Francesco Ambrosi

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Francesco Ambrosi
Nascimento 17 de novembro de 1821
Borgo Valsugana
Morte 9 de abril de 1897 (75 anos)
Trento
Cidadania Reino de Itália
Ocupação antropólogo, botânico

Francesco Ambrosi (Borgo Valsugana, Trento, 17 de novembro de 1821Trento, 9 de abril de 1897) foi um bibliotecário, historiador e botânico italiano.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Como autodidata, sua educação foi conduzida pelos seus pais, ricos agricultores, e pelo abade Lorenzo Ambrosi, que exerceu um grande poder sobre a família.

Dedicou seu tempo livre estudando por conta própria às ciências naturais, dedicando-se também ao estudo da história e da filosofia. Se apaixonou particularmente pela botânica, que pôde estudar graças a ajuda de Francesco Facchini (1788-1852) e de Casimiro Sartorelli (1774-1852). Estudou especialmente a flora de Valsugana e a da região de Trento.

Publicou numerosos trabalhos científicos, notadamente em 1851, quando publicou Prospetto delle specie zoologiche conosciute nel Trentino. Em 1853, casou-se com Elisa Zanollo, união da qual nasceram oito filhos, cinco dos quais morreram com tenra idade. Em 1854, iniciou a redação do trabalho La flora del Tirolo meridionale que interrompeu em 1857 sem terminar. Um incêndio destruiu a sua casa com todos os seus arquivos e coleções.

Em 1858, participou da fundação da “Società del Museo di Storia Naturale” ( Sociedade do Museu de História Natural ) em Trento, atualmente conhecida como Museo Tridentino di Scienze Naturali (Museu Trentino de Ciência Natural) junto com Stefano Bertolini (1832-1904), entomologista amador, Michele de Sardagna (1833-1901), os dois irmãos naturalistas Agostino Perini (1802-1878) e Carlo Perini (1817-1883), e outros.

Em maio de 1864, foi chamado para dirigir a biblioteca da cidade de Trento ao qual foi juntado o museu de antiguidades e de história natural. Na sua morte, esta biblioteca já contava com quarenta mil volumes. A sua atividade de bibliotecário levou-o à abandonar o estudo da botânica e consagrar-se ao estudo da história, da geografia e da antropologia. Ambrosi também aplicou-se na criação de um curso de história e literatura italiana e na fundação dos arquivos históricos da cidade de Trento. Abandonou as suas funções em 1896 sofrendo de uma doença cardiovascular que o matou alguns meses mais tarde.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Cesare Conci e Roberto Poggi (1996), Memorie della Società entomologica Italiana, 75 : 159-382.
  • Pietro Lorenzi & Silvio Bruno (2002), Annali del Museo Civico di Rovereto, 17 : 173-274.



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