Fernando Luís Osório

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Fernando Luís Osório
Nome completo Fernando Luís Osório
Nascimento 30 de maio de 1848
Bagé
Morte 26 de novembro de 1896 (48 anos)
Progenitores Pai: Marquês do Erval
Ocupação jornalista, professor, escritor e advogado

Fernando Luís Osório (Bagé, 30 de maio de 184826 de novembro de 1896) foi um jornalista, professor, escritor, diplomata, maçom[1] e advogado brasileiro.

Filho do Marquês do Erval, cursou seu ensino preparatório em Pelotas, depois seguiu os estudos na Faculdade de Direito de São Paulo.[2] Ainda estudante apresentou-se para lutar na Guerra do Paraguai, apesar de ter começado o treinamento militar, foi dispensado por ordens de seu pai.[2] Retornou aos bancos escolares, estudante do 4° ano, participou do movimento acadêmico em 1871, causado pela reforma da metodologia de exames.[2] Foi punido com a perda de dois anos de estudo, tendo então se dirigido à Pernambuco, onde formou-se na Faculdade de Direito do Recife.[2] Enquanto estudante, prestava assistência jurídica àqueles que não podiam pagar e participava do movimento abolicionista.

Depois de formado, retornou ao Rio Grande do Sul, instalando-se em Pelotas, onde instalou aulas noturnas para adultos e fez campanha contra os jesuítas. [2] Em Santana do Livramento criou uma associação literária para conferências populares.[2]

Deputado provincial eleito em 1874, tomou partido de seu pai nas disputas com Gaspar da Silveira Martins. Eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul em 1880. Foi o único representante gaúcho a votar a favor da proposta de Joaquim Nabuco para a abolição da escravidão no Brasil, também foi a favor do serviço militar obrigatório.[2]

Foi presidente da União Republicana de Pelotas e depois da Proclamação da República, em 1891, foi eleito à Assembléia Constituinte estadual. [2]

Foi redator dos jornais A Tribuna Liberal e O Acadêmico, ambos de São Paulo; Diário de Pelotas, onde encarregou-se da seção de política, a partir de 1874; fundou A Discussão, Pelotas, 1881, órgão do partido liberal.[2]

Em 1891 escreveu a letra do Hino Republicano Riograndense.[2] Em 25 de abril de 1894, foi nomeado, pelo marechal Floriano Peixoto, ministro plenipotenciário do Brasil em Buenos Aires e 5 meses depois foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal.[2]

Nos últimos anos de sua vida escreveu a biografia de seu pai História de Manoel Luiz Osório, o Marquês do Herval, por seu filho, com mais de 700 páginas, que lhe valeu o acesso ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.[2]

É pai de Fernando Osório Filho.

Referências

  1. BLAKE, Sacramento (1895). Diccionario Bibliographico Brazileiro: v. 3 (PDF) (Rio de Janeiro: Imprensa Nacional). p. 342. 
  2. a b c d e f g h i j k l PORTO-ALEGRE, Achylles. Homens Illustres do Rio Grande do Sul. Livraria Selbach, Porto Alegre, 1917.
  • BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. Diccionario bibliographico brazileiro. Typographia Nacional, Rio de Janeiro, 1893.
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