James Sherwood

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James B. Sherwood
James Sherwood
Nascimento 8 de agosto de 1933 (85 anos)
New Castle
Residência Londres
Nacionalidade Norte-Americano
Ocupação Empresário
Prémios BrasilOrdem Cruzeiro do Sul

James Blair Sherwood (New Castle, 8 de agosto de 1933)[1] é um empresário nascido nos Estados Unidos e de nacionalidade britânica,[2] mais conhecido no Brasil por ter adquirido, em 1989, o hotel Copacabana Palace, integrando-o à sua rede Orient Express.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Sherwood cresceu em Lexington, no estado de Kentucky, e graduou-se em economia pela Yale University.[4]

Após atuar como advogado por algum tempo, serviu como tenente na Marinha dos Estados Unidos no Extremo Oriente, atuando no serviço secreto de fornecimento de armas para Sukarno durante as lutas contra os comunistas na Indonésia.[4]

Em 1965 começou sua atividade empresarial, fundando a Sea Containers, uma das primeiras empresas a trabalhar no transporte de contêineres do mundo, tornando-se bilionário quando chegou aos 40 anos de idade.[4]

Casou-se com Dr. Shirley (A.M. Cross) Sherwood, em 31 de Dezembro de 1977. Shirley eh colecionadora e autora de livros sobre ilustracoes botanicas. A Shirley Sherwood Gallery of Botanical Art, galeria que leva seu nome, inaugurada em 19 de abril de 2008 em Kew Gardens, e a primeira galeria no mundo dedicada exclusivamente a arte botanica. Em 2012 Dr. Sherwood foi agraciada com o titulo de OBE - Oficial da Ordem do Imperio Britanico - por relevantes servicos prestados a arte botanica.

Apreciador da gastronomia, fundou seu próprio restaurante privado em Londres. Na década de 1970 publicou um livro com críticas mordazes dos restaurantes londrinos, que se tornou um guia obrigatório na área.[4]

Adquiriu vários hotéis famosos ao longo do tempo, aproveitando-se de momentos de crise nos países em que estavam situados - como por exemplo o Cipriani de Veneza, adquirido quando a Itália enfrentava o terrorismo das Brigadas Vermelhas, e que passou a valer 70 vezes mais do que pagou inicialmente; ou o principal hotel da Cidade do Cabo, quando a África do Sul parecia mergulhar numa guerra civil com o fim do apartheid.[4]

O mesmo se deu com o Copacabana, no Brasil, adquirido no auge de uma crise econômica que fizera o país quase falir; após uma reforma que levou cinco anos, tornou-se um dos mais importantes hotéis do mundo.[4]

Sua paixão por trens o fez criar o modelo do Expresso do Oriente, atravessando a lendária ponte do rio Kwai, ligando as selvas de Singapura a Bangcoc, na Tailândia, ou a rota que vai da antiga capital inca de Cuzco ao Lago Titicaca, nos Andes peruanos.[4]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Sherwood foi feito, em 1994, cidadão honorário de Veneza - o décimo quinto a receber tal honraria, desde que foi proclamada a república italiana em 1867, sendo naquela cidade membro do conselho da coleção Peggy Guggenheim.[5]

No ano de 2002 recebeu do presidente Fernando Henrique Cardoso a medalha da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, no grau de "Grande Oficial", de acordo com Decreto de 25 de outubro de 2002, sendo ministro das relações exteriores Celso Lafer.[2][5][6]

Referências

  1. James B. Sherwood, Ivan Fallon: Orient Express: A Personal Journey (2012) ISBN 9781849541879
  2. a b Min. das Relações Exteriores do Brasil (28 de outubro de 2002). «Decreto». in.gov.br. Consultado em 17 de março de 2016 
  3. s/a (23 de julho de 2003). «A arte de gastar dinheiro». IstoÉ Dinheiro. Consultado em 22 de fevereiro de 2016 
  4. a b c d e f g Ivan Fallon (23 de abril de 2012). «The Orient Express man». Express. Consultado em 15 de março de 2016 
  5. a b Institucional (s/d). «James Sherwood, Hotelier and Visionary». Octavian Report. Consultado em 17 de março de 2016 
  6. Bermuda Hamilton (21 de março de 2011). «Chairman James Hurlock and Founder James Sherwood to Retire From Orient-Express Board Of Directors». PR News Wire. Consultado em 17 de março de 2016