Falácia do escocês de verdade

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Falácia do escocês de verdade é uma tentativa ad hoc para manter uma afirmação não fundamentada.[1] Pode ser chamado de apelo à pureza como forma de rejeitar críticas relevantes ou falhas no seu argumento.  Quando confrontados com um contra-exemplo a uma tentativa de generalização universal ("nenhum escocês faria tal coisa"), em vez de negar o contra-exemplo ou rejeitar a declaração original, esta falácia modifica o objeto da afirmação, para excluir esse caso específico ou outros como ele com retórica, sem referência a uma regra objetiva específica ("nenhum verdadeiro escocês faria tal coisa").[2]

Exemplos[editar | editar código-fonte]

O Professor de filosofia Bradley Dowden explica a falácia como um "resgate ad hoc" de uma tentativa de generalização refutada.[1]O que segue é uma versão simplificada da falácia:[3]

A: "Escoceses não colocam açúcar no mingau."
B: "Mas o meu tio escocês Angus gosta de açúcar no seu mingau."
A: "Ah sim, mas nenhum verdadeiro escocês coloca açúcar no mingau."

O ensaísta Spengler comparou fazer a distinção entre democracias "maduras", que nunca começam guerras, e "democracias emergentes", que podem iniciar-las, com a falácia "nenhum verdadeiro escocês". Spengler alega que "cientistas políticos" tenham tentado salvar "o dogma acadêmico dos Estados Unidos", que democracias nunca iniciam guerras de contra-exemplos, afirmando que nenhuma democracia verdadeira começa uma guerra.[3] (Veja a teoria da paz democrática.)

Origem[editar | editar código-fonte]

A introdução do termo é atribuído[4] ao filósofo britânico Antony Flew, que em seu livro de 1975, 'Thinking About Thinking', escreveu:[2]

Imagine Hamish McDonald, um escocês, sentado com seu Glasgow Morning Herald e vendo um artigo sobre como o "Maníaco Sexual de Brighton Ataca Novamente". Hamish está chocado e declara que "Nenhum escocês faria tal coisa". No dia seguinte ele se senta para ler seu Glasgow Morning Herald novamente; e, desta vez, encontra um artigo sobre um homem de Aberdeen cujas ações brutais fazem o maníaco sexual de Brighton parecer quase cavalheiresco. Esse fato mostra que Hamish estava errado em sua opinião, mas ele vai admitir isso? Não é provável. Desta vez ele diz: "Nenhum escocês de verdade faria tal coisa".

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b No True Scotsman, Internet Encyclopedia of Philosophy
  2. a b Flew, Antony (1975), Thinking About Thinking: Do I Sincerely Want to Be Right?, ISBN 978-0-00-633580-1, London: Collins Fontana 
  3. a b Goldman, David P. (31 Jan 2006). «No true Scotsman starts a war». Asia Times. Consultado em 1 December 2014. political-science professors... Jack Mansfield and Ed Snyder distinguish between "mature democracies", which never, never start wars ("hardly ever", as the captain of the Pinafore sang), and "emerging democracies", which start them all the time, in fact far more frequently than do dictatorships  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. «Obituary: Prof. Antony Flew», The Scotsman, 16 April 2010  Verifique data em: |data= (ajuda)