Herbert Levy

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Herbert Levy
Deputado federal por  São Paulo
Período 1947–1949, 1951–1967 e 1969–1987
Vida
Nascimento 2 de novembro de 1911
São Paulo, SP
Morte 15 de janeiro de 2002 (90 anos)
São Paulo, SP
Dados pessoais
Partido PD, UDN, ARENA, PP, PDS, PFL, PSC,
Profissão Empresário, político e banqueiro

Herberti Victor Levy GOIH (São Paulo, 2 de novembro de 1911 — São Paulo, 15 de janeiro de 2002) foi um empresário, político e banqueiro brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formado em Ciências Políticas e Sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Na década de 1940 fundou o Banco da América, instituição que se fundiu ao Banco Itaú em 1969, grupo do qual foi presidente do conselho por dezessete anos.

Fundador dos jornais Gazeta Mercantil e Notícias Populares, Levy foi deputado federal por dez mandatos consecutivos, entre 1947 e 1987, pela UDN, Arena, Partido Popular, PDS, PFL e PSC e secretário da Agricultura do Estado de São Paulo em 1967, durante a administração Abreu Sodré.[1] Em 1992, fundou o PCDN (Partido Cívico de Desenvolvimento Nacional), que disputaria somente as eleições municipais daquele ano.

A 2 de fevereiro de 1968 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.[2]

Foi também um ferrenho opositor do governo de João Goulart. Com o advento da redemocratização do país, foi um dos principais financiadores da vitoriosa campanha de Jânio Quadros à prefeitura de São Paulo nas eleições de 1985.

Foi ainda fazendeiro e agricultor, adquirindo a Fazenda Santa Maria (ex-Fazenda Tanquinho), em Campinas, estado de São Paulo que pertenceu ao doutor José de Queiroz Aranha e anteriormente ao barão de Anhumas, Manuel Carlos Aranha.[3]

Logo após o Golpe, o deputado Herbert Levy conseguiu criar uma CPI da Comal, a empresa de exportação de café de Simonsen. Na CPI, Levy conseguiu que o novo regime cancelasse a licença da empresa para comercialização de café, sem que ela tivesse um único título protestado.

Quando o novo governo, ignorando acordos assinados pela Comal com as autoridades monetárias, concluiu que a empresa tinha para com o Estado uma dívida de café no valor de US$ 23 milhões, Simonsen ofereceu seu vasto patrimônio como garantia para continuar operando. O Banco do Brasil fez as contas e concordou com a proposta, mas, logo em seguida, voltou atrás. O incrível é que depois, ainda em plena ditadura, Levy viu rechaçadas pelo Supremo Tribunal Federal todas as acusações que fizera à Comal. Mas as empresas de Simonsen, àquela altura, já tinham sido fechadas, fracionadas ou vendidas.

Referências

  1. %5bSul21%5d http://www.sul21.com.br/jornal/o-caso-panair-o-esquecimento-de-que-a-ditadura-fazia-mais-que-torturar/=[Sul21]. Consultado em 27 de fevereiro de 2014  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  2. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Herbert Levy". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2 de abril de 2016 
  3. Tanquinho, Campinas