Eritema infeccioso

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Eritema infeccioso
Criança de 16 meses com Eritema infeccioso
Classificação e recursos externos
CID-10 B08.3
CID-9 057.0
DiseasesDB 4442
MedlinePlus 000977
MeSH D016731
Star of life caution.svg Aviso médico

O Eritema Infeccioso, também conhecido como quinta doença, é uma doença infecciosa geralmente inócua da infância causada pelo parvovírus B19.[1]

Vírus B19[editar | editar código-fonte]

O vírus B19 é o único vírus patogénico para o homem da família dos parvovírus. O seu genoma é de DNA simples (unicatenar), e é um dos menores vírus, com apenas 20 nanómetros.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Eritema facial devido ao vírus B19 em criança

É infecciosa por contacto directo e de secreções e causa epidemias em crianças. É uma das cinco doenças com exantema da infância: as outras quatro são sarampo, varicela, roséola e rubéola.[2] [3]

Em estudos sorológicos foi demonstrado que metade da população adulta sofreu infecção por este vírus em alguma altura da vida.

Progressão e Sintomas[editar | editar código-fonte]

Eritema devido a infecção com B19 nas mãos de criança

O parvovirus B19 dissemina-se até à medula óssea, onde se multiplica no interior das células estomáticas precursoras das hemácias, destruindo-as. Em pessoas normais a velocidade de destruição não causa problemas maiores, mas em pessoas que já sofriam de alguma forma de anemia, a redução dos glóbulos vermelhos pode levar a crise aplástica perigosa. Em pessoas adultas saúdaveis usualmente não causa qualquer sintoma. Nas crianças causa muitas vezes exantema na face e membros. Essa mácula avermelhada de contornos mal definidos na bochecha da criança é semelhante à vermelhidão que surge após uma bofetada, donde vem o seu nome de síndrome da bofetada. Pode complicar raramente em artrites moderadas e resolúveis por si só, mas o seu curso é quase sempre benigno.[2] [3] Nas mulheres grávidas no entanto, pode causar abortos e mal-formações (hydrops fetalis), mas com muito menor frequência que outras doenças como a rubéola.[4]

Diagnóstico e Tratamento[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico é por detecção de anticorpos especificos contra o vírus, por imunofluorescência. A observação ao microscópio electrónico ou detecção do seu DNA por PCR também é usada.

Não há tratamento nem é necessário porque é praticamente inócua.

Referências

  1. Weir E. (março 2005). "Parvovirus B19 infection: fifth disease and more". CMAJ 172 (6): 743. DOI:10.1503/cmaj.045293. PMID 15767606.
  2. a b Sabella C, Goldfarb J. (outubro 1999). "Parvovirus B19 infections". Am Fam Physician 60 (5): 1455–60. PMID 10524489.
  3. a b Servey JT, Reamy BV, Hodge J. (fevereiro 2007). "Clinical presentations of parvovirus B19 infection". Am Fam Physician 75 (3): 373–6. PMID 17304869.
  4. Altman, Lawrence K. "THE DOCTOR'S WORLD", 30 de novembro de 1982. Página visitada em 7 de novembro de 2009.