Relações entre Estados Unidos e Iraque

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Relações entre Estados Unidos e Iraque
Bandeira dos Estados Unidos   Bandeira do Iraque
Mapa indicando localização dos Estados Unidos e do Iraque.
  Iraque


As relações entre Estados Unidos e Iraque são as relações diplomáticas estabelecidas entre os Estados Unidos da América e a República do Iraque. Os Estados Unidos reconheceram o Iraque em 9 de janeiro de 1930, quando Charles G. Dawes, o embaixador norte-americano para o Reino Unido, assinou a Convenção Anglo-Americana-Iraquiana em Londres.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História do Iraque

As dinâmicas internacionais pós-Segunda Guerra Mundial atraíram gradativamente os Estados Unidos para uma relação política mais profunda com o Iraque. O início da Guerra Fria provocou temores em Washington com relação ao expansionismo da União Soviética para o Oriente Médio e gerou uma determinação entre os líderes americanos de impedir a propagação do Comunismo no Iraque.

Financeiramente drenada pela Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha se mostrou incapaz de manter a sua posição de domínio imperial no país. As tensões intra-regionais, sobretudo o conflito da Palestina, que surgiu como a primeira guerra árabe-israelense em 1948, também desestabilizou a região. O surgimento do nacionalismo árabe anti-ocidente, uma reação ao legado do imperialismo britânico e o apoio dos Estados Unidos à Israel, entre outros fatores, minou a popularidade local da monarquia pró-ocidental em Bagdá.

No final dos anos 1940 e 1950, as autoridades americanas procuraram estabilizar o Iraque. Eles ajudaram a negociar uma retirada das forças militares iraquianas do território palestino, como parte de um plano mais amplo para terminar a primeira guerra árabe-israelense. Eles incentivaram a Indústria Petrolífera Iraquiana a aumentar a produção de petróleo e compartilhar uma parcela maior de suas receitas com o governo iraquiano. Também forneceram ajuda econômica e militar ao governo do Iraque.

Em 1955, os Estados Unidos designaram o Iraque como um membro fundador do Pacto de Bagdá, uma parceria de defesa anti-soviética que unia o Iraque, Irão, Paquistão, Turquia e Grã-Bretanha, com o apoio informal dos Estados Unidos.

Nas últimas décadas, as relações entre ambos os países sofreram graves turbulências devido, por exemplo, à invasão do Kuwait em 1990 pelo Iraque, o que levou os Estados Unidos e uma coalizão internacional a lançarem uma ofensiva militar e uma invasão ao território iraquiano, que culminou no conflito conhecido como Guerra do Golfo. Em 2003, os Estados Unidos voltaram a invadir o Iraque, em uma guerra sangrenta que durou quase 9 anos. Este conflito teve o seu início devido à desconfiança norte-americana de que o Iraque, na época governado por Saddam Hussein, estivesse desenvolvendo armas de destruição em massa, e que o ditador teria ligações com a organização terrorista islâmica Al-Qaeda.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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