Força Multinacional no Iraque

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A "coalizão da boa-vontade" nomeada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em 2003.

Em novembro de 2002, o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em visita à Europa para uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), declarou que "se o presidente iraquiano Saddam Hussein optar por não se desarmar, os Estados Unidos vão liderar uma coalizão de boa-vontade para desarmá-lo".[1]

A administração Bush reuniu países que apoiaram, militarmente ou verbalmente, a invasão de 2003 e a subsequente presença da coalizão militar no Iraque após a invasão. A lista original lançada em março de 2003 incluía 46 membros.[2] Em abril de 2003, a lista foi atualizada para incluir 49 países, apesar de ter sido reduzida para 48 depois da Costa Rica se opor à sua inclusão. Dos 48 países da lista, três contribuíram com tropas para as forças de invasão (o Reino Unido, Austrália e Polônia) e 37 países forneceram tropas para apoiar as operações militares após o fim da invasão.

A lista de membros da coalizão fornecida pela Casa Branca incluía várias nações que não tinham a intenção de participar em operações militares reais. Algumas delas, como Ilhas Marshall, Micronésia, Palau e Ilhas Salomão, sequer têm exércitos permanentes. No entanto, através do Tratado de Livre Associação, os cidadãos das Ilhas Marshall, Palau e dos Estados Federados da Micronésia tem as garantias nacionais dos norte-americanos e, portanto, estão autorizados a servir nas Forças Armadas dos Estados Unidos. Os membros dessas nações insulares tinham implantado uma força combinada do Pacífico, composta por unidades guamesas, havaianas e samoanas. Eles foram enviados duas vezes ao Iraque. O governo de um país, as Ilhas Salomão, listado pela Casa Branca como um membro da coalizão, aparentemente não tinha conhecimento sobre tal associação e prontamente a negou.[3]

Em agosto de 2009, todos os membros não norte-americanos da coalizão se retiraram do Iraque.[4] Como resultado, a "Força Multinacional do Iraque" foi rebatizada e reorganizada para as "Forças dos Estados Unidos no Iraque" em 1 de janeiro de 2010, pondo fim oficialmente à coalização militar.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Bush: Join 'coalition of willing'». CNN. 20 de novembro de 2002. Consultado em 30 de abril de 2010 
  2. Althaus, Scott; Leetaru, Kalev (25 de novembro de 2008). «Airbrushing History, American Style». University of Illinois Cline Center for Democracy. Consultado em 2 de fevereiro de 2011. Arquivado do original em 30 de janeiro de 2011 
  3. Perrott, A.: Coalition of the Willing? Not us, say Solomon islanders. The New Zealand Herald, March 27, 2003..
  4. «9010 DoD report, June 2009» (PDF). Consultado em 27 de agosto de 2014. Arquivado do original (PDF) em 2 de setembro de 2009 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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