Discussão:Eça de Queiroz

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O artigo leva a crer que a escrita do sobrenome do escritor é facultativa, isso me soa bizarro. Deve haver sim uma forma vigente. Segundo a primeira edição de "Os Maias", o autor está escrito como "Queiroz" com Z e sem acento. Deve ser isso e "Queirós" deve ser uma forma deturpada. Ou estou errado? O fato é que isso precisa ser melhor esclarecido e uma nota deve ser colocada no artigo. Obrigado pela atenção. -- Fernando Ф 20:07, 19 Maio 2006 (UTC)

Parece-me que Queiroz era a ortografia antiga (vigente na edição de Os maias). O correto é Queirós. Essa dúvida cabe no que expus aqui. Veja também como foi feito em Venceslau Brás. Mateus Hidalgo diga! 19:23, 20 Maio 2006 (UTC)
Google: Eça de Queirós (297.000), Eça de Queiroz (317.000). -- Nuno Tavares 09:55, 21 Maio 2006 (UTC)
Atualizando e complementando (out/2010): 1.560.000 "Eça de Queirós" BR; 1.340.000 "Eça de Queiroz" BR; 241.000 "Eça de Queirós" PT; 151.000 "Eça de Queiroz" PT. Conclusão: ambos são importantes, e Queirós é o mais usado em ambos os países.
  • O nome dele original era Queiroz. Mas na grafia contemporânea do Português, escreve-se Queirós. Aqui, nas placas em honra a ele, usa-se queiroz. -Pedro 10:48, 21 Maio 2006 (UTC)
    • ... Portanto o artigo deve simplesmente explicar isso. Não creio que adiante continuar a discussão.--Lampiao 10:50, 21 Maio 2006 (UTC)
      Foi acadado no artigo pela nota nb1 (de qq forma ficou meio escondido: outra opção seria expressar "José Maria de Eça de Queirós (ou Queiroz[nb 1]) (Póvoa ...)").

'Resolvido. Agradeço a ajuda de todos. -- Fernando Ф 17:08, 21 Maio 2006 (UTC)

Acho inadmissível que um artigo que diz respeito à história da mais alta literatura portuguesa, contenha termos escritos em português do Brasil ao invés de português de Portugal.

Resposta ao "inadmissível": Ambos países dão preferência ao "Queirós" (ver pesquisa Google acima). O Brasil divulga o autor 6 vezes mais na Internet (!), e Portugal assinou o Acordo Ortográfico de 1990.

Duas questões Em primeiro lugar, gostava de responder a este comentário sobre os “termos escritos em PT do Brasil”. Linguista e portuguesa que sou, meu caro, gostava de lhe recordar que, nos termos do acordo ortográfico, há duas normas para o PT, sendo que nenhuma é melhor que a outra. Por outro lado, se o texto está escrito segundo a norma brasileira… é porque são os brasileiros que mais se dispõem a colaborar na Wikipedia e a escrever artigos sobre os mestres da nossa literatura. O que, além de outras coisas, demonstra que, sendo Eça português, também o consideram seu – no fundo, a questão é se o “nós” a quem a literatura “pertence” é inclusivo ou exclusivo. Não sei o que pensam os brasileiros (e o mais provável é que haja muitas opiniões) sobre as fronteiras entre literatura portuguesa e brasileira, mas com o “nós-inclusivo” só ganham, ao contrário de nós, que, na disciplina de Literatura Portuguesa do ensino secundário,só estudamos a literatura portuguesa-europeia. Um Machado de Assis, por exemplo, é tratado com a mesma distância de um Poe, ou melhor, não é tratado – pois se é estrangeiro…

Posto isto, tenho de confessar haver uma situação em que a existência das duas ortografias me “incomoda”: tenho completado (em PT europeu) certos artigos que obedecem à ortografia brasileira. E não cesso de me perguntar o que é melhor: tentar escrever em PT-BR, o que não me agrada em termos pessoais, ou deixar o artigo escrito segundo as duas normas, o que é tudo menos elegante.

Segunda questão: neste artigo estava escrito que uma das principais obras de Eça é A Tragédia da Rua das Flores. Ora A Tragédia nunca foi publicada por Eça, pois nunca passou de um rascunho – daí ter apagado a citação da obra, ao lado d’A Capital. No artigo dedicado a’Os Maias não lhe é feita qualquer referência. Peço assim aos queirosianos (ou queirozianos, vá-se lá saber) que dêem uma ajuda! Wikisaudações o comentário precedente não foi assinado por 213.22.86.134 (discussão • contrib.)

Olá. O que existe de recomendação nas políticas da wikipédia quanto à ortografia diz que não é recomendável mudar a ortografia de um artigo, a não ser que um usuário de outro país amplie consideravelmente o artigo e use outra ortografia. No seu caso, se fizer grandes mudanças pode converter para pt-PT sem problemas. E sempre que achar erros pode (e deve!) corrigi-los, como o referido livro de Eça citado de forma errônea.
É uma pena que os portugueses não estudem os autores brasileiros. No Brasil é tema obrigatório estudar a literatura portuguesa, junto com a brasileira (infelizmente não vemos as de outros países lusófonos). Creio que isso se deve ao fato de o Brasil ter sido colônia...se assim for, em Angola e outros países os autores lusos devem ser estudados tanto quanto aqui. Cumprimentos, Mateus Hidalgo diga! 23:53, 22 Fevereiro 2007 (UTC)
  • Eça é um dos principais escritores realistas europeus, não se trata de simples literatura portuguesa. Fernando Pessoa e Camões tb são autores importantes em qq lingua. Fora esses três estudam-se outros autores? Se não... até que o desconhecimento é mutuo.--Pedro 15:37, 23 Fevereiro 2007 (UTC)

Re Mateus Hidalgo: Obrigada pela sua resposta à minha dúvida sobre a ortografia. Agradeço-lhe também ter-me enviado as boas-vindas à Wiki. De facto, há largos meses que comecei a colaborar na Wikipedia (PT e EN), mas nunca me registei – tenho de confessar a minha preguiça em ler as instruções para os utilizadores.

Re Pedro: Peço desculpa, mas mesmo que os brasileiros só estudem esses 3 autores (não faço ideia – e ficaria muito agradecida se o Mateus Hidalgo me elucidasse), isso não é razão para continuarmos a ignorar a literatura brasileira. Lá porque uns erram não temos também nós de errar. Mais, vejam-se casos como, p ex, o de Jorge Amado, autor de dimensão internacional, que não é estudado no liceu. Quanto aos escritores dos Palop, são completamente ignorados. E contra mim falo, que no meu comentário anterior me esqueci completa/ deles (e tanto q gosto de Mia Couto!)

Creio haver entre nós um “complexo do colonizador”. Na sua imensa maioria, os portugueses cultos afirmam detestar “ler brasileiro” (sic!) em textos técnicos ou científicos. E a questão não será tanto a ortografia de umas dúzias de palavras, mas a construção. Quando tento provar que um texto técnico bem escrito – e saliento bem – por um brasileiro em pouco se distingue de um texto de um português, não cedem um milímetro. A este propósito, fiz uma “experiência” com dois amigos meus: lemos em conjunto um texto de sociologia, (muito bem) traduzido por um brasileiro, sem que eu lhes tenha referido a fonte. Passámos assim imediatamente para a discussão sobre o tema em causa. No fim revelei-lhes a origem transatlântica do texto, mas em nada mudaram a sua opinião.

E assim vivemos de costas uns para os outros, olhando mais para o que nos diferencia do que para o que nos aproxima, qd podíamos usufruir da grande casa da Lusofonia. É urgente que os portugueses abandonem a ideia de que o PT-pt é “o” PT, tal como os brasileiros deviam compreender que o PT-pt não é “arcaico” e que o PT-br nao é “mais moderno”. Basta ler uma coisita ou outra sobre história da língua!

Mas para quê tanta conversa?… Porque creio q com estas posturas o PT não tem a força que poderia ter, não obstante ser a língua materna de 200 milhões de pessoas.

E perdemos a diversíssimos níveis, alguns muito óbvios (a herança que poderíamos partilhar), outros talvez nem tanto. A prazo, quem mais corre o risco de perder são os portugueses, nem que seja por uma questão de número de falantes. Há ainda a questão financeira, mais importante do que poderia supor-se. Por exemplo, é necessário traduzir um livro de história ou antropologia. Com uma única (boa) tradução, poderia fazer-se uma única edição de 50.000 exemplares, em vez de uma de 45.000 para o Brasil e outra de 5000 para Portugal.

Esta atitude tem consequências nefastas, nomeadamente no plano lexicográfico. Só muito recentemente foi editado em Portugal o que, em minha opinião, é o melhor dicionário PT, da autoria de Houaiss (libanês naturalizado brasileiro – corrijam-me se estou errada). Este dicionário, brasileiro, foi editado em Portugal após uma revisão integral, não sei se dedicada apenas à ortografia ou se também à introdução de regionalismos portugueses. Seja como for, faria mais sentido uma única edição para todos os países da Lusofonia, contemplando obvia/ as diferenças ortográficas. Nesse caso, haveria ainda que fazer uma extensa recolha de material nos Palop. Que fantástico acervo conseguiríamos! E reparem que esta ideia é tudo menos original – basta olhar para a Hispanofonia e a Anglofonia. Ex: “El Pequeño Larousse” é publicado simultânea/ pela SPES (Barcelona) e pela Ediciones Larousse (México). No Collins colaboram consultores linguísticos para o inglês africano ocidental, africano oriental, australiano, britânico, canadiano, caribenho, escocês, indiano, irlandês, neozelandês, sul-africano. Peço desculpa por ter sido tão exaustiva, não quero ser chata, mas antes dar a ideia da forma como a variedade pode ser considerada uma fonte de enriquecimento, desenvolvimento e engrandecimento de uma língua. Ah! e veja-se a ordem rigorosa/ alfabética e retirem-se as devidas ilações.

Quanto à questão mais específica das traduções, a sua qualidade é essencial. Neste aspecto em Portugal estamos muito mal servidos – falo com pleno conhecimento de causa, pois é uma das actividades a que me dedico. A maior parte das pessoas julga que basta falar uma língua estrangeira para ser tradutor, além do q a defesa dos direitos do consumidor ainda não abrange os direitos do leitor (e temo que no Brasil a situação não seja muito melhor). De facto, é confrangedor ler certos livros.

Uff, já chega! as mulheres qd se põem a falar... Só para voltar à vaca fria e terminar em redondinho: a vox populi é que um livro nestas condições, se traduzido por um português, é uma má tradução. Mas se traduzido por um brasileiro, está escrito em brasileiro… Analógica 22:38, 24 Fevereiro 2007 (UTC)

Foram belas palavras, que eu eu subscrevo. Entretanto, só quero salientar o seguinte, a respeito da discussão acima, não sei se ainda vou a tempo: está salvaguardado algures na documentação que [seja por cortesia ou não], na Wikipédia, um tema que diga respeito directamente a um grupo linguístico, possa/deva ser tratado com a linguística inerente. No entanto, e na mesma linha (da) Analógica [eheheh esta foi gira], o ideal é que o artigo [se não todos] esteja[m] bem escrito[s] em língua portuguesa, em vez de estarem em português ou brasileiro :) Só temos [todos] a ganhar :) E se uma expressão faz confusão a uns ou a outros, pois que se mude.... -- Nuno Tavares 00:35, 28 Fevereiro 2007 (UTC)

Caramba, nunca mais visitei essa página...respondendo (tardiamente): os estudos de literatura portuguesa não se resumem a Camões ou Pessoa. Estudamos o romantismo, o realismo, o simbolismo e o modernismo em Portugal, com seus principais autores (Garrett, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Sá-Carneiro, Eugênio de Castro, Antero de Quental...). Não estudamos sobre os contemporâneos, somente. Creio que já mais do que os portugueses estudem dos nossos...ao menos Machado de Assis têm que conhecer =).

Sobre o texto da Analógica, resumiu tudo o que penso sobre a lusofonia. Mateus Hidalgo sim? 19h14min de 5 de Julho de 2008 (UTC)

Queria adicionar à lista de obras traduzidas em neerlandês o livro "A Relíquia": (De Relikwie), trad. de Adri Boon, Amesterdão, De Arbeiderspers, 1989 (primeira impressão), 1992 (segunda impressão), com notas do tradutor e um posfácio de J. Rentes de Carvalho.

Moção[editar código-fonte]

Já que passei por aqui, gostaria de saber o que acham de mover o presente artigo para Eça de Queirós. Essa grafia já está mais do que consagrada e é a única correta ortograficamente. Não há porque, portanto, mantermos a página sob esse título (inclusive quando no texto está grafado corretamente). Mateus Hidalgo sim? 19h17min de 5 de Julho de 2008 (UTC)

Passei também aqui e gostaria de lhe dizer que não foi Ramalho Ortigão o co-autor da personagem Fradique Mendes (embora seja verdade que Fradique teve uma passagem episódica n' «O mistério da estrada de Sintra». Os co-autores de Fradique (do primeiro, o segundo pertenceu só a Eça) foram sim Antero de Quental de Jaime Batalha Reis. Saudações queirosianas

Não concordo! Se o nome é (era) escrito dessa forma há que mantê-la, não viola nenhuma regra básica da língua. (Em relação à acentuação da última sílaba tónica, nem vale a pena, excepções não faltam). Sou Luís e, hipoteticamente, se me obrigassem a escrever Luiz como antigamente eu também não quereria. (Parece um contra-senso com o que acabei de dizer mas não é, é um outro exemplo pela manutenção do nome que foi baptizado.) Luís (89.214.52.1 (discussão) 16h42min de 11 de Julho de 2008 (UTC))

Concordo com o Luís. Aliás, na discussão mais acima, isto já foi tratado. GoEThe (discussão) 16h51min de 11 de Julho de 2008 (UTC)

Não acho que a situação já tenha se esclarecido nas discussões acima. E viola sim as regras: um nome próprio não deixa de ser um substantivo e uma palavra e, como tal, deve respeitar a ortografia vigente. Vamos mover então todas as biografias para seus nomes de batismo? Mateus Hidalgo sim? 13h58min de 13 de Julho de 2008 (UTC)

Talvez uma solução seja ver como o nome é grafado nas edições mais recentes dos seus livros. Tal como tudo aqui, deve seguir-se o princípio da verificabilidade e Nada de pesquisa inédita. GoEThe (discussão) 09h31min de 14 de Julho de 2008 (UTC)
Ai, ai, ai. Confesso que me dá certa preguiça voltar a este assunto. Os nomes próprios da onomástica portuguesa devem seguir as mesmas regras ortográficas dos substantivos comuns. Esta é a regra. Obviamente, há apegos ao passado que teimam em permanecer. Para o bem geral da língua, acho que é melhor aprender a conviver com alguns deles para salvar outros... Em breve vou ver gente escrevendo Dom Affõso Hẽrriques, afinal era a ortografia da época. Dantadd (α—ω) 14h27min de 14 de Julho de 2008 (UTC)
Não se trata de apegos ao passado. As duas formas continuam a ser usadas. GoEThe (discussão) 14h42min de 14 de Julho de 2008 (UTC)

Continuam a ser usadas, mas uma é errada. Mateus Hidalgo sim? 15h11min de 14 de Julho de 2008 (UTC)

Se apresentar uma fonte que diga que Eça de Queiroz está errado, não me oporei à moção. GoEThe (discussão) 15h23min de 14 de Julho de 2008 (UTC)

[1], [2] e [3]. Mateus Hidalgo sim? 15h50min de 14 de Julho de 2008 (UTC)

Alegre Realmente não me tirou as dúvidas, mas desde que o redirect com z seja mantido, não me vou opor mais. Sei que ainda há pessoas com o mesmo apelido que usam no bilhete de identidade a forma "errada", sei que a forma correcta actualmente de acordo com as regras é com s. As editoras e os jornais usam das duas formas. Mas de nada vale continuar a opor-me. Um abraço, GoEThe (discussão) 16h23min de 14 de Julho de 2008 (UTC)

É português? Alegre. É claro que os redirects serão mantidos, e é claro que pode haver uma nota no artigo falando sobre a antiga grafia do nome, mas, por mais que saibamos que há pessoas que até hoje usam, ou escrevem, Queiroz, isso não nos pode impedir de agir com correção e deixar a página sob o nome correto. Mateus Hidalgo sim? 16h46min de 14 de Julho de 2008 (UTC)

Sim, sou português. E inclusivamente morei numa rua Eça de Queiroz, que ainda hoje mantém a placa com Z. GoEThe (discussão) 16h51min de 14 de Julho de 2008 (UTC)

Se é pela norma vigente então, senhor Hidalgo vai passar a ser Mateus Idalgo (os "H" não caíram? - ex.: umidade) Luís 82.155.161.234 (discussão) 10h38min de 18 de Julho de 2008 (UTC)

Não passará porque é sobrenome espanhol. Estamos falando da onomástica em português. Esse argumento é bem batido, perguntam se o Juscelino Kubitschek não teria que ser chamado como Cubicheque. A resposta é não também, porque o sobrenome dele não está em português. Mateus Hidalgo sim? 12h38min de 18 de Julho de 2008 (UTC)

Então e vai mudar o nome do Carlos Queiroz (acho que ele não vai gostar muito ...) ou dos outros (muitos) Queiroz que andam por aí pela ptWiki? E nomes de localidades, também são substantivos? Então Queiroz e Daniel de Queiroz (pelo menos) também vão ter de mudar! Não tenho a certeza, mas grande parte dos nomes portugueses tem origem no "asturiano"/"leonês", ou seja no espanhol, logo Queiroz também deve ser -> não se deveria mudar! Esqueci-me de assinar - Luís 92.250.27.73 (discussão) 22h36min de 18 de Julho de 2008 (UTC)

Uma coisa é ter origem em outro idioma e a séculos estar no Português e a tempos ter a grafia muito bem definida (Queirós). Outra é realmente o nome estar em outro idioma (Hidalgo).
Quanto aos dois últimos exemplos dados por você não se pode mudar pois são municípios e, como tal, têm seus nomes definidos por lei (no Brasil é assim, dá-se o nome do jeito que se quer, sem ligar para o português, por mais que sejam nomes errados). Tanto é que em geral os municípios possuem uma nota lingüística explicando isso, como se pode ver em Queiroz#nota_nome. Quanto ao primeiro, estava sob no nome correto, Carlos Queirós, mas foi movido a alguns dias. Pelo que pesquisei há uma alternância entre a grafia correta e a errada deste nome, com uma preferência por esta, mas não consegui encontrar ainda algum site ou fonte que pudesse esclarecer melhor isso. Ademais, o nome correto é o que deveria ser usado, não importando o que esteja no bilhete de identidade da pessoa. Veja: nada pode obrigar a pessoa a assinar do jeito que ele não queira, nem a escrever o próprio nome de maneira diferente ao BI/RG, mas também todos são, ou deveriam ser, obrigados a respeitar o português e, ao fazer menção a ele, usar o nome correto. Às vezes se é mais flexível com relação às pessoas vivas, respeitando-lhes o nome que está no BI, mas para os já mortos não há nada que impeça que o nome seja grafado corretamente, inda mais se a pessoa já faleceu a muitas décadas, que é o caso do presente artigo.
Aconselho-o a ler os 3 links que deixei acima, caso ainda haja dúvidas. Mateus Hidalgo sim? 23h02min de 18 de Julho de 2008 (UTC)


1 - E esse "a tempos" é quanto? Não conheço a genealogia do Eça de Queiroz, mas o apelido ainda hoje existe, e assim mesmo, e não Queirós.

2 - Carlos Queiroz - é assim mesmo que está no site da Federação Portuguesa de Futebol, para além de todos os jornais que consultei, não chega? E se o nome dele é assim, quem somos nós para o mudar?

3 - "Ademais, o nome correto é o que deveria ser usado, não importando o que esteja no bilhete de identidade da pessoa." - isso é só a sua opinião e nada mais do que isso!

4 - O nome é (uma) das (poucas) coisas que fica depois de morto. Com que direito é que se lhe retira isso?

5 - Para quem se preocupa assim tanto com a Ortografia e o Português, você dá erros ortográficos a mais! Luís - 92.250.27.73 (discussão) 01h59min de 19 de Julho de 2008 (UTC)

  1. Também não conheço, mas o fato de existir esse uso não significa que esteja correto e nem que se aplique a esse caso. Existe Matheus aos montes (no Brasil) mas não deixa de ser errado;
  2. Também encontrei várias referências a Carlos Queirós, além disso foi assim que o artigo foi criado a mais de um ano;
  3. Não é só minha opinião. Ver [4], [5] e [6] e também o que Citação: Formulário Ortográfico de 1943 escreveu: «39. Os nomes próprios personativos, locativos e de qualquer natureza, sendo portugueses ou aportuguesados, estão sujeitos às mesmas regras estabelecidas para os nomes comuns. 40. Para salvaguardar direitos individuais, quem o quiser manterá em sua assinatura a forma consuetudinária. Poderá também ser mantida a grafia original de quaisquer firmas, sociedades, títulos e marcas que se achem inscritos em registro público.»;
  4. Já foi explicado isso;
  5. Então notou que não perfeito e erro como todos. Só não precisava desqualificar o debate e minhas idéias com isso. Mateus Hidalgo sim? 04h34min de 19 de Julho de 2008 (UTC)

Tentando de novo...acho que exaltei-me um pouco, pelo que peço desculpas se pareci rude ou dono da verdade, coisa que não sou de maneira alguma. Nem sou ninguém pra dizer que é errada uma palavra (pelo que me corrijo nesse ponto). Mas temos regras no português que tratam desse assunto e, como enciclopédia que somos, acredito que deveríamos respeitá-las. Já citei alguns links que mostram que Queirós é o mais adequado e o ortograficamente correto. Nada impede que haja notas e observações acerca da grafia de facto (aliás, é até importante isso) mas acredito piamente que esse artigo deveria estar com o título de acordo com a atual grafia. Mateus Hidalgo sim? 05h02min de 19 de Julho de 2008 (UTC)

Então, das duas uma! Ou é para todos ou então não há coerência! Se é para mudar muda-se tudo; nomes, localidades, etc.! E isso inclui Idalgo - se uma pessoa tem direito a conservar o nome de família e ninguém lhe pode tirar isso, seja o nome vindo de um ascendente directo espanhol ou de um ancestral longínquo - o tempo aqui não interessa. Além disso "Mas os indivíduos, cujo nome foi registado antes do acordo ortográfico de 1945, podem usar este apelido com a forma então vigente: com z e sem acento (Queiroz)"
Segundo: e isto interessa aqui na Wikipédia, por que nome é mais conhecido? "Google-o"!
P.S.: Não o quero obrigar a mudar de nome, nem nada que se pareça, estou é a utilizar um exemplo que lhe é próximo para perceber que não se pode mudar o nome a ninguém, mesmo já morto há muito tempo! Luís 89.214.11.124 (discussão) 23h52min de 19 de Julho de 2008 (UTC)

Mateus, o artigo Carlos Queiroz foi criado com o nome Queiroz pelo Rei-Artur em 2005. Uma coisa é alterar o nome de pessoas mortas há muito tempo para acompanhar a mudança de ortografia, outra é inventar nomes para pessoas vivas que tem BI e que tem apenas um nome oficial, o que está no bilhete de identidade. Sendo o nome ainda aceite pelas entidades oficiais em Portugal, o nome existe e é correcto. GoEThe (discussão) 00h32min de 20 de Julho de 2008 (UTC)

Goethe, foi falha minha. Eu vi que o artigo havia sido movido de Queirós para Queiroz e supus que tinha sido criado assim, só não reparei que antes havia sido movido de Queiroz para Queirós. Vou comentar lá na discussão do artigo sobre isso.
Luís, sobre a atualização ortográfica e o caso de Eça, já mostrei links pra que veja que não sou só eu a pensar assim. Pelo contrário, esta história de 8 ou 80 não cola pois, como disse, não há como mudar o nome dos municípios (no Brasil), por mais que se queira. Se é tudo ou nada, façamos isso: movamos o artigo Afonso I de Portugal para Dom Affõso Hẽrriques. Dará certo? E uma coisa é eu manter o meu direito de eu grafar meu nome e assinar como quiser, outro é o dos meios de comunicação de grafá-lo respeitando a ortografia. Isto: "Mas os indivíduos, cujo nome foi registado antes do acordo ortográfico de 1945, podem usar este apelido com a forma então vigente: com z e sem acento (Queiroz)" se refere a própria pessoa usar os nomes, nada diz sobre os outros assim grafarem. O próprio link que você cita, e os outros, corroboram a grafia Queirós do sobrenome do Eça.
Ah, encontrei esse link que trata do assunto, em especial o seguinte trecho:
"A regra não se aplica a Kubitschek, a Fritz, a Müller ou a Takamoto, porque, como todos sabem, esses nomes são estrangeiros. Mas se aplica a Arquimedes, a Mateus e a Jacó, que são nomes aportuguesados há séculos. Não impede que alguém se assine Archimedes, Matheus ou Jacob – nem mesmo Haphonssous ou Rhodrygo; diz a lei que cada qual poderá manter em sua assinatura a forma consuetudinária, isto é, habitual, de registro. Só não autoriza quem cita o nome a curvar-se ante tal excentricidade.
Mas que importam a lei e o acordo internacional firmado pelo Brasil, diante de um costume burro?"
Mateus Hidalgo sim? 18h06min de 20 de Julho de 2008 (UTC)

Bloqueio de movimento[editar código-fonte]

Fiz proteção de um dia de movimentação. Não sei quem esteja certo.--OS2Warp msg 23h12min de 17 de Outubro de 2008 (UTC)

Mas esperou que o Hidalgo mudasse de novo para proteger, hem OS2? hehe MachoCarioca oi 23h30min de 17 de Outubro de 2008 (UTC)

mudei esta merda --OS2Warp msg 23h32min de 17 de Outubro de 2008 (UTC)

Sim, mudou a merda para uma merda pior, com dois zês. Mateus Hidalgo sim? 23h35min de 17 de Outubro de 2008 (UTC)

Reverti todas as minhas edições.--OS2Warp msg 23h43min de 17 de Outubro de 2008 (UTC)

'Eça de Queirózz', ele vai se revirar no tumulo certamente rs MachoCarioca oi 23h45min de 17 de Outubro de 2008 (UTC)

Tenho certeza que Eça, se tivesse vivido após a reforma ortográfica, atualizaria seu nome sem qualquer melindre. A Wikipédia não é exercício de paleografia, não faz transcrições de registros, apenas reflete uma realidade editorial, seguida pelas melhores publicações (veja a Biblioteca Nacional de Portugal). Se temos Luís de Camões, temos Eça de Queirós. Dantadd (α—ω) 17h26min de 18 de Outubro de 2008 (UTC)
Da próxima vez que eu vir o OS2Warp chamar de "merda" a um artigo sobre um dos maiores expoentes da literatura portuguesa, vou aborrecer-me a sério. É mais fácil classificar a mudança para "Queirózz" ou "Queiróz" como merdosas do que o artigo. Cuidado com a linguagem. PatríciaR Commons*Meta 22h43min de 18 de Outubro de 2008 (UTC)

Minha posição aqui sempre foi a de defender o meu 'comum' aqui, da minha gente e ter pruridos com as coisas dos outros. Dificilmente me meto em votações de PEs de algo referente a Portugal, de coisas que desconheço, sempre escrevo lá, 'os portugueses são mais indicados para avaliar a relevancia'. O nome de Eça é Eça de Queiroz, Eça de Queirós é a adaptação do nome dele a uma nove regrinha de ortografia, não é ele. (comecei a ler Eça de Queiroz com 14)

Entretanto, ele é português, se me mostrarem aqui que o Eça de 'Queirós' é o uso comum para escreverem o nome dele em Portugal, independente de acordos ortograficos da academia não sei de onde, eu páro de mudar o titulo. Se seus patricios realmente escrevem seu nome assim, não sou eu que vou querer escrever como o nome dele é, na marra. Não queiram dar uma de OS2 comigo que sabem que não funciona, nunca funcionou, me convençam com o bom senso. Aguardo. MachoCarioca oi 08h40min de 19 de Outubro de 2008 (UTC)

Acho que a Patricia (a volta da filha pródiga) falou a serio com o OS2, melhor ele colocar as barbas de molho...MachoCarioca oi 08h45min de 19 de Outubro de 2008 (UTC)

Estou apenas de passagem. Não sei se vale como fonte, mas tenho alguns livros dele aqui em casa:
  • Da editora Livros do Brasil tenho "A Relíquia" (edição de 2000) e "A Ilustre Casa de Ramires" (edição de 2001). Esta editora grafa o nome como "Eça de Queiroz". Existem em ambos os livros notas finais sobre os mesmos e sobre Eça de autoria de Helena Cidade Moura, que usa sempre a grafia "Queiroz".
  • Da editora "Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses" tenho "Os Maias" (edição de 1986) e "Contos escolhidos" (1985). Esta editora grafa o nome como "Eça de Queirós". A introdução d'"Os Maias" é escrita por Esther de Lemos (sim, Esther, não Ester), que usa a grafia "Queirós". Os "Contos" tem a introdução (e selecção de histórias) por Maria das Graças Moreira de Sá, que escreve "Queirós".
  • Da Planeta DeAgostini (sabe-se lá como, pois nunca fiz colecções deles...) tenho "O Mandarim". Está grafado "Queirós". Não sei o ano (!) mas é uma edição recente.
Com isto tudo acabo por perceber que não tenho O Crime do Padre Amaro. Esse é para mim um problema maior que a grafia do nome do homem.
Acho que vocês estão a discutir o sexo dos anjos. Façam o que quiserem com esta informação. PatríciaR Commons*Meta 20h50min de 19 de Outubro de 2008 (UTC)
  • este caso não será igual aos casos que há em Portugal do Victor e do vítor? Há pessoas vivas com o nome Victor, porque na época era assim que se escrevia, e o nome próprio não se altera. -Pedro (discussão) 22h29min de 19 de Outubro de 2008 (UTC)

Eu tenho Patricia, manda o endereço que envio praí de presente rs MachoCarioca oi 00h01min de 20 de Outubro de 2008 (UTC)

  • Sem querer entrar no mérito dos nomes "atualizados", adquiri uma nova edição (dessas populares) de Os Maias (já que a "antiga" estava para lá de cinquentenária) da Editora Escala. Eça está Queirós... Ponto para o Dantadd, temos de dar o "braço a torcer" para estes casos. Mas quando o autor mudou a grafia do nome para sobressair ou diferenciar-se, será um grave erro a Wiki mudar (falo de casos como o do Zózimo Barrozo do Amaral, onde mudar o z por s seria um crime...)

Só para constar, essa edição não traz uma data... Conhecer ¿Digaê 03h03min de 20 de Outubro de 2008 (UTC)

Com o André. MachoCarioca oi 04h46min de 20 de Outubro de 2008 (UTC)

Minha opinião: o escritor grafava o seu nome como Eça de Queiroz, mas atualmente a grafia usual é Eça de Queirós. É claro que o apelido (= sobrenome) Queiroz ainda existe em Portugal (por exemplo, o atual selecionador nacional Carlos Queiroz); tal como ainda existe Menezes, a par do mais atual Meneses (por exemplo, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes). No caso de um escritor já falecido, sou de opinião que se deve optar por atualizar a grafia para Eça de Queirós que é, como disse, a designação vulgarmente usada para identificar o escritor entre nós. Um abraço, Manuel de Sousa (discussão) 23h18min de 24 de Outubro de 2008 (UTC)

Pobre Eça de Queiroz! Até o maior escritor de Portugal, um dos maiores do mundo se há-de vergar ao ultra-nacionalismo brasileiro! O que ele se riria da «reforma ortográfica» e como ele a zurziria, como outro génio universal, Fernando Pessoa a zurziu.--Lisboeta (discussão) 01h57min de 3 de março de 2009 (UTC)

Categoria[editar código-fonte]

Gente, se existe a Categoria:Eça de Queirós, esta pode muito bem incorporar outras categorias em que este artigo poderia ficar, tais como "escritores de Portugal", "maçons de Portugal", etc. Portanto, basta uma! Zoicite, 21 de novembro de 2008.

Não há consenso sobre este assunto. Muita gente discorda desta opinião (eu me incluo entre eles). RafaAzevedo msg 22h10min de 21 de Novembro de 2008 (UTC)

O grande escritor Eça de Queiroz não era maçon. Muito longe disso. --Lisboeta (discussão) 02h09min de 3 de março de 2009 (UTC)

Foi acrescentado que o Pai de Eça de Queiroz é brasileiro. O termo pode induzir duplamente em erro: a) uma das acepçõe do termo é a indicação da posse de uma nacionalidade e o pai de Eça nunca teve outra senão a portuguesa (em 1821 o Brasil não era independente); b) levar a crer numa ligação estável da família do grande Escritor à então colónia, quando o nascimento do Dr. Teixeira de Queiroz se deveu apenas ao acaso da carreira do avô de Eça, que foi magistrado quando a Corte Portuguesa se encontrava no Rio. Se o nacionalismo brasileiro - quer "nacionalizar" o Dr. Teixeira de Queiroz que indique que este nasceu naquela cidade, então domínio da Coroa Portuguesa, mas não lhe chame o que ele nunca foi. Bom seria que o grande Eça fosse também objecto de tal vontade apropriadora, através da sua leitura no Brasil, o que muito contribuíria para a qualidade da Lígua Portuguesa aí escrita.Lisboeta (discussão) 01h49min de 24 de março de 2009 (UTC)

Caro, a esta discussão são dispensáveis demonstrações de xenofobia gratuitas. --tony :: jeff ¿ 02h16min de 24 de março de 2009 (UTC)

Português ou "luso"[editar código-fonte]

Eça de Queiróz é um escritor português. A expressão "luso" ou lusitano não é sinónimo de português.Luso70 (discussão) 15h17min de 18 de março de 2012 (UTC)

O próprio Instituto Camões usa os dois termos na sua introdução ao artigo sobre Eça de QueirÓS. --Rui Silva (discussão) 16h32min de 18 de março de 2012 (UTC)

O que o intituto Camões usa ou não usa não interessa. «Luso» não é linguagem de enciclopédia mas uma mera fantasia. A nacionalidade de Eça de Queiroz é portuguesa e assim, segundo todas as regras, deve constar. Pode seguir o verbete da versão inglesa da wikipédia em Inglês. Bem sei que a wikipedia é mais um passatempo, do que propriamente uma enciclopédia, mas quando se possa ser rigoroso, deve-se sê-lo. Parece que realçou "OS", supostamente de "Queiros". Se pretendia ser uma correcção, agradeço que as guarde para outrém. Escrevo Queiroz - assim escrevia o grande Escritor. É grotesco - e inédito no mundo culto - mudar o nome dos grandes vultos históricos. Alguém imagina alterar a grafia de Shakespeare, mesmo que uma «reforma ortográfica»* mudasse o modo de escrever o nome do Génio? A ortografia de um nome faz parte da identidade de cada um e dos vultos históricos.

  • Nunca houve, claro está, qualquer «reforma» da ortografia da Língua Inglesa, como seria de esperar de uma grande língua da cultura e de países com taxa zero de analfabetismo.Luso70 (discussão) 15h19min de 19 de março de 2012 (UTC)
Esta Wikipédia não é inglesa, e cada língua tem suas particularidades, que têm origem em sua evolução histórica. Não se vai desprezar o termo luso só porque o senhor não gosta dele. Quanto ao Queirós, presumo que o senhor escreva o nome do autor d'Os lusíadas como "Camoens" — pois é assim que ele se assinava. Yanguas diz!-fiz 19h50min de 19 de março de 2012 (UTC)

Não se trata de gostar ou não gostar. "Luso" é um termo incorrecto. Eça de Queiroz não era luso, mas português. E como portugueses e não "lusos" constam nesta wikipédia várso outros escritores (Pessoa, Camilo, J. Dinis). Quanto à grafia "Camoens", não sabia que havia autógrafos de Camões! É uma enorme descoberta que deve comunicar ao mundo, se ainda não o fez. Embora a grafia que refere apareça de quando em quando, na 1ª edição dos Lusíadas, saída em vida do Poeta, Camões é a grafia usada, pelo que deveria ser a usada pelo Poeta. A sua comparação não colhe.Luso70 (discussão) 03h23min de 20 de março de 2012 (UTC)

Caro, você escreveu «Queiróz», o que é erro. Você pode escrever «Queiroz» (a grafia antiga) ou «Queirós» (a moderna), mas nunca «Queiróz». Quanto à palavra «luso», se consultar um dicionário verá que se trata de um sinónimo de lusitano e de português. Por isso, não é incorreto usar «luso» para se referir ao grande Eça. Quanto à 1.ª edição dos Lusíadas (de 1572), o nome do autor é referido como sendo «Luis de Camoẽs» (sem acento no "i" de Luís e Camões com o til no "e" em vez do "o"). Não sei se advoga que escrevamos assim o nome do poeta! Um abraço, -- Manuel de Sousa msg 22h06min de 21 de março de 2012 (UTC)

Queiroz: assim consta do monumental dicionário da Editora Caminho. O nome dos vultos históricos não se modifica. Eça de Queiroz é um escritor português, não luso ou lusitano. Tal como Saramago ou Pessoa, que constam, como já se referiu, com a nacionalidade correcta. A insistência em tal erro é incompreensível. Camões é a grafia da 1ª edição dos Lusíadas, sendo irrelevante para o caso alguma imprecisão ou lapso de tipografia. De uma coisa se pode ter a certeza: Eça de Queiroz é bem mais irredutivelmente contemporâneo do que qualquer grafia "moderna" produzida por grotescas «comissões».Luso70 (discussão) 04h51min de 27 de março de 2012 (UTC)

" Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. " - Frase que Eça de Queirós NUNCA escreveu[editar código-fonte]

Uma das frases recorrentes que, na contemporaneidade, em Portugal, é, de modo errado, frequentemente, atribuída a Eça de Queirós, tendo-se tornado um estereótipo português, para afirmar uma suposta vanguarda portuguesa da cidade de Lisboa, actual capital administrativa de Portugal, é " Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. "

Nunca Eça de Queirós, escritor da Região do Norte e um admirador da cultura urbana centro-europeia e que não se identificava com Lisboa, escreveu esta frase e nunca perfilhou essa noção, visto que, na realidade, sentia um certo desprezo por Lisboa, actual capital portuguesa, localizada na Estremadura, no Sul do país. Na realidade, a origem da frase onde, de modo impreciso e errado, se deduziu essa frase " Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. ", que Eça de Queiros nunca escreveu, reporta-se à passagem da obra Os Maias (1888), que se refere a uma fala de Ega:

«– Lisboa é Portugal – gritou o outro. – Fora de Lisboa não há nada. O país está todo entre a Arcada e S. Bento!...» (Os Maias, cap. VI). A passagem pretende apenas realçar o centralismo administrativo e político da cidade de Lisboa e criticar esse centralismo. Daí a expressão "O país está todo entre a Arcada e S. Bento!..." , ou seja, entre o Terreiro do Paço e o Palácio de São Bento, edifícios do poder central, político e administrativo. Essa passagem da obra Os Maias (1888) não exalta a cidade de Lisboa e não pretende, de modo algum, defender uma suposta vanguarda da cidade de Lisboa, que Eça de Queirós (escritor com origens familiares nas velhas famílias troncais do Entre-Douro-e-Minho, muito influenciado por essa região berço de Portugal, enquadrada na sua região mais antiga e populosa que é a Região do Norte ), nunca perfilhou, para além de considerar Lisboa uma cidade provinciana e uma má capital, como se pode deduzir a partir da obra A Capital (1925, póstumo).

Os Maias (1888) são, precisamente, uma crítica de costumes que nos mostra uma capital, Lisboa, que se dissolve, incapaz de se regenerar. Assim, essa passagem do capítulo VI d'Os Maias pretende apenas realçar o centralismo político e administrativo do poder central de Portugal, localizado na cidade de Lisboa, sendo uma crítica a esse centralismo excessivo por parte de Eça de Queirós. Cá está o exemplo de uma noção errada, visto que Eça de Queirós nunca escreveu a frase: “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem.” Mas essa frase, que Eça não escreveu, passou, para o quotidiano dos portugueses e da sociedade portuguesa, como verdadeira.

Nome do autor era Queiroz, não Queirós[editar código-fonte]

Seguem três links de páginas de instituições (duas de Portugal e uma do Brasil) que dizem que o nome deve ser grafado Queiroz, não Queirós, uma vez que na nova ortografia (em vigor a partir de 2015) se revogou a regra antiga que mandava atualizar nomes de mortos: [1][2][3] 179.229.111.70 (discussão) 04h51min de 7 de fevereiro de 2016 (UTC)

  1. «Eça com Z, se faz favor - Público.pt». PÚBLICO. Consultado em 7 de fevereiro de 2016 
  2. «Eça de Queiroz ou Eça de Queirós? - Pórtico da Língua Portuguesa». porticodalinguaportuguesa.pt. Consultado em 7 de fevereiro de 2016 
  3. «Ruy Barbosa ou Rui Barbosa? Euclides ou Euclydes? Queiroz ou Queirós?». DicionarioeGramatica.com. Consultado em 7 de fevereiro de 2016