Guerra Finlandesa

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Guerra Finlandesa
Parte da(o) Guerras Napoleônicas
Björneborgarnas marsch, akvarell av Albert Edelfelt från 1900.jpg
Porilaisten marssi ("Marcha do Regimento de Pori"), de Albert Edelfelts.
Data 21 de Fevereiro de 180817 de setembro de 1809
Local Finlândia, Suécia
Desfecho Vitória russa, tratado de Hamina
Mudanças
territoriais
separação da Finlândia da Suécia e formação do Grão-Ducado da Finlândia, semi-independente.
Combatentes
Rússia Rússia
Dinamarca Dinamarca
França França
Suécia Suécia
Reino Unido Grã-Bretanha
Principais líderes
Fyodor Buxhoeveden
Boris Knorring
Barclay de Tolly
Mauritz Klingspor
Carl Johan Adlercreutz
Georg Carl von Döbeln
Forças
24.000 13.000
Vítimas
6.000 7.000
Mapa da Guerra Finlandesa

A Guerra Finlandesa (sueco: Finska kriget e finlandês: Suomen sota) foi um conflito entre a Suécia e o Império Russo, ocorrido entre fevereiro de 1808 e setembro de 1809. Como resultado da guerra, o território da Finlândia, até então pertencente à Suécia, tornou-se um grão-ducado autônomo, ligado à Rússia por uma união pessoal (o que tornava sua condição independente apenas de jure, enquanto era de facto parte do Império Russo).[1] [2] [3]

Também se podem citar como consequências indiretas a adoção de uma nova constituição pelo parlamento sueco e a substituição da casa de Holstein-Gottorp pela casa de Bernadotte como casa reinante na Suécia.[4] [5] [6]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A Suécia, apesar de tradicional aliada do Reino Unido, tentava manter uma posição neutra perante as Guerras Napoleônicas. Com a assinatura dos tratados de Tilsit (entre o imperador russo Alexandre I e o imperador francês Napoleão Bonaparte), entretanto, o fim da neutralidade sueca passou a ser uma questão de tempo. Para a Rússia, a conquista do território da Finlândia (até então integrante da Suécia) seria estrategicamente vantajosa, pois afastaria a fronteira entre as potências da capital russa, São Petersburgo. E a pressão por parte do Reino Unido intensificou-se quando, em 1807, a Dinamarca se recusou a deixar sua neutralidade para enfrentar o Império Napoleônico, e a Marinha Real Britânica bombardeou Copenhague, na chamada batalha de Copenhague.

Também eram muito pequenas as chances das forças suecas de vencerem o maior e mais experiente exército russo, mas o rei sueco, Gustavo IV Adolfo acreditava na possibilidade de a Suécia se defender contra possíveis invasões russas.

Guerra[editar | editar código-fonte]

Em 21 de fevereiro de 1808, 24.000 soldados russos sob o comando de Friedrich Wilhelm von Buxhoevden atravessaram a fronteira e capturaram Hämeenlinna. A Suécia não estava preparada para tal ataque, já que a guerra não foi declarada até abril. À época, em torno de 21.000 soldados suecos estavam estacionados em várias fortalezas pela Finlândia, enquanto o resto de exército não podia deixar o sul da Suécia com medo de uma invasão dinamarquesa.

O plano do comandante sueco Johan Adam Cronstedt era retroceder até a Ostrobótnia, deixando para trás apenas as fortalezas isoladas de Svartholm e Sveaborg. Em março, os russos com relativamente poucas tropas tomaram quase sem resistência Kuopio, Tampere, Jakobstad, Svartholm rendeu-se após um pequeno cerco, Helsinque, Hanko e aportaram em Gotland e nas ilhas Åland. Buxhoevden comandou um cerco a Sveaborg, que rendeu-se em 3 de maio, com 6.000 soldados, 100 navios e mais de 700 canhões, já que o comandante Carl Olof Cronstedt e seu conselho pensavam ser inútil resistir.

Com um novo comandantes, Carl Johan Adlercreutz, o exército sueco contra-atacou e a ofensiva russa foi freada. Nikolay Tuchkov, general russo que foi enviado ao norte da Finlândia, deixou guarnições em todos os fortes pelo caminho, reduzindo sua unidade a 4.000 soldados.

Em maio os russos sofreram mais perdas, quando foram expulsos de Gotland e das Åland, onde uma flotilha sueca, apoiada pela população local, compeliu Colonel Vuich e sua guarnição à rendição. Em 26 de maio, uma frota inglesa com 14.000 homens entrou o porto de Gotemburgo, mas, devido a vários desentendimentos com o rei, não chegaram a descer dos navios, e seguiram adiante para enfrentar os franceses na Espanha, deixando 16 navios de guerra e 20 outros navios à disposição da Suécia.

Referências

  1. JohanLindberg. «Finska kriget» (em sueco). Uppslagsverket Finland (Enciclopédia Finlândia). Consultado em 31 de julho de 2015. 
  2. Magnusson, Thomas; et al. (2004). «Finska kriget». Vad varje svensk bör veta (em sueco) (Estocolmo: Albert Bonniers Förlag e Publisher Produktion AB). p. 63. ISBN 91-0-010680-1. 
  3. Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Finska kriget». Bonniers uppslagsbok (em sueco) (Estocolmo: Albert Bonniers Förlag). p. 258. ISBN 91-0-011462-6. 
  4. Martin Hårdstedt. «Finska krigets upplösning 1809» (em sueco). Populär historia, 1/2009. Consultado em 5 de abril de 2016. 
  5. «Regeringsformen» (em sueco). Riksarkivet (Arquivo Nacional da Suécia). Consultado em 5 de abril de 2016. 
  6. «Statskuppen» (em sueco). Riksarkivet (Arquivo Nacional da Suécia). Consultado em 5 de abril de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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