Invasão da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1977

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Wikitext.svg
Esta página ou seção precisa ser wikificada (desde setembro de 2019).
Por favor ajude a formatar esta página de acordo com as diretrizes estabelecidas.

A Invasão da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, ocorrida durante a ditadura militar no dia 22 de setembro de 1977, foi uma invasão ao campus sede da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) por policiais militares, investigadores civis e tropas de choque, chefiadas pelo então Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Coronel Erasmo Dias. Na ocasião, ocorria o 3° Encontro Nacional dos Estudantes, que buscava a reorganização da União Nacional dos Estudantes (UNE), então proibida pelo regime[1]. A assembleia estudantil abrigou milhares de alunos, professores e funcionários das mais diversas universidades brasileiras, e foi descrito pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da PUC-SP no Jornal Folha de S.Paulo, e publicado em 28 de novembro do mesmo ano.

A assembleia decidia as medidas a serem tomadas em protesto pelo cerco policial da Universidade de São Paulo (USP), da PUC e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no dia anterior, que impediu a realização do "Encontro Nacional dos Estudantes".

Durante a invasão, os policiais atacaram com cassetete e bombas de gás. vários estudantes caíram na rampa e foram pisoteados ou queimados.

Cerca de 900 estudantes foram conduzidos em ônibus da prefeitura ao Batalhão Tobias de Aguiar. Alguns foram conduzidos ao DOPS - Departamento de Ordem Política e Social. Entre os presos, um grande número de estudantes que estavam sem documentos, perdidos durante a invasão.

Na manhã seguinte, o então Cardeal-Arcebispo e Grão-Chanceler da PUC-SP, Dom Paulo Evaristo Arns, ao saber dos fatos e voltando com urgência de Roma, manifestou a frase que emocionou muitos brasileiros: "Na PUC só se entra prestando exame vestibular. E só se entra na PUC para ajudar o povo, não para destruir as coisas"[2].

Referências

  1. «Sobre a Universidade». PUC-SP. Consultado em 27 de outubro de 2016. Arquivado do original em 10 de outubro de 2016 
  2. Celso Lungaretti. «D. Paulo Evaristo Arns, um imprescindível». Congresso em Foco. Consultado em 10 de fevereiro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]