Gazeta Mercantil: diferenças entre revisões

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<br/>'''Interrupção da 'Gazeta Mercantil' é momentânea, diz dono do jornal'''
== Texto de cabeçalho ==
<br/>

<br/>Jornal econômico deixou de circular nesta semana.<br/>
<br/>CBM, que administrava jornal, devolveu 'Gazeta' ao antigo dono.<br/>


O dono do jornal 'Gazeta Mercantil, Luiz Fernando Levy, informou em nota à imprensa que a interrupção da circulação do diário econômico é "momentânea".

"Queremos esclarecer que a mencionada interrupção é momentânea e, no menor tempo possível, a Gazeta Mercantil voltará a circular com os padrões de credibilidade, que constituíram seu paradigma de excelência, até o alijamento de Luiz Fernando Ferreira Levy da direção editorial, em virtude do qual este ficou impedido de exercer as funções e encargos de 'guardião da marca', que os contratos com a CBM lhe atribuem", diz o empresário em nota, divulgada na noite de segunda (1º).

A 'Gazeta' não circula desde a sexta-feira (29), quando a empresa de comunicação Companhia Brasileira de Multimídia (CBM) anunciou que seria a última edição sob sua responsabilidade. Na ocasião, a empresa disse que se Levy não tomasse providências, o jornal não circularia a partir de segunda (1º).

A CBM, que administrava o jornal desde 2003, alegou que estaria herdando dívidas trabalhistas não previstas no contrato de administração do jornal com Levy e devolveu o diário econômico.

Em nota, Levy afirmou que a interrupção da publicação foi decicida unilateralmente pela CBM. "Sentimo-nos obrigados a informar que a CBM, ao tomar a drástica decisão de denunciar de modo unilateral o contrato, arcará com todos os encargos decorrentes deste ato, que nós repudiamos e enfrentaremos com decisão."

Na quinta (28), os funcionários da 'Gazeta Mercantil' foram comunicados que a última edição sob responsabilidade da CBM seria a de sexta e que a partir de segunda eles entrariam de férias por 30 dias. Antes do término do período, alguns poderiam ser chamados para outros jornais do grupo, como o "Jornal do Brasil". Quem não fosse realocado em 30 dias, entraria novamente em férias pelo mesmo período.

A CBM disse ainda na semana passada que no período em que os funcionários estivessem de férias, "continuará se mantendo à disposição da 'Gazeta Mercantil' para apoiar a continuidade do jornal". A CBM disse ainda que manterá em stand-by toda a equipe de conteúdo para o caso de Levy decidir que a 'Gazeta' continuará a circular normalmente.

Veja a íntegra do comunicado.

"COMUNICADO

A GAZETA MERCANTIL S/A e a GAZETA PARTICIPAÇÕES S/A, proprietárias da marca GAZETA MERCANTIL dada em usufruto e licenciada à CBM, lamentam o brusco encerramento das negociações entabuladas com esta, as quais objetivavam a continuidade da publicação do Jornal Gazeta Mercantil, sem a interrupção decidida unilateralmente pela usufrutuária e licenciada.

Entretanto, queremos esclarecer que a mencionada interrupção é momentânea e, no menor tempo possível, a Gazeta Mercantil voltará a circular com os padrões de credibilidade, que constituíram seu paradigma de excelência, até o alijamento de Luiz Fernando Ferreira Levy da direção editorial, em virtude do qual este ficou impedido de exercer as funções e encargos de “guardião da marca”, que os contratos com a CBM lhe atribuem.

Esses fatos, contudo, serão discutidos em foro próprio e não se constituem na razão deste comunicado, cuja finalidade é tranqüilizar anunciantes, assinantes, leitores e o público em geral, dando-lhes a certeza de que logo o Jornal voltará a circular com a qualidade que sempre o pautou, quando de nossa gestão, durante quase 90 anos. Assim, sentimo-nos obrigados a informar que a CBM, ao tomar a drástica decisão de denunciar de modo unilateral o contrato, arcará com todos os encargos decorrentes deste ato, que nós repudiamos e enfrentaremos com decisão.

GAZETA MERCANTIL S/A
GAZETA MERCANTIL PARTICIPAÇÕES S/A"

<br/>Fonte: G1 São Paulo<br/>
<br/>02/06/2009<br/>
<br/>http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1179617-9356,00-INTERRUPCAO+DA+GAZETA+MERCANTIL+E+MOMENTANEA+DIZ+DONO+DO+JORNAL.html<br/>

Revisão das 17h43min de 2 de junho de 2009

Gazeta Mercantil, fundado em 1920 como um boletim diário do mercado, é o mais tradicional jornal de economia do Brasil durante anos foi dirigido pela família Herbert Levy . Passou por várias crises nos últimos anos, tem uma equipe reduzida, mas ainda supera largamente em vendas e tiragem (com 140 mil exemplares) outros importantes jornais econômicos do país, como Valor Econômico e Jornal do Commercio. Atualmente, o controle do jornal é do empresário Nelson Tanure, do grupo Docas Investimentos. Além da Gazeta Mercantil, o empresário também administra o carioca Jornal do Brasil (JB) e a revista Forbes no Brasil.

A crise que deflagrou na transferência do controle acionário da família Levy para Nelson Tanure ocorreu no final da década de 90 e início dos anos 2000. Após anos de liderança absoluta no mercado, as contas da empresa se deterioraram e, ao mesmo tempo, a direção do jornal decidiu ampliar as áreas de atuação, com uma investimentos em internet e televisão. As novas áreas contaram com parceiros que foram a Portugal Telecom, antiga controladora da Telesp Celular - atualmente Vivo, na web e a TV Bandeirantes e a TV Gazeta, controlada pela Fundação Cásper Líbero, na televisão.

O jornal passou pela crise e uma drástica reestruturação nos últimos anos. Atualmente, conta com uma redação unificada com os demais produtos jornalísticos da empresa, o JB, Forbes e a agência de notícias InvestNews.

Tiragem de 70 mil exemplares de acordo com levantamento do IVC de julho/2007

Luiz Fernando Levy, herdeiro do jornal Gazeta Mercantil, que circulou pela última vez no dia 29 de maio de 2009 após quase 90 anos de existência, disse que o jornal vai voltar. Ele não sabe como, nem de quem seriam os recursos, mas garante que está em negociações. Levy disse que vai processar o dono da CBM , o empresário Nelson Tanure, do Grupo Docas Investimentos. "Não tenho nada a ver com o que está acontecendo. O problema é dele. Ele me deve e não me pagou. Eu não tenho pressa em receber e vou entrar na Justiça com processo de perdas e danos."

Desde a última sexta-feira, alegando inviabilidade econômica para tocar o jornal em virtude de pagamentos de dívidas - sendo a parte mais conhecida o passivo trabalhista de cerca de R$ 200 milhões -, a CBM rescindiu o contrato de arrendamento da marca Gazeta Mercantil, celebrado em 2003. Em comunicado, Levy lamentou o encerramento das negociações e diz que Tanure estaria "apavorado" com a possibilidade de os débitos fiscais, estimados em mais de R$ 800 milhões, virem a ser cobrados de suas empresas, como já acontece com o passivo trabalhista.

O diretor jurídico da CBM, Djair Rosa, reconheceu que há risco de a Justiça Federal adotar o mesmo princípio de sucessão das dívidas, a pedido da Receita Federal. Ele calcula que o montante total possa ultrapassar R$ 1 bilhão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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