Domingos Simões Pereira

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Domingos Simões Pereira
Nascimento 1964 (54 anos)
Farim
Cidadania Guiné-Bissau
Alma mater Universidade do Estado da Califórnia
Ocupação político
Página oficial
http://www.paigc.org

Domingos Simões Pereira GCIH (Farim, Guiné-Bissau, 20 de outubro de 1963) é um politico guineense, que serviu como primeiro-ministro de seu país entre 3 de julho de 2014 e 20 de agosto de 2015; desde 2008 é presidente do PAIGC, partido histórico da independência da Guiné-Bissau.[1] Foi antigo secretário executivo da CPLP entre 2008 e 2012.[2]

Formado em engenharia civil e ciências políticas, exerceu diversas funções governamentais[3].

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de pai agricultor, pequeno proprietário forçado a abandonar a propriedade, devido ao início da guerra de independência. Segue para Bissau e logo depois, em 1969, para Cacheu, onde frequenta o ensino primário. Em 1974, integra um dos primeiros grupos de pioneiros que, no Liceu Nacional Honório Barreto, rebatizado de Kwame Nkrumah. Com a conclusão do ensino liceal, é selecionado para professor de formação militante, o que assume para o curso noturno, enquanto que, durante o dia, leciona matemática no então Centro de Formação Técnico Profissional e na Escola dos Técnicos da Saúde (Enfermagem).

Em 1982 beneficia de uma bolsa de formação para a União Soviética e lá, integra a associação dos estudantes da Guiné-Bissau em Odessa.

Carreira[editar | editar código-fonte]

De volta a Bissau ganha uma bolsa de mestrado para o exterior, e até 1994 permanece nos Estados Unidos, na Universidade Estatal de Fresno, onde conclui o programa de Mestrado em Ciências Técnicas da Engenharia Civil na especialidade de estruturas. Domingos Pereira regressa à Guiné-Bissau em julho de 1994, e acompanha os últimos dias da campanha eleitoral para as primeiras eleições multipartidárias do país. De dezembro de 2006 até à data da última nomeação foi conselheiro do Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau[4] para as Infra-estruturas por conta do Banco Mundial, ocupa-se dos transportes e comunicações, nomeadamente da renegociação dos contratos de concessão das telecomunicações, dos portos e do acordo aéreo com Portugal, mas também assiste o governo na estruturação da agência de regulação e no licenciamento da primeira licença de celulares no país.

Com a vitória do PAIGC, é chamado ao governo e assume as funções de Ministro das Obras Públicas entre 2004 e 2005. Aceita o desafio de organizar a 6° Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP. Concluída essa missão, aceita então o convite dos bispos da Igreja Católica de Guiné-Bissau à dirigir a Caritas da Guiné-Bissau na qualidade de secretário-geral.

No Congresso de Gabu é eleito membro da comissão permanente do Bureau Político do PAIGC e, mantém de cumprir a missão conferida meses antes pelo Presidente da República, secretário executivo da CPLP. Durante os quatro anos de mandato, apostou na afirmação da organização no plano internacional e junto da sociedade civil; desenvolveu ações concretas de parceria e cooperação nos mais variados domínios; não descuidou da importância do português e da cultura que une e diversifica a identidade dos povos da CPLP. Paralelamente, Domingos Simões Pereira reconheceu a importância de se dotar ainda melhor tecnicamente, e por isso a inscrição no programa de doutoramento em ciências políticas e relações internacionais na Universidade Católica Portuguesa em Lisboa.

A 18 de Setembro de 2012, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.[5]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]