José Silvério

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José Silvério
Nome completo José Silvério de Andrade
Nascimento 11 de novembro de 1945 (72 anos)
Itumirim, MG
Nacionalidade brasileira
Cônjuge Sebastiana de Andrade (falecida em 25/11/2010)[1]
Filho(s) 1 filho, 2 filhas e 5 netos[2]
Ocupação locutor esportivo

José Silvério de Andrade, ou simplesmente José Silvério (Itumirim, 11 de novembro de 1945), é um locutor esportivo brasileiro.

Carreira[editar | editar código-fonte]

É considerado por muitos o mais técnico de todos os locutores esportivos de rádio da história. Começou a carreira narrando até treinos do Fabril, pela Rádio Cultura de Lavras[3] (cujo diretor descobriu-o quando Silvério narrava uma partida de botão),[4] e sua primeira partida foi em julho de 1963, entre Olímpica de Lavras e Bragantino. De lá, foi para as rádios Itatiaia e Inconfidência, de Belo Horizonte, Continental, do Rio de Janeiro e a Rádio Tupi, de São Paulo, como correspondente no Rio.[3]

Chegou em 1975 à Rádio Jovem Pan de São Paulo,[5] onde ficou por 25 anos — apesar de uma passagem de três meses pela Rádio Bandeirantes, em 1985.[4] Era o segundo locutor, atrás de Osmar Santos, mas, com a saída deste, assumiu a titularidade em 1977.[6] Teve ainda uma experiência na TV Manchete, sem deixar o rádio. Desde 2000, trabalha para a Rádio Bandeirantes de São Paulo,[7] onde tem como colegas de locução Ulisses Costa e Rogério Assis.

Já narrou mais de 20 modalidades esportivas,[3] mas destacou-se no futebol, sobretudo de São Paulo. Cobriu todas as Copas do Mundo desde 1978. Em sua carreira, passou por situações curiosas, como narrar a final do Campeonato Brasileiro de 1979 na pista de atletismo do estádio Beira-Rio, com os cães da polícia à sua frente.[3] Outra situação curiosa foi durante um treino da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1986: sem autorização para narrar do estádio, os locutores das rádios tiveram de improvisar, e Silvério subiu em uma árvore, de onde avisava o repórter de campo Wanderley Nogueira sempre que não conseguia ver algum lance, para que ele o ajudasse com a narração.[8]

Jargões[editar | editar código-fonte]

Autor de jargões inúmeras vezes repetidos por outros locutores, sendo o mais notório o "E que golaço!",[8] que surgiu de improviso e foi incorporado ao seu repertório.[9] Tem uma espécie de "tique", que é sua marca registrada, qual seja, estender a pronúncia das últimas sílabas das palavras (por exemplo, o repórter Leandro Quesada é chamado de "Quesadan").

Referências

  1. Morre a esposa do locutor José Silvério da Rádio Bandeirantes ESP-Brasil - Notícias Relacionadas
  2. José Silvério - Simplesmente, o Pai do Gol! por Marcelo Rozenberg QUE FIM LEVOU? por Milton Neves
  3. a b c d "José Silvério esteve no Bate-Papo RB", Rádio Bandeirantes, 10/11/2006
  4. a b "Grito de gol de 8 segundos por R$ 648 mil", entrevista a Arnaldo Comim, Valor Econômico, 22/8/2000
  5. "José Silvério (um dos maiores locutores esportivos de todos os tempos)", Marcelo Rozenberg, Miltonneves.com.br, 17/3/2008
  6. "Disputa por locutor provoca protestos", O Estado de S. Paulo, 1977 (reprodução)
  7. "José Silvério fala da emoção de narrar futebol", Escola de Comunicação, 27/11/2007
  8. a b "José Silvério: Locutor conta histórias sobre os bastidores das Copas", Bartira Betini, Rádio Agência, 31/5/2006
  9. Entrevista em vídeo a Rica Perrone