Garden State

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Garden State
Pôster promocional
 Estados Unidos
2004 •  cor •  112[1] min 
Direção Zach Braff
Produção Gary Gilbert
Pam Abdy
Richard Klubeck
Roteiro Zach Braff
Elenco Zach Braff
Ian Holm
Method Man
Natalie Portman
Peter Sarsgaard
Gênero Comédia dramática
Comédia romântica
Cinematografia Lawrence Sher
Edição Myron I. Kerstein
Companhia(s) produtora(s) Camelot Pictures
Jersey Films
Double Features Films
Distribuição Fox Searchlight Pictures
(América do Norte)
Miramax Films
(Internacional)
Lançamento Estados Unidos 16 de janeiro de 2004 (Sundance)
Brasil 27 de setembro de 2004 (Festival do Rio)
Portugal 10 de fevereiro de 2005
Idioma Inglês
Orçamento US$2.5 milhões
Receita US$35,825,316
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Garden State (Hora de Voltar, no Brasil) é um filme de comédia dramática de 2004 escrito e dirigido por Zach Braff e estrelado por Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Ian Holm e o próprio Braff. O filme é sobre Andrew Largeman (Braff), um ator/garçom de 26 anos que retorna à sua cidade natal, em New Jersey depois que sua mãe morre. Braff baseou o filme em suas experiências da vida real.

Foi filmado em abril e maio de 2003 e lançado em 28 de julho de 2004. New Jersey foi o cenário principal e local da filmagem primária.[2]

Garden State foi bem recebido e tem atraído um culto de seguidores.[3] Ele saiu em uma seleção oficial do Festival Sundance de Cinema. O filme também gerou uma trilha sonora para que Braff, que escolheu a música ele mesmo, ganhou um prêmio Grammy.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Zach Braff, Andrew Largeman, numa interpretação brilhante é um melancólico e introspectivo aspirante a actor residente em Los Angeles, viciado em lítio e medicamentos pesados o qual leva uma vida, rotineira e cinzenta. Quando a sua mãe morre, Large vê-se obrigado a voltar à sua cidade-natal, Nova Jersey, depois de 9 anos e enfrentar os fantasmas de sua infância e adolescência, marcadas pela infelicidade, e a relutância em reencontrar o pai (Ian Holm), o seu psiquiatra, que lhe receitou os medicamentos e o trata com educada frieza.

Já em Jersey, Large reencontra velhos amigos, cujas vidas seguiram caminhos insólitos e caricatos; o coveiro Mark (Peter Sarsgaard) a mãe do qual vai para a cama com um ex-colega da classe dele, o milionário Jesse, que enriqueceu ao inventar o "velcro silencioso", Kenny, que de usuário assíduo de drogas passou a polícia e muitos outros personagens excêntricos. Na sala de espera de um consultório, Large conhece Sam (Natalie Portman), uma mentirosa compulsiva, e o seu completo oposto. Sam é a personificação da cor, reside num mundo à parte e é uma explosão de alegria em pessoa, cheia de planos e necessidade de viver, extravagante, sorri genuinamente com vigor e juvialidade e é dona de um coração enorme.

Obrigado a ficar sem medicamentos durante os dias de estadia em Nova Jersey e com Sam ao seu lado, Large redescobre se a ele próprio e percebe o que deixou de aproveitar durante o tempo que esteve em Los Angeles, até que encontra um novo lar, ao qual sente uma ligação única, ainda que às vezes dolorosa, que só por si e por ser real já vale a pena, livrando-se assim de sentimentos recalcados acordando do sono letárgico em que vivia.

Num rasgo de consciência brutal e lutando contra a rotina asfixiante e previsível do passado deixa-se levar-se pelo que o destino lhe reservou e lança-se no abismo da incerteza de uma nova vida com Sam, a única certeza da vida dele.

Natural e sem teatrismos desnecessários, Garden State é um filme simples, aparentemente banal mas profundo e consciente, cheio de significado e pequenos grandes momentos os quais são acompanhados por uma banda sonora fantástica, escolhida a dedo por Zach Braff, cheia de temas indie-pop-chillout de Zero 7, Coldplay, Thievery Corporation, The Shins, entre outros, que encaixam na perfeição com o enredo. O guião é consistente e excepcionalmente bem redigido por Braff, repleto de diálogos marcantes e situações caricatas numa busca constante para atribuir um significado ao mundo que nos rodeia dando atenção às personagens e ao fundamental em cada uma delas sem perífrases ou eufemismos.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Trilha Sonora[editar | editar código-fonte]

  1. "Don't Panic" - Coldplay - 2:16
  2. "Caring Is Creepy" - The Shins - 3:20
  3. "In the Waiting Line" - Zero 7 – 4:33
  4. "New Slang" - The Shins – 3:51
  5. "I Just Don't Think I'll Ever Get Over You" - Colin Hay – 5:18
  6. "Blue Eyes" - Cary Brothers – 4:18
  7. "Fair" - Remy Zero – 3:54
  8. "One of These Things First" - Nick Drake – 4:49
  9. "Lebanese Blonde" - Thievery Corporation – 4:46
  10. "The Only Living Boy in New York" - Simon & Garfunkel – 3:59
  11. "Such Great Heights" - Iron & Wine (cover of The Postal Service do Álbum Give Up) – 4:12
  12. "Let Go" - Frou Frou – 4:12
  13. "Winding Road" - Bonnie Somerville – 3:27

Referências

  1. "Garden State (2004)". The New York Times. Retrieved March 13, 2014.
  2. "Garden State (2004)". Rotten Tomatoes. Retrieved December 18, 2013.
  3. Walton, Carrie (Oct 7 2011). «Modern Cult Classics you Might Have Missed – Garden State». The Bubble. Consultado em 22 de março de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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