J. D. Salinger

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J. D. Salinger
Nome completo Jerome David Salinger
Data de nascimento 1 de janeiro de 1919
Local de nascimento Manhattan, Nova Iorque
 Estados Unidos
Nacionalidade Norte-americano
Data de morte 27 de janeiro de 2010 (91 anos)[1]
Local de morte Cornish, New Hampshire
 Estados Unidos
Ocupação Escritor
Magnum opus The Catcher in the Rye (1951)
Seymour: Uma Introdução (1963)
Influências Gustave Flaubert, Ernest Hemingway, Franz Kafka, Ring Lardner, Leon Tolstoy, John Fante
Influenciados Haruki Murakami, Tom Robbins, Philip Roth, Louis Sachar
Assinatura Jd salinger signature.png

Jerome David Salinger (Nova Iorque, 1 de janeiro de 1919Cornish, New Hampshire, 27 de janeiro de 2010[2]) foi um escritor norte-americano. Sua obra mais conhecida é o romance intitulado The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeio (título no Brasil) ou Uma agulha no palheiro (título em Portugal)), publicado em 1951 nos Estados Unidos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Manhattan, Nova Iorque, em 1º de janeiro de 1919, filho de pai judeu de origem polaca e mãe de origem escocesa e irlandesa. Começou escrevendo ainda na escola secundária, e publicou vários contos no início da década de 1940, antes de servir na II Guerra Mundial. Em 1948, ele escreve o seu primeiro conto aclamado pela crítica, A Perfect Day for Bananafish (Um dia perfeito para Peixe-banana, em português), publicado na revista The New Yorker, que seria o local de onde sairiam mais outros contos seus nos anos seguintes. Em 1951, publica seu primeiro romance, The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeio (título no Brasil) ou Uma agulha no palheiro (título em Portugal)), que torna-se um sucesso imediato. Sua descrição da alienação da adolescência e da inocência perdida através do seu protagonista, Holden Caulfield, com vocabulário e girias , serviu de influência para toda uma geração de novos leitores, especialmente adolescentes. O livro continua tendo uma vendagem estimada em 250 mil cópias por ano.

O sucesso de The Catcher in the Rye chamou atenção do público para Salinger, que, a partir de então, torna-se recluso, publicando menos do que antes. Os livros que se seguem ao Centeio são: Nine Stories (Nove Histórias no Brasil, Nove Contos em Portugal), de 1953, um apanhado de nove contos publicados na revista The New Yorker entre 1948 e 1953; Franny & Zooey, de 1961, que consiste de duas novelas curtas, Franny e Zooey; e Raise High the Roof Beam, Carpenters and Seymour: An Introduction (em português, Carpinteiros, Levantem Bem Alto a Cumeeira (título no Brasil) ou Levantai Alto O Pau de Fileira, Carpinteiros (título em Portugal) e Seymour, uma Introdução), de 1963, que também reúne duas novelas de Salinger. Estes três livros têm histórias em que são personagens principais a Família Glass, constituída por Buddy (espécie de alter ego do escritor), Seymour, Boo Boo, Walt, Waker, Franny e Zooey Glass, todos irmãos. Seu último trabalho publicado, uma novela intitulada Hapworth 16, 1924, apareceu em The New Yorker em 19 de junho de 1965. O autor morreu em 2010.

Reclusão[editar | editar código-fonte]

Depois disso, Salinger continuou recluso, aparecendo esporadicamente na imprensa. No final dos anos 90, são publicadas duas obras de memórias de pessoas próximas a Salinger; Joyce Maynard, sua ex-amante, e Margareth Salinger, sua filha. Em 1996, um pequeno editor americano anunciou um acordo com Salinger para a publicação de Hapworth 16, 1924 em forma de livro, mas alguns problemas adiaram o lançamento da obra indefinidamente. Hapsworth foi escrita como uma carta de Seymour Glass, então com 7 anos, para sua família. Seria o desfecho da saga da Família Glass, também presente nos livros anteriores de Salinger.

Obras[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

Histórias publicadas e antologiadas[editar | editar código-fonte]

  • "Go See Eddie" (1940, republicado em Fiction: Form & Experience, ed. William M. Jones, 1969 e em Three Early Stories, 2014)
  • "The Young Folks" (1940, republicado em Three Early Stories, 2014)
  • "The Hang of It" (1941, republicado em The Kit Book for Soldiers, Sailors and Marines, 1943)
  • "The Long Debut of Lois Taggett" (1942, republicado em Stories: The Fiction of the Forties, ed. Whit Burnett, 1949)
  • "Once a Week Won't Kill You" (1944, republicado em Three Early Stories, 2014)
  • "A Boy in France" (1945, republicado em Post Stories 1942–45, ed. Ben Hibbs, 1946 e na edição de Julho/Agosto de 2010 da revista Saturday Evening Post)
  • "This Sandwich Has No Mayonnaise" (1945, republicado em The Armchair Esquire, ed. L. Rust Hills, 1959)
  • "Slight Rebellion off Madison" (1946, republicado em Wonderful Town: New York Stories from The New Yorker, ed. David Remnick, 2000)
  • "A Girl I Knew" (1948, republicado em Best American Short Stories 1949, ed. Martha Foley, 1949)

Histórias publicas mas não antologiadas[editar | editar código-fonte]

Histórias não publicadas[editar | editar código-fonte]

Referências a The Catcher in the Rye[editar | editar código-fonte]

O curioso na obra de J. D . Salinger é a forma como ela influenciou gerações e ainda continua a influenciar. Só para se ter uma idéia a obra é citada em alguns casos curiosos, como a morte de John Lennon. Segundo testemunho do próprio Mark David Chapman, assassino de Lennon, ele estava lendo O Apanhador no Campo de Centeio (título no Brasil) ou Uma agulha no palheiro (título em Portugal) minutos antes de tentar o suicídio e da obra teria tirado inspiração para matar o Beatle.

Outro fato curioso é que o atirador que tentou matar Ronald Reagan em 30 de abril de 1981 afirmou que também teria tirado do mesmo livro a inspiração para matar o presidente.

No filme Teoria da Conspiração, Mel Gibson faz o papel de um motorista de taxi psicótico que acha que todos estão contra ele, e que possui uma compulsão, comprar diariamente um volume de O Apanhador no Campo de Centeio (título no Brasil) ou Uma agulha no palheiro (título em Portugal), existindo em sua casa milhares de exemplares. Por conta de uma dessas compras, ele é descoberto por seus inimigos e quase acaba morto.

Na 1º saga do famoso animê Ghost in the Shell: Stand Alone Complex também existe uma referência à obra de Salinger, onde o vilão da saga é um super-hacker que se autodenomina "Laughing Man" (tradução: Homem Risonho), com habilidades sobre-humanas (em relação a 'informática'), sendo o refrão utilizado "I thought what I'd do was, I'd pretend I was one of those deaf-mutes" é extraído de The Catcher in the Rye.

No filme de comédia norte-americano Just one of the guys (Quase igual aos outros em Português) estrelado por Joyce Hirst, a personagem Telry era uma garota que queria ser jornalista e precisava escrever um artigo interessante para a coluna de jornal onde trabalhava. Resolve-se disfarçar de homem para escrever sobre o mundo masculino. Nesse mesmo filme também há uma personagem da atriz Emily Ragsdale, professora da escola onde Telry vai fazer seu estágio como menino. Essa professora pergunta a dois alunos nerds se eles também leram o livro The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeio (título no Brasil) ou Uma agulha no palheiro (título em Portugal)).

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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