 17pdr, Valentine, Mk I) - Development and Operational History, Performance Specifications and Picture Gallery». www.militaryfactory.com. Consultado em 28 de fevereiro de 2016 
  5. «Archer 17pdr - Tanks Encyclopedia». Tanks Encyclopedia (em inglês). Consultado em 28 de fevereiro de 2016 
  6. «Archer (Self-Propelled 17pdr, Valentine, Mk I) - Development and Operational History, Performance Specifications and Picture Gallery». www.militaryfactory.com. Consultado em 28 de fevereiro de 2016 
  7. «Archer (Self-Propelled 17pdr, Valentine, Mk I) - Development and Operational History, Performance Specifications and Picture Gallery». www.militaryfactory.com. Consultado em 28 de fevereiro de 2016 
  8. «The British Archer Tank Destroyer - TankNutDave.com». TankNutDave.com (em inglês). Consultado em 28 de fevereiro de 2016 
  9. «M10 Gun Motor Carriage (Wolverine / Achilles) - Development and Operational History, Performance Specifications and Picture Gallery». www.militaryfactory.com. Consultado em 28 de fevereiro de 2016