Fundação Champalimaud

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Centro de Investigação para o Desconhecido (Fundação Champalimaud, Lisboa).
Centro de Investigação para o Desconhecido: anfiteatro sobre o rio Tejo.
Centro de Investigação para o Desconhecido: aspecto dos jardins. Ao fundo, a Torre de Belém e o rio Tejo.
Centro de Investigação para o Desconhecido: aspecto da entrada de visitantes.
Centro de Investigação para o Desconhecido: aspecto do jardim tropical.

A Fundação Champalimaud, formalmente Fundação Anna de Sommer Champalimaud e Dr. Carlos Montez Champalimaud, é uma fundação portuguesa de apoio à investigação biomédica.

História[editar | editar código-fonte]

Foi criada por testamento do empresário António de Sommer Champalimaud em 2004, tendo sido registada oficialmente em 17 de dezembro desse ano.

Com sede em Lisboa, o seu nome oficial é uma homenagem aos pais do seu instituidor. O empresário doou 500 milhões de euros para que a Fundação possa desenvolver, apoiar e promover a ciência em Portugal, tendo escolhido como sua presidente Leonor Beleza.

O objetivo da Fundação é promover a investigação científica na área da biomedicina, em especial nas áreas do cancro e neurociências.

Com relação ao Cancro, a Fundação optou por um modelo dirigido à obtenção de resultados na prevenção e no tratamento da doença: a investigação translacional, ou seja, o método que faz a ligação permanente entre a investigação básica e a investigação clínica, assegurando que as descobertas científicas se aplicam no desenvolvimento e no ensaio de soluções para os problemas que afligem as pessoas.

A investigação em neurociências tem por objetivo investigar as bases neuronais do comportamento.

Centro de Investigação para o desconhecido[editar | editar código-fonte]

O Centro de Investigação para o Desconhecido da Fundação Champalimaud é um projeto de autoria do arquiteto goês Charles Correa. Foi inaugurado a 5 de outubro de 2010.

Implanta-se num terreno de 65 mil metros quadrados localizado na zona ribeirinha de Pedrouços. É um local privilegiado à margem do rio Tejo, próximo à Torre de Belém, simbólico por ser de onde os navegadores portugueses partiram há cinco séculos rumo ao "desconhecido".

O conjunto inclui dois blocos principais: o centro de pesquisa / centro de tratamento do cancro, e o auditório (ligados por um passadiço elevado). Possui ainda jardins e um anfiteatro ao ar livre.

Pacientes Internacionais na Fundação Champalimaud[editar | editar código-fonte]

A Fundação Champalimaud dispõe do International Patient Office, um gabinete que proporciona todo o apoio a pacientes internacionais, desde a marcação de consultas de especialidade até à análise cuidada - por parte da equipa de Especialistas - do processo clínico destes doentes internacionais, bem como o estudo da elegibilidade para os tratamentos que o Centro Clínico Champalimaud dispõe.

Prémio internacional[editar | editar código-fonte]

A organização instituiu o "Prémio de Visão António Champalimaud" atribuído a instituições de qualquer país do mundo que se destaquem no combate às doenças que afetem a visão. O Prémio de Visão é atribuído nos anos ímpares e tem o valor de um milhão de euros, alternando entre a investigação científica na área da biomedicina e instituições com efetivo contributo no alívio de problemas visuais, sobretudo nos países em desenvolvimento.

Até à data, os vencedores do prémio foram:

  • 2007Aravind Eye Care System - Índia[1]
  • 2008 — Jeremy Nathans e King-Wai Yau, da Universidade Johns Hopkins
  • 2009Helen Keller International
  • 2010 — J. Anthony Movshon e William Newsome
  • 2011 - Programa Africano de Controlo da Oncocercose
  • 2012 - David Williams e uma equipa liderada por James Fujimoto. O valor de um milhão de euros foi dividido pelas duas equipas, pelo desenvolvimento de duas técnicas para ajudar a observação da estrutura do olho humano.
  • 2013 - Nepal Netra Jyoti Sangh, Eastern Regional Eye Care Programme, Lumbini Eye Institute e Tilganga Institute of Ophthalmology
  • 2014 - Napoleone Ferrara, Joan Miller, Evangelos Gragoudas, Patricia D'Amore, Anthony Adamis, George King e Lloyd Paul Aiello.
  • 2015 - Projeto Kilimanjaro
  • 2016 - Christine Holt, Carol Mason, John Flanagan e Carla Shatz. O valor total do Prémio, de um milhão de euros, foi distribuído entre estes quatro investigadores

O melhor local para trabalhar[editar | editar código-fonte]

Em 2012 a Fundação Champalimaud ficou em primeiro lugar na lista dos melhores sítios para trabalhar fora dos Estados Unidos, selecionada pela revista norte-americana The Scientist. Mais de 1.500 cientistas responderam ao inquérito para a escolha dos melhores sítios para investigadores pós-doutorados trabalharem tanto nos EUA como fora.[2]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]