Fruto Sagrado

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Fruto Sagrado
Informação geral
Origem Niterói, Rio de Janeiro
País  Brasil
Gênero(s) Rock alternativo, Metal alternativo, Hard Rock, Nu Metal, Rock Progressivo, Rock Cristão, Post grunge
Período em atividade 19882007
2010— atualmente
Integrantes Sylas Jr.
Bene Maldonado
Vanjor
Ex-integrantes Marcão
Marcos Valério
Flávio Amorim
Bênlio Bussinguer
Página oficial http://frutosagrado.com.br

Fruto Sagrado é uma banda brasileira de Rock Cristão fundada em 1988, tendo quase 30 anos de atividade. O auge de seu sucesso se deu durante a década de 90 até a metade dos anos 2000, ao lado de outros grupos musicais do segmento que se destacavam na época como Oficina G3, Rebanhão, Catedral, Katsbarnea e Resgate. A banda nasceu em Niterói, no estado do Rio de Janeiro, com o desejo de tocar e expressar através da música sua relação com Deus e com o mundo à sua volta. O grupo sempre utilizou o rock como base para todas as composições, tendo letras sobre temas do cotidiano focando problemas sociais, políticos e existenciais.[1]

Em sua nova história, o Fruto Sagrado passou por três fases distintas, sempre vivendo mudanças de integrantes. Foi fundado por Marcão, Flávio Amorim, Marcos Valério e Bênlio Bussinger. Antes mesmo do primeiro trabalho, Fruto Sagrado, Marcos Valério teve problemas com a religião e abandonou o grupo. Assim, Bênlio assumiu os teclados e a banda passou por trocas de guitarristas, até que Bene Maldonado passou a ser integrante após a gravação de Na Contramão do Sistema, mas por problemas profissionais e familiares teve que deixar o Fruto Sagrado, colocando um aluno em seu lugar.[2]

Após a saída de Flávio Amorim em 2000 recém-casado e partindo para morar no exterior, a banda contou com a chegada de Sylas Jr. e a volta de Bene. A formação se manteve estável até 2003, quando houve discussões e problemas internos na banda e Bênlio se afastou dela. Após a gravação de Distorção, a banda permaneceu sem gravar nenhum trabalho quando em 2009 Marcão, único da formação original a deixou.[3] Com isso, o Fruto Sagrado não renovou com a MK Music, se tornando independente e lançando seu último trabalho em formato físico, Fruto Sagrado 20 Anos com a presença de Vanjor, o novo vocalista.[4]

A banda já contou em suas gravações com vários músicos, como João Alexandre, Amaury Fontenelle e PG do Oficina G3. [5]

História[editar | editar código-fonte]

A banda se formou na Igreja Presbiteriana Betânia de Niterói (RJ), em agosto de 1988, quando o baixista e vocalista Marco Antônio (Marcão), o guitarrista e tecladista Bênlio Bussinguer, o baterista Flávio Amorim e o tecladista Marcos Valério se uniram para formar uma banda. A definição do nome foi baseado no texto bíblico do Evangelho de João, capítulo 15, verso 16: "Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi, para irdes e darem fruto e que vosso fruto permaneça". Já na formação da banda, os integrantes decidiram o qual seria o estilo das músicas e composições, tratando de temas como política, problemas sociais, o relacionamento do homem com Deus, hipocrisia religiosa e outros. O conjunto almejava falar destes temas com um ponto de vista cristão, porém de forma a ter fácil assimilação por qualquer pessoa, mesmo se ela não estivesse familiarizada com o cristianismo.[2]

Logo antes de a banda entrar em estúdio pela primeira vez, no mês de maio de 1991, o tecladista Marcos Valério deixou a banda e o guitarrista Wagner Junior ("Juninho"), que era amigo de infância de Flávio foi chamado para ingressar na banda como músico convidado, sendo assim Bênlio assumiu os teclados e a guitarra base. O álbum foi formado basicamente por composições que Bênlio Bussinguer e Marco Antônio fizeram antes da formação da banda, com exceção das faixas "Pra Acordar", "Vazios de Coração" e "Não me Deixará", quem foram compostas em parceria com todos os membros da banda. Tal álbum, intitulado apenas de Fruto Sagrado foi gravado em apenas uma semana, foi lançado originalmente em LP e teve a distribuição feita pela gravadora Bompastor..[6] A música "Pra Acordar", ganhou uma versão em videoclipe produzida por Rogério "Papinha", conhecido por trabalhar na produção de novelas da Rede Globo e que já produziu clipes de diferentes nomes da música brasileira (tais como Titãs, Edson Cordeiro e Guilherme Arantes). Em 1999 o álbum foi relançado em CD.[2]

Em 1993, após assinar contrato com a gravadora Gospel Records, o grupo voltou aos estúdios para a gravação do disco Na Contramão do Sistema. Já em 1995 é lançado o terceiro trabalho da banda, O Que A Gente Faz Fala Muito Mais Do Que Só Falar.[5] "A Missão" retrata a realidade do Rio de Janeiro e fala do "chamado missionário" de André Fernandes, membro da JOCUM Brasil. Há também as faixas "Amor de Deus" e "Podridown", que ganharam versões em videoclipe.

Após o lançamento deste álbum, o conjunto se preparava para lançar um disco comemorativo aos 10 anos da formação. Planejava-se lançar um CD ao vivo e acústico. Porém, problemas decorrentes da mudança de gravadora atrasaram o projeto, sendo que o trabalho foi finalmente lançado pela Salmus produções em 1999 com o título 10 anos, 15 meses e muitos dias, fazendo referência ao atraso.[carece de fontes?]

Após o lançamento do álbum acústico, a banda foi marcada pela saída do baterista Flávio Amorim e a entrada do guitarrista Bene Maldonado (que haviam participado como músico convidado e também como produtor na gravação do álbum) e o baterista Sylas Jr. (músico freelancer). O grupo então, trouxe uma nova formação e lançou, em 2001, o álbum O Segredo, pela gravadora Top Gospel, que recebeu uma grande divulgação pelo país.[2]

Após isso, a banda assinou contrato com a gravadora MK Music. Tal atitude gerou um processo judicial com a Salmus produções, o qual a banda perdeu, gerando consideráveis perdas financeiras para Marco Antônio e Bênlio Bussinguer.[7] Nesta fase, Marco Antônio passou a usar o "nome artístico" de Marcão e deixou o contra-baixo, o qual tocara deste a formação da banda, para se dedicar exclusivamente a seu trabalho como o vocal da banda, motivo pelo qual o Fruto Sagrado passou a contar, em suas apresentações, com o baixista Francisco E. Falcon, que inclusive participou de algumas gravações nos álbuns e videoclipes que a banda lançaria pela MK Music. Foi neste período que a banda atingiu seu auge e, em 2003, lançou o CD O que na Verdade Somos, considerados pela maioria de seus fãs como o melhor lançado pela banda.[7] O álbum seguia, em geral, o estilo do anterior e contava com 11 músicas inéditas, mais uma regravação de "Involução" (do álbum Na Contramão do Sistema), que recebeu nova roupagem e o nome de "Involução 2003", e um remix da faixa "A Sanguessuga", feita por Amaury Fontenelle. A faixa "Não Quero Mais Acordar Assim" e a faixa título do álbum ganharam versões em videoclipe, com destaque para o segundo clipe, no qual o tecladista Bênlio Bussinguer apresentou um novo instrumento, criado por ele mesmo, o qual chamou de "teclarra".

Apesar da banda estar vivendo sua fase de auge, discussões internas, principalmente com o vocalista Marcão, fizeram com que Bênlio Bussinguer optasse por sair da banda, enquanto esta ainda estava na turnê de divulgação do novo álbum. Apesar de ter sofrido perdas financeiras, Bênlio Bussinguer optou por não entrar com nenhuma ação judicial contra a banda. Algum tempo depois, ele se uniu a alguns outros músicos cariocas e formou uma nova banda, chamada "Base Forte", com um estilo de rock alternativo cristão bem distinto do Fruto Sagrado.[carece de fontes?]

Os três membros restantes continuaram na MK Music e, em 2005, lançaram um novo trabalho, chamado Distorção, que contava com 10 músicas inéditas, sendo que uma delas ("Vai Acabar"), seria lançada no trabalho anterior, porém como não ficou pronta a tempo acabou sendo "herdada" para este novo trabalho. Após o lançamento do novo CD, o contrato da banda com a gravadora não foi renovado.[carece de fontes?]

Com vários problemas internos na banda, houve especulações sobre o fim do conjunto.[8] Porém, tempos depois da saída de Marco Antônio do grupo, o Fruto Sagrado contratou um novo vocalista, chamado Vanjor.[4] Em 2010, foi lançada a coletânea Fruto Sagrado 20 Anos. Em 2012, o grupo inovou no cenário gospel ao lançar a temporada Universo Particular, no qual todas as músicas, play-alongs, play backs e outros materiais são disponibilizados gratuitamente no site da banda, sendo que a cada episódio dessa temporada é apresentada uma canção inédita.[carece de fontes?]

Em 2015, o trio lançou um single, como prévia de um novo álbum, chamado "Fé Canibal".[9]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Atuais
Ex-membros
Músicos convidados
  • Paulo de Barcellos - guitarra (1991-1993)
  • Ricardo Botticelli - guitarra (1993-1994)
  • Juninho (Wagner Jr.) - guitarra (1991)
  • Leonardo Cordeiro - guitarra (1997-1999)
  • Francisco E. Falcon - baixo (2002-2007)
  • Lucas Vieira - baixo (2009-2011)
  • Daniel Tinoco - teclados (2009-2011)

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio
Álbuns ao vivo

Referências

  1. Gleison Gomes. «CD O que a gente faz fala muito mais do que só falar (Fruto Sagrado) - Análise». Super Gospel. Consultado em 19 de março de 2012 
  2. a b c d «Entrevista com Marco Antônio, gógó do Fruto Sagrado». Dot Gospel. Consultado em 1 de julho de 2012 
  3. Leonardo Rodrigues. «Marcão, ex vocalista do fruto sagrado, explica sua saída da banda». De Olho na Real. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  4. a b «Fruto Sagrado anuncia novo vocalista». Gospel +. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  5. a b Éber Freitas Dias. «CD O que na verdade somos (Fruto Sagrado) - Análise». Super Gospel. Consultado em 25 de maio de 2012 
  6. Tiago Abreu. «Rocklogia: Os primeiros anos do Fruto Sagrado». O Propagador. Consultado em 12 de janeiro de 2015 
  7. a b Fagner Carvalho. «Vanjor, Marcão e Fruto Sagrado». Crítica Gospel. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  8. Gospel+. «Fruto Sagrado: A banda acabou ou não?». Consultado em 19 de março de 2012 
  9. «Análise: single Fé Canibal - Fruto Sagrado». O Propagador. Consultado em 9 de agosto de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]