Im Westen nichts Neues

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Disambig grey.svg Nota: Se procura filme estadunidense de 1930, baseado no livro de Erich Maria Remarque, veja All Quiet on the Western Front.
Im Westen nichts Neues
A Oeste Nada de Novo (PT)
Nada de Novo no Front (BR)
Capa da edição de 1929.
Autor (es) Erich Maria Remarque
Idioma Língua alemã
País  Alemanha
Género Romance de guerra
Editora Propyläen Verlag
Lançamento 29 de Janeiro de 1929
Páginas 295
Edição portuguesa
Tradução Mário de C. Pires
Editora Europa-América
Lançamento 1954
Páginas 292

Im Westen nichts Neues (Nada de Novo no Front (título no Brasil) ou A Oeste Nada de Novo (título em Portugal)) é um romance do escritor alemão Erich Maria Remarque (1898-1970), um veterano da primeira guerra mundial, sobre os horrores daquela guerra e também a profunda indiferença da vida civil alemã sentida por muitos homens que retornavam das frentes de batalha.

O livro foi primeiro publicado na Alemanha em janeiro de 1929 e vendeu um milhão de cópias em menos de um ano na Alemanha, e mais outro milhão no exterior.

Em 1930 o livro, adaptado para o cinema, transformou-se no filme vencedor do Oscar daquele ano, com o título em inglês, All Quiet on the Western Front, dirigido por Lewis Milestone.

As frases A oeste nada de novo, em Portugal, e Nada de novo no front, no Brasil, se tornaram gíria popular para se referir a uma ausência total de ação, em referência a falsa guerra na frente ocidental da Primeira Guerra Mundial.

Resumo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

A prosa narra as experiências de Paul Bäumer: um soldado que se alistou nas Forças Armadas germânicas pouco depois do início da Primeira Guerra Mundial. Ele chegou à frente de combate do oeste com os seus amigos (Tjaden, Müller, entre outras personagens) e conheceu Stanislaus Katczinsky, conhecido por Kat. Este tornou-se desde logo mentor de Paul e deu-lhe os ensinamentos sobre o quotidiano da guerra. Paul e Kat rapidamente se tornaram quase irmãos.

Paul e os camaradas tinham que resistir a bombardeamentos constantes. Passados uns tempos, ele concluiu que a guerra não tinha lógica nenhuma. Todos os seus amigos diziam que estavam a lutar por algumas pessoas que nunca conheceram e que provavelmente nunca conheceriam: ministros, generais e classes altas, e esses eram os únicos que ganhavam alguma coisa com a guerra, não eles.

A obra foca-se em histórias de bravura, tal como muitas outras, mas esta dá uma visão mais realista das dificuldades que os soldados viviam. A monotonia, o fogo de artilharia constante, a ânsia de encontrar comida e a linha ténue existente entre a vida e a morte são aspectos descritos em detalhe.

Paul recebeu uma classificação de reserva temporária, e por isso voltou temporariamente a casa. Aí ele não conseguiu entender os civis. Enquanto que os soldados da frente de combate não desejavam mais nada para além do fim da guerra, sabendo que a estavam a perder, as pessoas em casa imaginavam a marcha triunfal em Paris. Paul também era indiferente ao nome das batalhas. Essas nem tinham nome, apenas representavam mais uma oportunidade para o matarem. Para ele, as batalhas só serviam apenas para conquistar pequenos e inúteis pedaços de terra, nada mais.