Jequitaí

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Município de Jequitaí
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 27 de dezembro
Fundação 27 de dezembro de 1948
Gentílico jequitaiense
Prefeito(a) Juvelci dos Santos Menezes (PMN)
(2009–2012)
Localização
Localização de Jequitaí
Localização de Jequitaí em Minas Gerais
Jequitaí está localizado em: Brasil
Jequitaí
Localização de Jequitaí no Brasil
17° 14' 09" S 44° 26' 45" O17° 14' 09" S 44° 26' 45" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Norte de Minas IBGE/2008 [1]
Microrregião Pirapora IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Várzea da Palma, Claro dos Poções, Francisco Dumont,São João da Lagoa, Lagoa dos Patos.
Distância até a capital 400 KM km
Características geográficas
Área 1 268,279 km² [2]
População 8 010 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 6,32 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,705 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 65 251,287 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 974,98 IBGE/2008[5]
Página oficial

Jequitaí é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.

História[editar | editar código-fonte]

O município de Jequitaí tem sua história ligada ao ciclo do ouro, descoberto no ano de 1872, já no final do Império, por viajantes que faziam o trajeto Vila de Formigas, hoje Montes Claros (MG), para Vila Nossa Senhora do Bom Sucesso e Almas da Barra do Rio das Velhas, hoje Barra de Guaicuí, distrito de Várzea da Palma(MG). Ao atravessarem um rio, no lugar denominado Porto Inhay, encontraram diamantes de qualidade apreciável e ali se estabeleceram. Depois, prosseguindo em sua viagem, chegaram à fazenda do Major Cipriano de Medeiros, mais tarde Barão de Jequitaí, a quem vendeu os diamantes, o Major, por sua vez os comercializou em Diamantina (MG). A notícia do descobrimento das preciosas pedras se espalhou, trazendo às margens do referido rio gente de toda a parte. Mais ou menos 500 garimpeiros que se acampavam em choças de palha e capim formavam um futuro arraial. A maior parte de seus primeiros habitantes eram diamantinenses e, em homenagem a esses intrépidos, hoje existem na cidade algumas ruas com os nomes: Diamantina, Mendanha, Inhay, etc. Como o alimento básico de que os garimpeiros se serviam era o peixe, eles armavam um balaio (Jequi), no meio das pedras (Ita) dentro do rio (Hy), onde nasceu o nome Jequitaí, que até hoje se conserva, devido a sua origem e significado.

Pela Lei Provincial nº 1996 de 14 de novembro de 1873, foi elevado à categoria de Vila de Jequitaí, com sede no Arraial do Senhor do Bonfim, então município de Montes Claros (MG). Dois anos depois, a Lei nº 2145 transformou a Vila de Jequitaí em distrito de Montes Claros (MG). Pela Lei Provincial nº 2810 de 04 de outubro de 1881, foi a sede transferida para o Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Jequitaí, e mais tarde elevada à cidade de Jequitaí, pela Lei Provincial nº 3276, de 30 de outubro de 1884, época esta de notório desenvolvimento, motivado pela lavoura, e, em grande parte, pela extração de seus diamantes.  No entanto o povo de Jequitaí gozou as regalias de cidade por pouco tempo, já que a Lei nº 44 de 17 de abril de 1890 reduziu a cidade a um simples distrito, passando a denominar-se Vila Nova de Jequitaí, sofrendo um grande revés, voltando a pertencer a Montes Claros (MG). Em 1948 foi proclamada a independência político-administrativa de Jequitaí, sendo elevada novamente a categoria de cidade pela Lei nº 336 de 27 de dezembro de 1948, constituído somente do distrito da sede.

É naquela região que está situada a Lapa Pintada, que constitui importante sítio arqueológico. Outros atrativos são o Curral de Pedras, belo refúgio de pássaros e animais silvestres, e a catarata do Sítio, que forma uma linda piscina natural.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2004 era de 8.444 habitantes.

Referências

  1. a b "Divisão Territorial do Brasil". Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consult. 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). "Área territorial oficial". Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consult. 5 dez. 2010. 
  3. "Censo Populacional 2010". Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consult. 11 de dezembro de 2010. 
  4. "Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil". Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consult. 11 de outubro de 2008. 
  5. a b "Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008". Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consult. 11 dez. 2010. 
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