Diogo Inácio de Pina Manique

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Diogo Inácio de Pina Manique
Nascimento 3 de outubro de 1733
Santa Catarina (Lisboa)
Morte 1 de julho de 1805 (71 anos)
Anjos (Lisboa)

Diogo Inácio de Pina Manique (Santa Catarina (Lisboa), 3 de Outubro de 1733Anjos (Lisboa), 1 de Julho de 1805)[1] foi um magistrado português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Assento de baptismo de Diogo Inácio de Pina Manique, datado de 13 de Novembro de 1733. Paróquia de Santa Catarina, Lisboa.

Filho legítimo e de Pedro Damião de Pina Manique (Sé (Lisboa), bap. 12 de Outubro de 1704 - Santa Engrácia (Lisboa), 13 de Dezembro de 1756), Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, 3º Senhor do Morgadio de São Joaquim de Coina, Cavaleiro da Ordem de Cristo, etc. e de D. Helena Inácia de Faria (Santa Catarina (Lisboa), bap. 17 de Fevereiro de 1715 - Santa Engrácia (Lisboa), 27 de Março de 1785), que contraíram matrimónio em Oeiras a 25 de Julho de 1731. Neto paterno de Joaquim de Pina Manique, Escrivão da Executória das Commendas das Ordens e de D. Maria Josefa da Encarnação de Barros, materno de José Soares de Andrade, Coronel do Mar e de D. Catarina Josefa de Almeida.

Formado em Leis pela Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, ocupou diversos cargos, antes de ser designado Intendente-Geral da Polícia. Foi juiz do crime em diversos bairros de Lisboa, superintendente-geral de Contrabandos e Descaminhos, desembargador da Relação do Porto, desembargador dos Agravos da Casa da Suplicação.

Homem da confiança de Sebastião José de Carvalho e Melo, só foi, no entanto, nomeado Intendente-Geral da Polícia depois da queda do Marquês de Pombal. Acumulou esse cargo com os de desembargador dos Agravos da Casa da Suplicação, contador da Fazenda, superintendente-geral de Contrabandos e Descaminhos e fiscal da Junta de Administração da Companhia Geral de Comércio de Pernambuco e Paraíba.

Retrato de Pina Manique (Oficina portuguesa do séc. XVIII), Palácio do Correio Velho, Lisboa.

Em 1781, começou a funcionar no Castelo de São Jorge, em Lisboa, a Casa Pia, fundada por Pina Manique e destinada inicialmente a recolher mendigos e órfãos.

Alegoria à Fundação da Casa Pia, 1792-1794, Domingos Sequeira (Museu do Louvre).

Durante o reinado de D. Maria I, a sua acção como Intendente-Geral da Polícia orientou-se para a repressão das ideias oriundas da Revolução Francesa, designadamente através da proibição de circulação de livros e publicações, e da perseguição a diversos intelectuais, especialmente maçons que ele culpava de terem conspirado a favor da referida revolução[2]. A pedido de Napoleão Bonaparte, o regente D. João viu-se "obrigado" a demiti-lo em 14 de Março de 1803.

Faleceu de um tumor maligno dois anos depois de abandonar o cargo, no seu palácio da Travessa da Cruz, em Lisboa, nos Anjos. Tinha 71 anos. Foi sepultado num jazigo subterrâneo de família no Convento de Nossa Senhora da Penha de França.

Foi casado com D. Inácia Margarida Umbelina de Brito Nogueira de Matos (Santa Justa (Lisboa), bap. 31 de Julho de 1749 - Anjos (Lisboa), 10 de Outubro de 1808), com quem casou a 8 de Dezembro de 1773 na Igreja Paroquial de São Cristóvão, em Lisboa, filha de Nicolau de Matos Leitão Nogueira de Andrade, Fidalgo-Capelão da Casa Real, Monsenhor do Patriarcado de Lisboa, Governador do Arcebispado de Évora, membro do Conselho privado do Rei D. José I, condenado pelo Tribunal da Inconfidência e deportado para Angola, por ordem do Marquês de Pombal, e de D. Ana Joaquina Teresa de Sampaio.

Teve quatro filhos:

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Diogo Inácio de Pina Manique
  • Pina Manique (Diogo Inácio da), Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume V, págs. 738-740, Edição em papel de João Romano Torres, em 1904-1915, Edição electrónica de Manuel Amaral, em 2000-2010