Jorge Uequed

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Jorge Uequed
Nascimento 29 de maio de 1942 (77 anos)
Rio Grande
Cidadania Brasil
Ocupação político

Feres Jorge Rocha e Silva Uequed (Rio Grande, 29 de maio de 1942) é um advogado, publicitário, jornalista e político brasileiro.[1] Filho de Jorge Uequed e Silva Uequed, graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) em 1971.[2][1] É casado com Rosemary Beatriz Gomes Uequed, tendo três filhos como fruto do casamento.[2]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Elegeu-se deputado federal em novembro de 1974, tomando posse do cargo em fevereiro de 1975, enquanto era filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). O partido havia sido fundado em março de 1966, como oposição ao regime militar estabelecido no país durante aquela época.[2] Por motivos de saúde, licenciou-se do mandado de deputado federal no dia 19 e entre os dias 23 a 26 de abril de 1976. Em 1991 e 1992 também precisou se ausentar do cargo outras vezes, todas para a realização de tratamentos voltados à sua saúde.[1]

Jorge Uequed participou da Comissão de Ciência e Tecnologia e foi suplente das comissões de Economia, Indústria e Comércio e de Constituição e Justiça. Reeleito ainda na legenda do MDB em 1978, cumpriu seu mandato até o final, em 1983. O fim do bipartidarismo resultou em uma reformulação partidária. Por esse motivo, foi criado o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, sucessor do MDB. Como consequência, Uequed tornou-se filiado do PMDB.[2]

Foi membro titular da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Petrobrás entre 1979 e 1980. Nessa época, examinou diferentes denúncias de irregularidades da empresa. Além disso, no período de 1981 a 1983, tornou-se parte da Comissão de Trabalho e Legislação Social da Câmara. Também foi titular da CPI sobre a reforma do ensino entre 1981 e 1982.[2][1]

Reeleito deputado federal pelo PMDB em 1983, fez parte de diferentes comissões: de Ciência e Tecnologia (1975-1976, 1979-1981, 1983-1987 e como suplente entre 1982-1983), de Defesa do Consumidor (1982-1983), da Fiscalização Financeira e Tomada de Contas (como suplente,1980-1983), de Serviço Público, também como suplente (1983-1984). Por fim, ingressou na comissão de Trabalho e Legislação Social (1981-1983).[1]

A partir de 1985, tornara-se vice-líder do PMDB na Câmara e membro titular da comissão de Previdência e Assistência Social entre 1985 e 1987. Durante essa fase de sua atividade como político, Uequed apresentou uma alteração na Lei de Anistia, proposta que beneficiaria militares e funcionários públicos civis penalizados por má conduta pelo regime militar.[3][2] No entanto, as Forças Armadas foram ao congresso e argumentaram que essa mudança prejudicaria aqueles que foram responsáveis pela punição desses militares e funcionários.[3]

Concorreu como deputado federal constituinte em 1986 e conseguiu se eleger, exercendo a função entre 1987-1991.[1] Sua candidatura foi apoiada principalmente por empresários e também pela colônia árabe, grupo pelo qual ele mostrava interesse participando de organizações e encontros.[2] Assumiu o mandato em 1987, iniciando sua participação na Assembleia Nacional Constituinte. Durante o ano de 1987, foi titular da subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social. Também participou como suplente da subcomissão da Nacionalidade, da Soberania e das Relações Internacionais, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher.[1]

Como deputado federal constituinte, destacam-se seus votos a favor do fim de relações diplomáticas com países que desempenhassem políticas racistas, da jornada semanal de 40 horas, do voto facultativo aos 16 anos e da legalização do aborto. Já quanto aos votos contra: pena de morte, presidencialismo e a legalização do jogo do bicho.[2]

Afastou-se do PMDB, deixando a vice-liderança do partido. Em seguida, filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Tentou se reeleger em 1990 pelo PSDB, mas ficou como suplente. Seguiu suas atividades na Câmara dos Deputados, sendo a favor, por exemplo, do impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo. Somente em novembro de 1993, Uequed se afastou definitivamente da Câmara. Também tentou concorrer à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, criada pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), porém não obteve êxito.[2]

Em 2016, tornou-se porta voz masculino da Rede Sustentabilidade RS, partido liderado por Marina Silva. [4]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

Ano[1][2] Título[1][2]
1978 Sem ódio e sem medo
1980 O fracasso dos iluminados
1982 Quando um deputado flagrou um ministro mexendo no bolso dos aposentados
1984 Luta contra o arrocho salarial
1986 Em defesa do Rio Grande

Referências

  1. a b c d e f g h i «Conheça os Deputados». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 29 de setembro de 2018 
  2. a b c d e f g h i j k «Jorge Uequed - CPDOC». CPDOC. Consultado em 29 de setembro de 2018 
  3. a b «RELAÇÕES CIVIL-MILITARES». www.anpocs.org.br. Consultado em 29 de setembro de 2018 
  4. «Jorge Uequed assume como porta-voz da Rede/RS - Timoneiro». Timoneiro. 18 de dezembro de 2016. Consultado em 29 de setembro de 2018 
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