Nouri al-Maliki

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Nouri al-Maliki
Nouri Kamil Mohammed Hasan al-Maliki
Maliki em 2006.
Vice-presidente do  Iraque
Período 9 de setembro de 2014 - 11 de agosto de 2015
Antecessor(a) Khodair al-Khozaei
Primeiro-ministro do  Iraque
Período 20 de maio de 2006 - 8 de setembro de 2014
Antecessor(a) Ibrahim al-Jaafari
Sucessor(a) Haider Al-Abadi
Dados pessoais
Nascimento 20 de junho de 1950 (68 anos)
Hindiya, Iraque
Alma mater Faculdade Usul al-Din
Universidade de Bagdá
Cônjuge Faleeha Khalil
Partido Partido Islâmico Dawa
Coalizão do Estado da Lei
Religião Muçulmano xiita
al-Maliki e o presidente americano George W. Bush em 2006.

Nouri Kamel al-Maliki (em árabe: نوري كامل محمد حسن المالكي; Abu Gharaq, 20 de junho de 1950), também conhecido como Jawad al-Maliki, foi Primeiro-ministro do Iraque de 2006 a 2014. Al-Maliki é da corrente xiita, e é líder do Partido Islâmico Dawa, que antigamente era considerado pelo ocidente uma organização terrorista por seus bombardeios às embaixadas americana e francesa. O governo de al-Malaki sucedeu ao Governo de Transição do Iraque. Seu gabinete, composto por trinta e sete ministros, foi aprovado pela Assembléia Nacional e assumiu em 20 de maio de 2006.[1] Ele foi reeleito pelo parlamento em 2010. Em 11 de agosto de 2014, seu mandato chegou ao fim com a escolha de Haider Al-Abadi para primeiro-ministro.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nouri Kamel al-Maliki nasce em Abu Gharaq, um vilarejo ao sul do Iraque situado entre Carbala e Al Hillah, em 1950. Estuda em Al Hindiyah, se bacharela na Faculdade Usul al-Din de Bagdá, e faz mestrado em literatura árabe na Universidade de Bagdá. Al-Maliki mora por um tempo em Al Hillah, onde trabalha na secretaria de educação, mas se alista no Partido Islâmido Dawa no fim dos anos 60 enquanto estuda na Universidade.

Em 1980, o governo de Saddam Hussein sentencia al-Maliki à morte pelo seu ativismo no Dawa, e após isto, ele passa a viver em exílio, no Irão e na Síria. Neste último, ele lidera o Escritório Jihad, uma filial responsável por dirigir os ativistas e guerrilheiros contra o regime de Saddam fora do Iraque. Ele é, então, eleito presidente do Comitê de Ação Comum, uma coalizão da oposição com sede em Damasco, e lidera os movimentos para a fundação do Congresso Nacional Iraquiano. Alguns diplomatas estrangeiros que eram responsáveis por manter ligações com a oposição iraquiana na Síria antes da guerra não permitiram que al-Maliki passasse de uma figura secundária antes de 2003. Em seu exílio, então, al-Maliki adota o pseudônimo "Jawad", e o usa até mesmo depois de seu retorno ao Iraque.

Retorna a seu país depois da queda de Saddam, e se torna o líder da Comissão de Desbaathificação do Governo Provisório Iraquiano, formada com o objetivo de expulsar os oficiais do Partido Baath do governo e do exército. Muitos árabes sunitas se ressentiram com a comissão, vendo nela parte de uma conspiração para conduzir os xiitas ao poder no Iraque, embora os oficiais do Partido Baath viessem tanto das comunidades xiitas quanto das sunitas. Al-Maliki é eleito para uma Assembléia Nacional de transição em janeiro de 2005, e foi considerado um sólido negociador nas deliberações da nova constituição, e era o o membrô sênior xiita do comitê que traçou a nova constituição que foi aprovada em outubro do mesmo ano mesmo sob protestos dos sunitas, resistindo aos esforços norte-americanos para colocar mais sunitas no poder, e dando larga autonomia a xiitas e curdos no norte e sul do país.[3]

Nas eleições parlamentares de dezembro de 2005, a Aliança do Iraque Unido consegue a maioria absoluta, e nomeia Ibrahim al-Jaafari para ser o primeiro-ministro iraquiano do pós guerra. Porém, a clara oposição de al-Jaafari em relação às facções xiitas e curdas atrasam a negociação para a formação de um novo governo. Em abril de 2006, então, al-Jaafari deixa o poder e al-Maliki é nomeado primeiro-ministro, designado pelo presidente Jalal Talabani.

Como primeiro-ministro, al-Maliki jura dissolver as milícias que atuam como organizações armadas que agem fora do Estado e fora da Lei, e é criticado por levar muito tempo até nomear os ministros do Interior e da Defesa. Em junho de 2006, anuncia junto da Casa Branca a morte de Abu Musab al-Zarqawi, líder da Al Qaeda no Iraque. Em 30 de dezembro de 2006, al-Maliki assina a autorização para a execução de Saddam Hussein, dizendo que a ação deverá ser realizada sem demora ou revisão. Citando os desejos dos parentes das vítimas de Saddam, al-Maliki disse que a execução era necessária para o respeito dos direitos humanos. O ex-ditador foi executado no mesmo dia, no início das comemorações do Eid ul-Adha. Ali al-Massedy, secretário de al-Maliki, filmou a execução e a levou imediatamente para o escritório do primeiro-ministro.

Em 2009, o número de mortes no país começou a cair drasticamente depois de anos de guerra e a economia se fortaleceu.[4] O governo iraquiano começou então a abrir mais o país para diversas empresas estrangeiras e também começou a comprar enormes quantidades de armas dos Estados Unidos.[5]

Em dezembro de 2011, as forças americanas se retiraram do Iraque. Maliki então começou um governo mais autoritário, perseguindo antigos inimigos políticos e excluindo sunitas de sua administração. Nos anos seguintes, a violência sectária voltou a tomar conta do país.[6] Em 2014, islamitas sunitas ameaçaram desestabilizar a nação quando lançaram uma enorme ofensiva na região norte e oeste do Iraque. O governo de Nouri al-Maliki foi acusado de incompetência e de instigar as tensões entre as diferentes facções. Ele rebateu as críticas e afirmou que lutaria contra os extremistas.[7]

Em 11 de agosto de 2014, o presidente iraquiano Fuad Massum, nomeou como primeiro-ministro, o vice-presidente do Parlamento iraquiano Haider al-Abadi, colocando fim ao governo de al-Malaki. Em setembro, ele renunciou ao cargo oficialmente. Foi sucedido pelo também xiita Haider al-Abadi.[8]

Referências

  1. The Iraqi Prime Minister Nuri Kamel al-Maliki Biography, iraqigovernment.org
  2. Associated Press (ed.). «Iraq president names deputy speaker new PM». Consultado em 11 de agosto de 2013. 
  3. Cole, Juan (1998). «Saving Iraq: Mission impossible». Salon. Consultado em 8 de junho de 2006. 
  4. Christie, Michael. «Iraqi civilian deaths drop to lowest level of war». Reuters. Consultado em 30 de novembro de 2009. 
  5. «Business as usual for U.S. arms sales». Asia Times. Consultado em 23 de outubro de 2010. 
  6. The US Exits, Iraq Teeters Global Bearings, 22 de dezembro de 2011.
  7. "Jihadistas iraquianos se aproximam de Bagdá em ofensiva devastadora". Página acessada em 28 de junho de 2014.
  8. Pearson, Mike; Yan, Holly; Coren, Anna. «Iraq's Nuri al-Maliki digs in as President nominates new Prime Minister». CNN. Consultado em 8 de setembro de 2014. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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