Igreja dos Clérigos

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Igreja dos Clérigos
Estilo dominante Barroco
Arquiteto Nicolau Nasoni
Início da construção 1732
Fim da construção 1748
Proprietário inicial Irmandade dos Clérigos Pobres
Proprietário atual Estado Português
Função atual Religiosa
Website torredosclerigos.pt
Património Nacional
Classificação  Monumento Nacional
Data 1910
DGPC 70401
SIPA 5522
Geografia
País Portugal
Cidade Porto
Coordenadas 41° 8' 45" N 8° 36' 51" O

Obra famosa pela sua torre e com a qual forma um conjunto arquitectónico muito conhecido na cidade do Porto, a Igreja dos Clérigos é um edifício barroco projectado pelo arquitecto Nicolau Nasoni.

A história da Igreja dos Clérigos, remonta à Irmandade dos Clérigos, que havia chegado ao Porto. A Irmandade resultou da fusão de três instituições de beneficência: Confraria dos Clérigos Pobres de Nossa Senhora da Misericórdia, fundada em 1630; a Irmandade de S. Filipe de Nery, fundada em 1665; e por último, a Confraria dos Clérigos de S. Pedro. Foram criadas na cidade durante o século XVII, com a finalidade de socorrer clérigos em dificuldades. A nova entidade acabaria logo por juntar capital próprio, mas faltava-lhes uma casa própria ou uma igreja, pois antes a instituição funcionava na Igreja da Misericórdia do Porto. É, precisamente a 31 de Maio de 1731 que se realiza uma assembleia geral, presidida por D. Jerónimo Távora e Noronha, principal mecenas de Nasoni, com a finalidade de se decidir sobre a proposta da construção de uma nova igreja para a Irmandade dos Clérigos.

Para a construção do novo templo, a Irmandade aceitaria uma doação de um terreno baldio situado no cimo de uma calçada que ia da Fonte de Arca até ao Adro dos Enforcados (um terreno fora da antiga Muralha Fernandina, onde eram sepultados os criminosos sentenciados na forca e os que morriam fora da religião). Devido à nova construção da igreja e torre dos Clérigos, aquele adro foi mudado para outro lugar, junto aos terrenos do Hospital de Santo António. Foi nomeada, igualmente, uma comissão de quatro irmãos para administradores dessa obra. As propostas para o título de padroeira da igreja foram três: Senhora do Socorro, Senhora das Necessidades ou Senhora da Assunção. Escolheram a última.

A primeira pedra da igreja é lançada no dia 23 de Junho de 1732, justamente na presença do arquitecto Nicolau Nasoni, tocando todos os sinos dos diferentes templos da cidade ao mesmo tempo para comemorar esse facto. As obras começaram a seguir a bom ritmo, mas ao fim de algum tempo ficaram totalmente paradas. A razão deveu-se provavelmente a várias intrigas movidas pelo pároco a Igreja de Santo Ildefonso, preocupado com a concorrência que o novo templo vinha estabelecer. A expulsão do mestre pedreiro António Pereira, aliado do referido pároco e a sua substituição por Miguel Francisco da Silva não alterou grandemente o estado das obras. Em 1745, numa vistoria, não foram aprovados os alicerces da frontaria e decidiu-se então que tudo se desfizesse e fosse tudo refeito de novo com a grandeza que a obra parecia merecer.

Fachada lateral e Torre dos Clérigos no alçado posterior.

A 28 de Julho de 1748, mesmo sem que o edifício estivesse totalmente terminado, a igreja seria aberta ao culto. Só dois anos depois é que a fachada principal estaria pronta. A escadaria que antecede a igreja foi principiada em 1750 e as suas obras demorariam cerca de 4 anos. Concluído o templo, a irmandade começou a pensar na necessidade de se construir um hospital e enfermaria para que se recolhessem e curassem os irmãos doentes e pobres; mas as obras só começariam em 1753 com a doação de um outro terreno que ficava por detrás da igreja.

Devido às modificações radicais e ampliação de que foi alvo, em relação ao projecto primitivo, a capela-mor teve de ser totalmente reconstruída; de 1767 até 1773 procedeu-se à referida reconstrução da capela-mor, seguindo-se outros pequenos arranjos, vindo as obras a ser dadas como inteiramente concluídas em 1779, com a sagração da igreja no dia 12 de Dezembro desse ano, pelo bispo do Porto D. Frei João Rafael de Mendonça.

Nasoni foi enterrado nesta igreja, à qual dedicou muito tempo e dedicação.

A obra é um notável exemplo da síntese da arquitectura barroca e rocaille do Norte de Portugal.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BASTO, A. de Magalhães: Nasoni e a Igreja dos Clérigos. Biblioteca do Porto. 1950
  • LOPES, Beatriz Hierro / QUEIROZ, Francisco - A Igreja e a Torre dos Clérigos. Porto, Irmandade dos Clérigos, 2013 (388 páginas, D.L.: 365774/13). Obra também editada em inglês (The Clérigos Church and Tower, D.L.: 365775/13), francês (L'Église et la Tour des Clérigos, D.L.: 365776/13), e espanhol (La Iglesia y Torre de los Clérigos, D.L.: 365777/13).

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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